Continuo pensando em Newton e em como é fácil confundirmos movimento com significado.

No começo, pensei que a história era sobre outro projeto tentando se agarrar à inteligência artificial. Essa é a leitura óbvia. E também é a preguiçosa.

A pergunta mais profunda me incomoda mais.

O que acontece quando a pessoa que faz a troca vai desaparecendo lentamente do centro da troca?

Não digo isso de um jeito dramático. Digo de forma direta. Estamos nos encaminhando para sistemas que conseguem ler condições, seguir estratégias e agir antes mesmo de um ser humano decidir o que sente.

Parte de mim entende a atração.

As pessoas são emocionais. Eu sei que sou. O medo nos faz agir cedo, a ganância nos faz agir tarde, e a arrogância nos faz ficar por muito tempo depois que o sinal já mudou.

Um agente automatizado não se importa em estar certo. Ele não precisa de vingança. Ele não fica encarando um gráfico tentando transformar esperança em um plano.

Isso soa limpo.

Talvez limpo demais.

Porque, no momento em que permitimos que máquinas atuem com capital, a questão deixa de ser se elas são rápidas ou eficientes. Passa a ser se elas são confiáveis, limitadas, monitoradas e compreendidas.

Eu volto sempre à permissão.

Quem dá?
Quem verifica?
Quem percebe quando o sistema faz exatamente o que foi instruído a fazer, mas não aquilo que alguém realmente quis dizer?

Essa é a parte desconfortável para mim.

Eu vejo por que esse futuro é útil. Também vejo por que parece uma porta pela qual talvez passemos antes de compreendermos totalmente a sala do outro lado.

Talvez Newton não seja realmente sobre trading.

Talvez seja sobre o momento silencioso em que as ferramentas param de esperar pelas nossas mãos.

#Newt @NewtonProtocol $NEWT