⚠️ ATUALIZAÇÃO REAL: a Lei CLARITY não vai a votação completa antes do recesso de agosto. E isso importa mais do que parece.

Esta semana, o líder da maioria no Senado, John Thune, disse isso sem rodeios à imprensa: ele não acredita que consigam concluir a votação antes do recesso. O plano agora é apenas começar o debate em plenário, "ver onde estão os votos" — nada parecido com uma data confirmada.

O bloqueio tem nome: os republicanos controlam 53 cadeiras, mas precisam de 60 para superar o filibuster, cerca de 7 votos democratas que hoje não estão garantidos. Senadores como Murphy, Van Hollen e Merkley se opõem por causa das provisões éticas sobre receitas de cripto de figuras políticas, num contexto em que há cerca de 1.400 milhões de dólares reportados ligados a Trump. As probabilidades no Polymarket caíram de mais de 80% na primavera para 37% nesta sexta-feira.

Agora a pergunta que realmente importa: o que mudaria se isso for aprovado?

Como advogado especializado em ativos digitais, minha leitura: a Lei CLARITY não é um capricho regulatório; é a peça que os EUA precisam para deixar de regular cripto à base de processos da SEC. Atribuiria a supervisão à CFTC, definiria regras de custódia e proteções para desenvolvedores e daria às instituições o que elas mais pedem: segurança jurídica para alocar capital sem medo de que o critério mude a cada administração. Por isso, mais de 200 organizações, junto com a Coinbase e a Ripple, pressionam pela aprovação.

O risco de perder agosto não é apenas simbólico. Sem lei, a classificação atual de ativos digitais pela SEC e pela CFTC continua sustentada por uma orientação administrativa que qualquer futura administração pode revogar com um simples ato. Se isso emperrar até novembro, o calendário legislativo de 2026 praticamente se fecha para o setor cripto.

Você acha que o Senado prioriza essa votação antes das eleições de meio de mandato, ou a política eleitoral enterra de novo a clareza regulatória por mais um ano?

#FranBerlin

#clarityact