A MRVL acabou de passar por 255 e o lado do contrato ficou todo animado: compra ativa de 77%, razão long/short de 3,4 e posições aumentando 13,3% em um dia. Mas, por trás da mesma vela, a conta dos tubarões reduziu o long/short em 22% ao longo de 7 horas — quando a alta estava mais forte, os grandes estavam saindo.
Ainda mais sutil é a estrutura das posições: em 7 horas, o volume das posições só aumentou 0,99%, enquanto o valor de mercado subiu 7,38%. Essa elevação foi em grande parte de posições já existentes com lucro flutuante, não de dinheiro novo. A taxa também saiu de zero e virou positiva: em 8 períodos de liquidação, 7 foram positivos; o lado dos longs começou a pagar para manter a ordem.
No mercado à vista, o fluxo líquido das grandes ordens está em zero. No book, a parede de compra só é 3,8% mais grossa que a de venda — embaixo, ninguém está sustentando. Quem está correndo atrás da alta é tudo alavancagem de contratos, e o tubarão ainda aproveitou para reduzir posição. São dois lados lendo o mesmo preço.
Eu estou do lado dos vendidos. Fazendo esse tipo de “ignição” de alavancagem grudada na máxima do dia, sem sucessor para assumir, cada passo para cima é juros pagos pelos longs; quando o combustível para, o recuo vem mais rápido do que a ruptura. A menos que o fluxo das grandes ordens à vista volte a ser positivo, a razão long/short dos tubarões vire de direção, ou o preço consiga se firmar acima de 257 e as posições ainda continuem aumentando — se isso aparecer, eu viro e faço long.
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