Bitcoin e ouro Recentemente ficaram cada vez mais colados 🪙
Os dados da Bitwise mostram que a correlação de 90 dias entre os dois chegou ao nível mais alto desde 2020 — algo que não acontecia tão sincronizado há quase seis anos
O pano de fundo é que as taxas de juros de longo prazo dos Treasuries (EUA) estão subindo, e o ministro das Finanças aumentou a força para comprar títulos longos. Com isso, o capital global começou a reprecificar. Na semana seguinte, o Bitcoin disparou 22%, o melhor desempenho semanal desde março de 2024.
O ouro também subiu 5%; já as bolsas dos EUA ficaram praticamente paradas. A relação entre Bitcoin e o índice do dólar, inclusive, foi virando aos poucos de forma inversa.
No fim de agosto, o Bitcoin ainda rompeu direto para US$ 80 mil; no mês, subiu 25%. Depois, corrigiu para US$ 76 mil, e agora voltou para perto da marca de US$ 80 mil, testando repetidamente.
O diretor de pesquisa disse uma frase que deixa isso bem claro: quando o cenário macro realmente fica tenso, o dinheiro já não tem paciência para diferenciar Bitcoin de ouro. Todo mundo está ocupado tentando se proteger do risco de desvalorização monetária. Nesse momento, o Bitcoin está ficando cada vez mais parecido com uma versão ampliada do ouro.
A volatilidade é maior, a elasticidade é mais forte, mas a lógica de proteção é a mesma.
Também há quem jogue água fria. A Glassnode lembra que, na alta de agosto, a correlação entre Bitcoin e ações dos EUA chegou a cair a quase zero. Mas, historicamente, quando o mercado de títulos “faz barulho”, esse tipo de desacoplamento normalmente não dura muito. Não se precipite em anunciar que mudou de vez.
Ainda assim, analistas que acompanham o mercado acionário dos EUA também notaram: nos últimos seis meses, a ligação entre o Bitcoin e o mercado de ações esteve ainda menor do que a do ouro — e ainda menor do que a dos Treasuries. Isso indica que ele tem cada vez mais seu próprio temperamento: já não é mais um mero “filhote” do mercado de ações.
Minha visão: não importa se há ou não desacoplamento, existe uma linha principal que é verdadeira. Na era em que a credibilidade do dólar é consumida repetidamente, a história de ativos reais só vai ficando mais alta. Bitcoin é a versão jovem do ouro: temperamento forte, imaginação grande. Essa linha merece ser acompanhada continuamente.
Todo dia eu te trago os destaques do Bitcoin. Não é só para ver o que aconteceu nas notícias — é para entender a lógica e as oportunidades por trás 👀🚀
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#比特币 #黄金 #宏观
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O pano de fundo é que as taxas de juros de longo prazo dos Treasuries (EUA) estão subindo, e o ministro das Finanças aumentou a força para comprar títulos longos. Com isso, o capital global começou a reprecificar. Na semana seguinte, o Bitcoin disparou 22%, o melhor desempenho semanal desde março de 2024.
O ouro também subiu 5%; já as bolsas dos EUA ficaram praticamente paradas. A relação entre Bitcoin e o índice do dólar, inclusive, foi virando aos poucos de forma inversa.
No fim de agosto, o Bitcoin ainda rompeu direto para US$ 80 mil; no mês, subiu 25%. Depois, corrigiu para US$ 76 mil, e agora voltou para perto da marca de US$ 80 mil, testando repetidamente.
O diretor de pesquisa disse uma frase que deixa isso bem claro: quando o cenário macro realmente fica tenso, o dinheiro já não tem paciência para diferenciar Bitcoin de ouro. Todo mundo está ocupado tentando se proteger do risco de desvalorização monetária. Nesse momento, o Bitcoin está ficando cada vez mais parecido com uma versão ampliada do ouro.
A volatilidade é maior, a elasticidade é mais forte, mas a lógica de proteção é a mesma.
Também há quem jogue água fria. A Glassnode lembra que, na alta de agosto, a correlação entre Bitcoin e ações dos EUA chegou a cair a quase zero. Mas, historicamente, quando o mercado de títulos “faz barulho”, esse tipo de desacoplamento normalmente não dura muito. Não se precipite em anunciar que mudou de vez.
Ainda assim, analistas que acompanham o mercado acionário dos EUA também notaram: nos últimos seis meses, a ligação entre o Bitcoin e o mercado de ações esteve ainda menor do que a do ouro — e ainda menor do que a dos Treasuries. Isso indica que ele tem cada vez mais seu próprio temperamento: já não é mais um mero “filhote” do mercado de ações.
Minha visão: não importa se há ou não desacoplamento, existe uma linha principal que é verdadeira. Na era em que a credibilidade do dólar é consumida repetidamente, a história de ativos reais só vai ficando mais alta. Bitcoin é a versão jovem do ouro: temperamento forte, imaginação grande. Essa linha merece ser acompanhada continuamente.
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