No Cetus CLMM, a taxa gerada por uma troca é primeiro cobrada em tokens pagos pelo trader. Somente quando o preço estiver dentro da faixa configurada, e a posição realmente fornecedora de liquidez, é que as taxas serão distribuídas proporcionalmente a essa posição. Quando o preço sai da faixa, a posição passa a ficar inativa e também é interrombido o recebimento das taxas de troca.

Essas taxas não são automaticamente adicionadas de volta ao principal de liquidez original; elas são acumuladas separadamente. O LP pode retirar individualmente, sem precisar primeiro desinvestir toda a posição. Essa diferença é bem prática: o que aparece na tela como taxas já acumuladas não significa que o principal foi automaticamente reinvestido com capitalização, e também não é possível extrapolar as taxas passadas para estimar o rendimento futuro.

A estrutura de custos ainda pode ser desdobrada em mais uma camada para explicação. A documentação da Cetus lista 16 faixas de taxas de CLMM para as quais não é necessária licença, de 0,01% a 4%. Em condições padrão, a taxa da comissão da rede (protocol fee) corresponde a 20% da taxa de câmbio, e o restante é distribuído aos LPs que atendem aos requisitos. Se é possível receber as taxas de fato ainda depende de a posição estar dentro do intervalo e de a negociação utilizar aquela liquidez; as faixas de taxa em si não são uma garantia de rendimento.

Obs.: Consulte principalmente o #Cetus oficial para mais detalhes.