Acabei de ver um artigo que achei bastante interessante, vale a pena discutir — o co-fundador do BitMEX, Arthur Hayes, colocou o Bitcoin e o preço do petróleo/estrutura de liquidez juntos, apresentando um quadro lógico um pouco diferente. No artigo, ele afirma que as flutuações no preço do petróleo podem afetar indiretamente a política monetária macroeconômica e a liquidez do mercado, o que, por sua vez, pode impulsionar o BTC.
Ele analisa essa cadeia da seguinte forma: se o preço do petróleo estiver sob pressão, por um lado, o ônus sobre os gastos dos consumidores diminui e a pressão inflacionária se alivia; por outro lado, os formuladores de políticas (como governos e bancos centrais) podem estar mais inclinados a manter ou expandir estímulos e expansão de crédito. A visão de Hayes é que a combinação de liquidez abundante e baixo custo de energia é, teoricamente, mais favorável a ativos de alto risco, pois um ambiente macroeconômico amplo faz com que o capital esteja mais disposto a buscar retornos.
Esse raciocínio tem dois pontos centrais que merecem reflexão:
Em primeiro lugar, a liquidez não surge do nada; ela é impulsionada conjuntamente por fatores energéticos, fiscais e monetários, especialmente evidente em um contexto de jogo político e econômico entre grandes potências. Em segundo lugar, o Bitcoin, como um ativo escasso, provavelmente será incluído em um quadro de alocação de ativos mais amplo durante os períodos de excesso de liquidez.
É claro que o quadro de Hayes não é uma previsão mecânica de preços, mas sim uma dedução causal dentro de uma estrutura macroeconômica. Diante de múltiplas evidências de que o ambiente tradicional de liquidez tem impactado profundamente o BTC, essa perspectiva merece ser compreendida e incorporada ao próprio sistema de julgamento, e não apenas reduzida a uma intuição simples como 'quando o preço do petróleo cai, o Bitcoin sobe'.

