A ação do petróleo está estranha. Hormuz basicamente fechada, as conversas de acordo não avançam, mas o Brent ainda fica por volta de US$ 88 — bem longe dos US$ 100+ que vimos no mês passado e do pico de maio em US$ 110.

Os traders estão precificando algum acordo meio bagunçado que, de forma “mágica”, reabre o estreito. Eles apostam no final feliz, não no que está acontecendo de fato na água.

E o que está acontecendo é feio. Seis navios passaram por Hormuz ontem. Antes era algo entre 130 e 140.

O que tem mantido a tampa? Algumas coisas. Rotas alternativas, demanda mais fraca, barris extras e, claro, a China. Pequim esmagou suas importações em maio e basicamente equilibrava todo o mercado. Mas essas importações estão voltando a subir em julho e agosto.

Trump está levando devagar, pressionando pelo lado econômico em vez de atacar. Teerã não cede.

Se isso se arrastar até o 4T e os estoques continuarem caindo, alguns analistas veem petróleo entre US$ 120 e US$ 140.

Agora, o mercado está precificando esperança. Mas esperança não tem um grande histórico nesse estreito.