A AMD prometeu pagar US$ 30,28 bilhões por wafers e empacotamento que não recebeu. Ela obteve US$ 11,54 bilhões de receita no trimestre em que registrou esse número.
A AMD não possui uma fábrica. Tudo o que ela vende é fabricado por outra empresa, na maioria pela TSMC, e a forma de garantir uma vaga de produção dois ou três anos à frente é prometer que você vai pegar a produção e pagar por ela, quer acabe precisando ou não. Essa promessa não é um empréstimo e não aparece no balanço patrimonial. É apenas uma linha numa nota de rodapé do 10Q.
O valor era de US$ 3,99 bilhões em março de 2024 e agora é de US$ 30,28 bilhões — 7,6 vezes maior. A receita aumentou aproximadamente o dobro nos mesmos oito pedidos de relatório. Ou seja, a promessa saiu de cerca de dois terços de um trimestre de vendas para duas e meio vezes esse volume. A AMD gastou US$ 1,2 bilhão em seu próprio imobilizado (PP&E) no semestre e assumiu um compromisso de US$ 30 bilhões com os de outras empresas.
Esse “incondicional” na nota faz muito trabalho. Ele essencialmente fixa um lado. A AMD deve à cadeia de suprimentos, independentemente de as baias/“racks” mi355x que foram para a Arábia Saudita serem repetidas, e nada do que está ali coloca um cliente obrigado a cumprir termos equivalentes.
Em duas e meio vezes o volume de vendas, um trimestre fraco transforma capacidade reservada em peças que a AMD tem de aceitar e não consegue transferir. A Intel e a Samsung assumem o mesmo risco de estoque, mas elas têm a planta e depreciam isso ao longo dos anos. A AMD está carregando o risco sem uma fábrica e sem nada para distribuí-lo.
Uma obrigação de compra é uma promessa de compra. Então, nada na nota diz quem é o eventual cliente, ou mesmo se existe um. Deve haver um livro de pedidos visível.
A AMD não possui uma fábrica. Tudo o que ela vende é fabricado por outra empresa, na maioria pela TSMC, e a forma de garantir uma vaga de produção dois ou três anos à frente é prometer que você vai pegar a produção e pagar por ela, quer acabe precisando ou não. Essa promessa não é um empréstimo e não aparece no balanço patrimonial. É apenas uma linha numa nota de rodapé do 10Q.
O valor era de US$ 3,99 bilhões em março de 2024 e agora é de US$ 30,28 bilhões — 7,6 vezes maior. A receita aumentou aproximadamente o dobro nos mesmos oito pedidos de relatório. Ou seja, a promessa saiu de cerca de dois terços de um trimestre de vendas para duas e meio vezes esse volume. A AMD gastou US$ 1,2 bilhão em seu próprio imobilizado (PP&E) no semestre e assumiu um compromisso de US$ 30 bilhões com os de outras empresas.
Esse “incondicional” na nota faz muito trabalho. Ele essencialmente fixa um lado. A AMD deve à cadeia de suprimentos, independentemente de as baias/“racks” mi355x que foram para a Arábia Saudita serem repetidas, e nada do que está ali coloca um cliente obrigado a cumprir termos equivalentes.
Em duas e meio vezes o volume de vendas, um trimestre fraco transforma capacidade reservada em peças que a AMD tem de aceitar e não consegue transferir. A Intel e a Samsung assumem o mesmo risco de estoque, mas elas têm a planta e depreciam isso ao longo dos anos. A AMD está carregando o risco sem uma fábrica e sem nada para distribuí-lo.
Uma obrigação de compra é uma promessa de compra. Então, nada na nota diz quem é o eventual cliente, ou mesmo se existe um. Deve haver um livro de pedidos visível.
