Em uma avaliação recente de commodities, Daan Struyven, Co-Head de Pesquisa Global de Commodities da Goldman Sachs, revelou que os fluxos de produtos petrolíferos refinados que passam pelo estratégico Estreito de Hormuz despencaram para apenas 35% dos níveis anteriores à guerra, enquanto os fluxos de petróleo bruto caíram para 70%.

Essa contração acentuada destaca um gargalo geopolítico em escalada no trânsito de energia no Oriente Médio. Combustíveis refinados como diesel, querosene de aviação, gasolina e nafta—que a Kpler antes acompanhava em cerca de 2,2 milhões de barris por dia, junto com 14,95 milhões de barris por dia de petróleo bruto—estão sofrendo interrupções desproporcionais, ameaçando faltas agudas de oferta em redes globais de distribuição.

Um aperto prolongado sobre os produtos refinados apresenta um choque positivo direto para métricas globais de inflação. Custos mais altos de transporte e de combustíveis complicam os caminhos de flexibilização dos bancos centrais, o que provavelmente fortalece o dólar americano, impulsiona os rendimentos dos títulos de referência para cima e reduz o ritmo mais amplo do mercado acionário à medida que os riscos de estagflação voltam a surgir.

Para ativos digitais, uma maior incerteza macro impulsionada por energia normalmente desencadeia, no curto prazo, um sentimento defensivo de aversão ao risco. Condições financeiras mais apertadas e cortes de juros adiados podem limitar as entradas líquidas de liquidez em $BTC e em altcoins, forçando os mercados cripto a uma consolidação prolongada até que as tensões geopolíticas diminuam. ⛽

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