Coinbase assume controle do USDH enquanto Hyperliquid migra para USDC
A Coinbase está aprofundando sua participação no ecossistema da Hyperliquid após a Native Markets anunciar planos de transferir a infraestrutura de stablecoin USDH para o USDC em um novo modelo de compartilhamento de tesouraria. A mudança encerra efetivamente o uso do USDH como principal ativo cotado da Hyperliquid e posiciona o USDC como a stablecoin dominante na rede descentralizada de negociação de perpétuos. Coinbase absorve USDH enquanto Hyperliquid aposta no USDC A Native Markets confirmou que a Coinbase vai adquirir os ativos da marca USDH e será a responsável oficial pelo deployment da tesouraria em USDC sob a estrutura atualizada AQAv2 da Hyperliquid. O anúncio representa uma das mudanças mais expressivas no ecossistema de stablecoins de 2026 e pode transformar como grandes plataformas de cripto compartilham a receita das reservas com suas comunidades. Mudanças na estratégia de stablecoins da Hyperliquid A Hyperliquid dependia fortemente da liquidez de USDC via bridges, com bilhões de dólares circulando na plataforma. Críticos argumentavam que grande parte do rendimento das reservas geradas por esses saldos era destinada a empresas como Circle e Coinbase fora do ecossistema. Esse cenário mudou em 2025, quando validadores da Hyperliquid escolheram a Native Markets para lançar o USDH, uma stablecoin totalmente lastreada em títulos do Tesouro dos EUA e equivalentes em caixa. O USDH trouxe o modelo de “Ativo de Cotação Alinhado”, projetado para redirecionar o rendimento das reservas de volta ao ecossistema Hyperliquid por meio de incentivos de negociação e contribuições para o Fundo de Assistência, que apoia recompras de HYPE e crescimento da rede. Agora, a Coinbase adota essa mesma estrutura em vez de competir contra ela. Native Markets considera transição um avanço A Native Markets ressaltou que o acordo não envolve aquisição integral da empresa. Na prática, a Coinbase compra os ativos da marca USDH enquanto a Native Markets segue independente. A cofundadora Mary-Catherine Lader afirmou que a transição valida a tese da equipe de que stablecoins precisam devolver valor diretamente aos usuários e aos ecossistemas em vez de apenas extrair recursos. Pelo AQAv2, a expectativa é que a Coinbase repasse a maior parte das receitas de rendimento das reservas geradas com saldos de USDC na Hyperliquid ao próprio protocolo. Isso representa uma mudança significativa na economia das stablecoins e pode pressionar outras exchanges e ecossistemas de DeFi a buscar modelos similares de compartilhamento de receitas. Investidores de USDH enfrentarão migração gradual A Native Markets declarou que o USDH continuará totalmente lastreado durante o período de transição. Usuários podem seguir resgatando suas posições no painel oficial, com conversão gratuita para USDC ou moeda fiduciária. A equipe também pretende manter suporte à liquidez para os pares de negociação USDH/USDC enquanto a Hyperliquid define os prazos de migração para os mercados spot e perpétuos. Parte dos traders na X descreveu a mudança como “cash-out” ou “rug”, enquanto outros avaliaram como uma vitória estratégica para a Hyperliquid e o USDC. A reação do mercado reflete o aumento da disputa entre stablecoins nativas do DeFi e players institucionais consolidados. O que vem pela frente para a Hyperliquid A próxima etapa será focada em como a Hyperliquid irá transferir com eficiência a liquidez e os incentivos do USDH para os mercados alimentados por USDC. Investidores observam se a AQAv2 poderá servir de referência para outros ecossistemas blockchain interessados em manter a receita gerada por stablecoins dentro do próprio sistema, em vez de repassá-la para emissores externos. Se bem-sucedida, a parceria entre Coinbase e Hyperliquid pode redefinir como gigantes centralizados de stablecoins colaboram com ecossistemas descentralizados de negociação daqui para frente. O artigo Coinbase assume controle do USDH enquanto Hyperliquid migra para USDC foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin cai abaixo de US$ 80 mil, mas 3 sinais de alerta apareceram antes
O preço do Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 80 mil nesta quarta-feira, registrando uma queda superior a 2% nas últimas 24 horas. O recuo ocorre após uma alta de 37% em relação às mínimas de abril, interrompida na média móvel de 200 dias (MA de 200 dias). No entanto, três sinais de alerta já haviam aparecido antes. O cenário da MA de 200 dias, os fatores responsáveis pela alta e os dados on-chain indicavam fragilidade antes da reversão. 1. A alta até US$ 83 mil foi impulsionada por perps, não por spot A Wintermute apontou que o rápido avanço do Bitcoin para cerca de US$ 83 mil marcou sua primeira vez acima de US$ 80 mil desde janeiro. O movimento também superou a MA de 200 dias, que servia como limite para o preço há sete meses. A CryptoQuant posicionou a linha de resistência em US$ 82,4 mil. Porém, o market maker classificou essa alta como o oposto de um movimento saudável de mercado. Segundo a empresa, o preço foi impulsionado por um salto no open interest, que subiu de US$ 48 bilhões para US$ 58 bilhões no mês. Os volumes no mercado spot também caíram ao menor nível em dois anos. “Mercados de alta são confirmados pelo spot. Dessa vez, é impulsionada por perps. O BTC ficou acima de US$ 70 mil, poucos acreditaram, posições vendidas aumentaram, acabaram liquidadas e tiveram que ser cobertas por compras. O funding continua majoritariamente em posições short, então há mais espaço para squeezes. Mas cobertura não é convicção”, escreveu a Wintermute no X. 2. A MA de 200 dias repetiu o movimento de 2022 A CryptoQuant afirmou que a configuração é semelhante à de março de 2022. Naquele ciclo, o Bitcoin subiu 43% antes de travar na MA de 200 dias e depois retomar a tendência de baixa. O avanço atual de 37% enfrentou o mesmo teto. A semelhança vai além do preço. Em 5 de maio de 2026, a margem de lucro não realizada dos investidores atingiu 17,7%, o maior nível desde junho de 2025. O indicador chegou a patamares parecidos quando o Bitcoin testou sua média móvel de 200 dias em março de 2022, período que antecedeu a queda seguinte. No mesmo momento, sinais de distribuição já se manifestavam. Os lucros diários realizados subiram para 14.600 BTC em 4 de maio de 2026, maior número diário desde 10 de dezembro de 2025, sinalizando que a realização de lucros já é clara nos dados on-chain. “Historicamente, picos desse tamanho em ralis de mercados de baixa precederam topos locais, pois a nova leva de investidores de curto prazo passa a distribuir rapidamente diante da força do preço”, observou a CryptoQuant em relatório. 3. Entrada de capital no Bitcoin não mostra convicção das últimas altas Por fim, a Glassnode destacou que o Realized Cap 30-Day Net Position Change chegou a US$ 2,8 bilhões por mês. Entretanto, em todos os grandes ciclos de alta entre 2023 e 2025, esse indicador saltou de cerca de US$ 2 bilhões para US$ 10 bilhões mensais nas fases iniciais de cada rali. “Ainda que o indicador atual seja interessante, ele está bem abaixo daquele patamar, o que sugere que a entrada de capital nesta recuperação não apresenta a convicção verificada nos principais pontos de inflexão do ciclo anterior”, aponta o relatório. Variação líquida da posição no Realized Cap 30 dias do Bitcoin. Fonte: Glassnode Em conjunto, os dados demonstram que a fragilidade já era crescente muito antes da queda para US$ 80 mil, funcionando mais como confirmação do que os dados já indicavam. O artigo Bitcoin cai abaixo de US$ 80 mil, mas 3 sinais de alerta apareceram antes foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
ETFs de Bitcoin registram maior saída em mais de 3 meses
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin (BTC) à vista registraram saídas de US$ 635,23 milhões em 13 de maio, marcando o maior volume de retiradas em um único dia desde 29 de janeiro. Segundo dados da SoSoValue, os ETFs de Bitcoin contabilizaram dois dias consecutivos de saídas nesta semana, levantando a possibilidade de encerramento de uma sequência de seis semanas de aportes positivos. Até agora, o fluxo semanal deste período está negativo em US$ 841,19 milhões. Sequência de aportes nos ETFs de BTC é interrompida Nas últimas seis semanas, os produtos de Bitcoin à vista receberam cerca de US$ 3,4 bilhões, caracterizando a maior sequência de entradas desde julho de 2025. Além disso, abril foi o melhor mês de 2026 para fundos de Bitcoin, com movimentação de US$ 1,97 bilhão. O iShares Bitcoin Trust da BlackRock liderou este desempenho. O ritmo de entradas seguiu nos primeiros dias de maio, com ETFs de Bitcoin arrecadando US$ 1,68 bilhão entre 1 e 6 de maio de 2026. No entanto, houve quatro dias consecutivos de resgates, revertidos apenas por um pequeno aporte de US$ 27,29 milhões em 11 de maio. Fluxos de ETF de Bitcoin. Fonte: SoSoValue Os fundos de Ethereum (ETH) também apresentaram desaceleração, somando três dias consecutivos de saídas. ETFs de Solana divergem do cenário geral Apesar da retração no interesse institucional, a Solana tem sido destaque. Os ETFs de Solana não registraram retirada em nenhum dia de maio, somando US$ 90,83 milhões em oito sessões positivas e um dia estável. Em comparação, os ETFs de XRP ficaram três dias sem movimentação em maio. Os ETFs de Dogecoin (DOGE) tiveram apenas três dias de aportes com valores modestos, enquanto os produtos de Chainlink (LINK) apresentaram quatro sessões positivas. Assim, a Solana lidera entre as altcoins neste mês. Além da SOL, o ETF Hyperliquid (HYPE) da 21Shares segue em ascensão desde seu lançamento em 12 de maio, totalizando US$ 2,52 milhões nos dois primeiros dias de negociação. O artigo ETFs de Bitcoin registram maior saída em mais de 3 meses foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Dogecoin supera Bitcoin, Ethereum e XRP no mercado futuro: o que esperar da DOGE?
A Dogecoin ultrapassou o Bitcoin, o Ethereum e o XRP em atividade de futuros, segundo os dados mais recentes da Coinglass. A memecoin mais popular está ganhando força enquanto o restante do mercado recua. Esse movimento ocorre em meio a um esfriamento geral do rali de cripto nos últimos dias. Dogecoin lidera a atividade de futuros no mercado cripto O open interest (OI) em futuros representa o valor total dos contratos derivativos ativos de um ativo. Este é um indicador importante de força porque mostra quanto capital está sendo alocado com alavancagem na direção dos preços em curto prazo. Dogecoin se destaca com alta de 5,09% no seu open interest nas últimas 24 horas. O volume de futuros da memecoin chegou a US$ 1,79 bilhão, acompanhado por um volume diário de US$ 3,99 bilhões com avanço expressivo de 81,62% no período. O contraste com os principais gigantes do setor é evidente. O OI do Bitcoin recuou 0,36%, enquanto o do Ethereum cresceu apenas 0,94%. Ambos os ativos estão em queda, caindo 1,46% no preço diário atual. A Solana apresenta um cenário ainda mais fraco. Seu OI caiu 5,96% e o preço recuou 4,21%. O XRP também perde força, com redução de 2,52% no open interest e queda de 1,81% no preço. Nenhum desses ativos consegue acompanhar o movimento positivo que atualmente favorece a Dogecoin no mercado. O que está acontecendo com a Dogecoin? O mercado de futuros da memecoin surpreende o ecossistema. Fonte: CoinGlass O contraste é evidente. Enquanto o rali geral desacelera, operadores de Dogecoin estão abrindo mais posições alavancadas. Isso indica que a confiança na memecoin permanece elevada, mesmo com a perda de tração dos principais ativos do setor. O que esperar para o preço da DOGE? A Dogecoin está cotada próximo de US$ 0,11328 no momento desta análise, segundo dados do BeInCrypto. A memecoin teve alta de 1,03% nas últimas 24 horas, sendo a única entre os principais criptoativos por valor de mercado a permanecer em território positivo. A combinação de impulso favorável no mercado à vista e nos futuros reforça uma perspectiva otimista. A Dogecoin rompeu a tendência negativa que atinge o restante do mercado, contexto que historicamente precede movimentos mais amplos de valorização para a memecoin. #DOGE Channel Breakout Validated👀 Dogecoin has broken the descending channel on the daily timeframe🔍 ✅ Breakout completed with momentum ✅ Strong buying pressure ✅ Bullish structure intact Next targets: $0.135 → $0.153 → $0.182 → $0.206🎯 Bulls are taking control🐃 pic.twitter.com/xAdVr3UMai — Jonathan Carter (@JohncyCrypto) May 13, 2026 O risco está atrelado à alavancagem. Mais posições abertas podem ampliar as quedas caso o preço recue de forma inesperada. Operadores devem monitorar níveis técnicos importantes e possíveis liquidações forçadas nas próximas sessões. Para o próximo movimento, dois pontos são cruciais: manter o nível de US$ 0,11 como suporte e a continuidade do ingresso de capital institucional nos futuros. Caso ambos permaneçam, a Dogecoin pode seguir superando o restante do mercado cripto. O artigo Dogecoin supera Bitcoin, Ethereum e XRP no mercado futuro: o que esperar da DOGE? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Uma ligação de Trump pode impulsionar ações da Nvidia em até 30%
O preço das ações da Nvidia (NVDA) subiu por sete sessões consecutivas desde o rompimento em 6 de maio, alcançando US$ 227 em 13 de maio. O movimento ocorre dentro de um cenário de avanço medido de 32%, e os catalisadores fundamentais para esse desempenho se multiplicaram. Jensen Huang integrou a delegação do presidente Trump em Pequim como adição de última hora nesta terça-feira, colocando de volta em destaque US$ 50 bilhões em oportunidades para chips de IA na China. Pelo menos cinco instituições de Wall Street elevaram ou reiteraram suas projeções de preço para Nvidia nas últimas 48 horas. O balanço está previsto para 20 de maio. Entretanto, o Chaikin Money Flow sinaliza de forma mais discreta e cautelosa abaixo desta alta. Ação da NVIDIA atinge nova máxima histórica. Fonte: Google Finance Rompimento de bandeira de alta das ações da Nvidia mira US$ 267 O gráfico das ações da Nvidia rompeu uma bandeira de alta com padrão de mastro em 6 de maio de 2026. O mastro acumulou avanço de 31,92% entre abril e início de maio, e a bandeira foi resolvida com volume expressivo na vela de rompimento. Todas as sessões diárias desde 6 de maio fecharam no positivo. O movimento projetado indica uma alta de 32% a partir da zona de rompimento, com US$ 267 como alvo teórico. Rompimento da bandeira de alta da NVIDIA: TradingView Os catalisadores fundamentais se acumularam nas últimas 48 horas. Jensen Huang integrou a delegação do presidente Trump para Pequim de forma repentina em 12 de maio. Trump entrou em contato diretamente com Huang após o CEO da Nvidia não ter aparecido inicialmente na lista executiva, e Huang viajou ao Alasca para embarcar no Air Force One. Pequim pressiona por maior acesso aos chips H200 de IA da Nvidia, mercado que Huang estima em US$ 50 bilhões. Nvidia, $NVDA, took a $4.5B hit in the July quarter after Trump introduced the original license requirement. Jensen Huang said the ban of Nvidia's chip sales to China would result in a $50 BILLION hit in 2-3 years. This is when Jensen Huang knew he had to do something. pic.twitter.com/T4e26UUkGf — The Kobeissi Letter (@KobeissiLetter) August 11, 2025 Wall Street reforçou esse cenário. Vivek Arya, do Bank of America (BofA), elevou o preço-alvo para Nvidia a US$ 320 ante US$ 300 em 13 de maio, citando um mercado total endereçável de US$ 1,7 trilhão para data centers de IA em 2030. Aaron Rakers, do Wells Fargo, aumentou o alvo para US$ 315 ante US$ 265 em 12 de maio, utilizando um novo modelo de capacidade em gigawatts. Susquehanna, com Christopher Rolland, elevou para US$ 275 vinda de US$ 250, alinhada aos objetivos já discutidos. Citi reiterou US$ 300. Oppenheimer reiterou US$ 265. Projeções de analistas para Nvidia: TipRanks O preço da ação da Nvidia agora está entre a zona de rompimento e o alvo, com balanço marcado para 20 de maio. O próximo indicador relevante está nos dados de fluxo institucional. Money Flow indica alerta mais discreto O indicador Chaikin Money Flow (CMF), que mede o balanço ponderado por volume entre pressão compradora e vendedora como um proxy do posicionamento de grandes investidores, marca 0,24 no gráfico diário da Nvidia. A leitura segue positiva. O fato relevante, porém, é o comportamento subjacente: o CMF atingiu seu topo no fim de abril e recuou de forma progressiva, enquanto o preço das ações seguiu em alta. O resultado é uma divergência de baixa no gráfico diário. Análise do CMF: TradingView Essa divergência não invalida o rompimento. O fluxo de grandes investidores perdeu intensidade, mas permanece positivo. O padrão sugere realização de lucros ou proteção de posições antes do balanço de 20 de maio. Os dados da relação put-call acrescentam uma segunda camada. A razão de volume put-call da Nvidia está em 0,32 em 13 de maio, acima dos 0,29 registrados no rompimento de 6 de maio. A razão de open interest recuou para 0,80 ante 0,81 no mesmo período. Relação Put-Call da Nvidia: Barchart O aumento no volume de opções de venda, junto à estabilidade no open interest, reforça o mesmo quadro observado na divergência do CMF. Alguma proteção está sendo incorporada à alta, mas a posição geral segue bastante inclinada para as calls, com a razão put-call bem abaixo de 1,0. O cenário permanece otimista, ainda que algum cuidado seja mantido. Níveis do preço da ação da Nvidia indicam US$ 227 como ponto decisivo O preço da ação da Nvidia está em US$ 226, próximo do patamar de US$ 227, correspondente à zona de Fib 0,618 da faixa mais recente. O nível 0,618 serve como pivô estrutural. Um fechamento diário acima de US$ 227 abre espaço para US$ 235, US$ 247 e para o alvo padrão do modelo em US$ 267. Além disso, a extensão 1,618 em US$ 279 converge com o objetivo da Susquehanna. A extensão 2,618 em US$ 332 fica logo acima do alvo de US$ 320 do Bank of America. Os níveis de suporte também são relevantes. O suporte está em US$ 214 e US$ 207. Um fechamento diário abaixo de US$ 207 enfraqueceria a estrutura de rompimento. Uma perda mais profunda ocorre em US$ 194, âncora do Fibonacci em 0. Romper esse patamar enfraqueceria toda a estrutura otimista. Análise do Preço da Ação da Nvidia: TradingView Um fechamento diário acima de US$ 227 mantém o caminho livre para US$ 267 e destaca o patamar dos analistas. Fechar abaixo de US$ 207 pode dar força à divergência do CMF e leva o mercado a um ajuste mais profundo em direção a US$ 194. O balanço de 20 de maio deve definir essa disputa. O artigo Uma ligação de Trump pode impulsionar ações da Nvidia em até 30% foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Arthur Hayes e analista que previu Bitcoin perto de US$ 100 mil recomendam compra na queda
Investidores de Bitcoin (BTC) demonstram preocupação após a cotação cair abaixo de US$ 80 mil. Dois veteranos do setor cripto consideram que a queda é uma oportunidade de compra, e não um topo do mercado. O ex-CEO da BitMEX Arthur Hayes e o investidor inicial em Bitcoin Davinci Jeremie recomendaram que investidores mantenham suas posições. Eles atribuem a venda abrupta a uma liquidação forçada relacionada à pressão macroeconômica. Hayes relaciona queda do Bitcoin aos rendimentos dos Treasuries Hayes avalia que a alta dos rendimentos dos Treasuries de 10 anos vai obrigar o presidente Donald Trump a buscar um acordo comercial com a China. Sem esse acordo, alertou, os mercados de finanças tradicionais podem sofrer colapso. “… rendimentos dos Treasuries de 10 anos em alta vão forçar Trump a fechar um acordo com a China, caso contrário, os mercados TradFi vão colapsar. Estou comprando nas quedas agora”, afirmou Hayes em publicação. Os rendimentos desses papéis realmente vêm subindo, reflexo de um CPI acima do esperado e um PPI surpreendente, que afetaram o mercado na terça e quarta-feira. Rendimentos dos Treasuries dos EUA de 10 anos. Fonte: TradingView Dados do BeInCrypto indicam o BTC em US$ 79.525, com queda de 1,34% nas últimas 24 horas. A cotação está 37% abaixo do recorde histórico de US$ 126.080, registrado em outubro de 2025. A retração acompanha a elevação dos rendimentos e o aumento das tensões tarifárias entre Washington e Pequim. TRUMP, XI TO WEIGH TARIFF CUTS ON $30B OF IMPORTS – REUTERS — Wall St Engine (@wallstengine) May 13, 2026 O ex-dirigente da BitMEX já havia alertado sobre a possibilidade de queda até US$ 70 mil antes de novo avanço. Para o longo prazo, Hayes prevê o Bitcoin retomando o patamar de US$ 250 mil assim que o Federal Reserve retomar o afrouxamento monetário. Colin Basco, estrategista quantitativo da Deribit Prime Trading, disse ao BeInCrypto que o nível de US$ 80 mil é o mais importante no momento. “Se US$ 80 mil virar suporte, a leitura altista ganha muito mais força”, avaliou Basco. Ele acrescentou que os fluxos de ETFs precisam continuar absorvendo oferta, e não apenas atuar nas quedas. Jeremie avalia que é uma liquidação, não topo No mesmo tom, Davinci Jeremie minimizou o medo dos investidores, ressaltando já ter presenciado o mesmo movimento de liquidação por cinco vezes desde 2011. Jeremie afirmou que comprou Bitcoin a cerca de US$ 2 quando o preço de US$ 32 era visto por muitos como topo de ciclo. Segundo ele, quem vende em pânico tende a se arrepender semanas depois. It's not a dip, it's a shakeout. — Davinci Jeremie (@Davincij15) May 13, 2026 Treze anos atrás, o youtuber publicou um vídeo que se tornou uma das recomendações de entrada mais citadas do Bitcoin. “… se você quer enriquecer no futuro, recomendo investir US$ 1, comprar alguns Bitcoins e armazenar em uma carteira”, disse Jeremie em maio de 2013 . Na época do vídeo, o Bitcoin era negociado próximo de US$ 116. Desde então, a pioneira cripto valorizou mais de 68.000%, transformando cada dólar investido na época em aproximadamente US$ 682 hoje. Ao lado de Hayes, parte dos investidores pode apostar nesse cenário, embora tudo dependa do andamento das negociações comerciais. O artigo Arthur Hayes e analista que previu Bitcoin perto de US$ 100 mil recomendam compra na queda foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Cobre atinge máxima histórica: veja por que isso importa para altcoins
Os contratos futuros de cobre atingiram o recorde de US$ 6,69 por libra, valorização de 16,98% somente em 2026, superando o avanço de 8,38% dos contratos futuros de ouro neste ano. O movimento de alta ocorre em meio a cenário global de oferta restrita, já que a produção segue prejudicada por interrupções contínuas nas minas. Preço do cobre atinge máxima histórica. Fonte: TradingView Ganho do cobre em 2026 mais que dobra desempenho do ouro no mesmo período A Kobeissi Letter destacou que o metal já acumula valorização acima de 40% em 12 meses. Segundo a publicação, a oferta restrita, a redução dos estoques na China e a demanda crescente de data centers impulsionam a cotação. “A Grasberg, na Indonésia, segunda maior mina de cobre do mundo, permanece subutilizada após um deslizamento fatal causar declaração de força maior em setembro; já na Quebrada Blanca, no Chile, a projeção de produção foi revisada para baixo diante de desafios operacionais, agravando ainda mais a escassez global”, afirmou o JPMorgan em relatório. A pressão vinda do lado da demanda também é elevada. Data centers, montadoras de veículos elétricos, redes de energia e infraestrutura de inteligência artificial (IA) dependem de fios de cobre. As exportações chinesas em abril cresceram 14% em relação ao ano anterior, puxadas por remessas de tecnologia limpa, segundo a Kobeissi Letter. Esses produtos demandam grande volume de cobre, pressionando ainda mais a oferta global. Analistas identificam correlação histórica entre cobre e altcoins Analistas agora relacionam a valorização do cobre a um possível movimento atrasado no mercado de altcoins. Ash Crypto observou que os rallies do cobre em 2017 e 2021 antecederam saltos expressivos dessas criptos em cerca de seis meses. “… O mesmo processo de expansão global que impulsiona o cobre acaba chegando à infraestrutura cripto e ao capital especulativo. Se o padrão se repetir, as altcoins ainda não reagiram, enquanto o cobre já se valorizou. A questão não é se os ativos alternativos vão acompanhar, mas sim quanto tempo levará desta vez”, afirmou. Altcoins acompanham a valorização do cobre. Fonte: X/Ash Crypto Enquanto isso, o analista de cripto Michaël van de Poppe traçou paralelos entre o índice cobre/ouro e o gráfico Ethereum/Bitcoin (ETH/BTC). “Esse é o maior indicativo de força nos mercados de Cripto e Altcoins. Começamos a ver o cobre superar o ouro, após um mercado de baixa de aproximadamente cinco anos. O mesmo período que a maioria das altcoins enfrentou tendência negativa em relação ao Bitcoin”, escreveu van de Poppe. Van de Poppe explicou que o rompimento do cobre sinaliza mudança no ciclo de negócios e retorno do apetite ao risco. Segundo ele, esse contexto favorece as altcoins, e não se espera uma correção intensa no mercado a curto prazo. Assim, afirmou que se posiciona para novas altas no segmento de altcoins nos próximos um a dois meses. O artigo Cobre atinge máxima histórica: veja por que isso importa para altcoins foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Bitcoin vs XRP: CTO da Ripple revela a falha fatal de incentivo no BTC
David Schwartz, diretor de tecnologia emérito da Ripple, incentivou o setor de cripto a revisitar uma palestra de Stanford que explica por que as recompensas pela produção de blocos enfraquecem redes blockchain como o Bitcoin em vez de protegê-las. Schwartz compartilhou a gravação no X, afirmando ser o vídeo que gostaria que todo participante de cripto assistisse. A apresentação, originalmente em Stanford, detalha os motivos por trás das escolhas originais de design do XRP Ledger. If I had one wish, it would be that everyone in crypto would watch this video I made six years ago.https://t.co/7DXpGaddN5 — David 'JoelKatz' Schwartz (@JoelKatz) May 12, 2026 Recompensas da mineração de Bitcoin geram corrida ao menor custo Na palestra, o arquiteto do XRP Ledger argumenta que a mineração baseada em proof of work exige que participantes honestos gastem mais do que atacantes estão dispostos a pagar. Ele classifica esse modelo como talvez o pior possível para a segurança. De acordo com Schwartz, a mineração competitiva leva operadores a reduzir todos os custos e explorar todas as fontes de receita. Ele citou validadores do Ethereum que manipulam protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), testando e reordenando transações em busca de lucro antes de fechar blocos. … Você precisa ser mau ou perde. Esse cenário, sustenta Schwartz, faz com que usuários, ou seja, quem realmente utiliza a rede, paguem pela segurança por meio de taxas, enquanto operadores extraem ainda mais valor durante a produção dos blocos. Ele aponta que mineradores de Bitcoin (BTC) e stakers do Ethereum apresentam esse mesmo padrão. Esses grupos existem porque o protocolo remunera sua atividade, argumenta, não por compartilharem interesses dos usuários em taxas baixas ou transações justas. CTO da Ripple: o melhor incentivo é nenhum incentivo Schwartz resume a ideia central como “o melhor incentivo é nenhum incentivo”, ou seja, um sistema funciona melhor quando validadores não recebem pagamento para participar. Ele projetou o ledger em 2012 sem recompensas pela produção de bloco, confiando em participantes que já se beneficiam do consenso confiável, e não em operadores pagos para validar transações. Validadoras no XRPL apenas escolhem entre maneiras igualmente válidas de ordenar transações. Como não há valor financeiro a ser extraído do sistema, Schwartz afirma que não existe motivação econômica para atacar a rede ou agir em conluio contra usuários legítimos. Segundo ele, o resultado são taxas mais baixas, confirmações mais rápidas e resistência à extração de valor que impacta exchanges descentralizadas do Ethereum. O XRP atualmente é negociado próximo de US$ 1,47 enquanto o Bitcoin permanece perto de US$ 81.220, conforme dados do BeInCrypto. A tese surge enquanto o Ethereum aprofunda a transição para proof of stake e o Bitcoin se aproxima de um cenário em que taxas de transação precisarão substituir as recompensas de bloco. O avanço da visão de Schwartz pode depender do modo como protocolos DeFi lidam com perdas persistentes de valor extraído por mineradores nas principais redes em 2026. O artigo Bitcoin vs XRP: CTO da Ripple revela a falha fatal de incentivo no BTC foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Zoomex alerta que métricas tradicionais de liquidez estão falhando na era do trading com IA
A Zoomex detalhou uma mudança estrutural nas dinâmicas do mercado de criptomoedas, informando que indicadores tradicionais de liquidez, como volume negociado e profundidade visível do livro de ordens, estão se tornando menos confiáveis em um ambiente cada vez mais conduzido por sistemas de negociação algorítmica e de IA. Segundo a plataforma, o avanço das operações automatizadas expôs um crescente descompasso entre a liquidez exibida e os resultados efetivos de execução, evidenciando a necessidade de um novo modelo para avaliar o desempenho das negociações. Métricas tradicionais de liquidez perdem relevância Historicamente, investidores avaliavam a qualidade da exchange por métricas como volume negociado e profundidade do livro de ordens. Contudo, com a predominância de estratégias baseadas em Inteligência Artificial, esses indicadores mostram-se insuficientes. Em mercados acelerados, sistemas algorítmicos conseguem posicionar e cancelar ordens rapidamente, criando uma aparente liquidez elevada ao mesmo tempo em que diminuem o volume realmente executável. Isso causa slippage e preenchimento inconsistentes, principalmente em períodos de elevada volatilidade. A Zoomex ressaltou que essa desconexão está mais evidente conforme a velocidade de execução e a estabilidade do livro de ordens sofrem pressão de sistemas de negociação cada vez mais sofisticados. Um representante da Zoomex afirmou: … O que presenciamos é uma mudança estrutural. A liquidez visível deixou de ser tratada como confiável. Em um mercado guiado por IA, o que realmente importa é se a liquidez pode ser executada de forma consistente em tempo real. Qualidade de execução é parâmetro cada vez mais relevante de liquidez Com o aumento da atuação de sistemas de IA nos mercados de ativos digitais, participantes passaram a priorizar resultados de execução, em vez de depender apenas de dados estáticos do livro de ordens. Análises do setor apontam que a profundidade da liquidez, isoladamente, nem sempre reflete a performance real das operações durante períodos voláteis. Em ambientes altamente automatizados, ajustes rápidos de ordens ampliam a diferença entre a liquidez exibida e a efetivamente executável. Em recente análise de liquidez das principais exchanges, foram destacados os indicadores competitivos de execução da Zoomex em ativos de alto volume. A exchange registrou mais de 62,7 milhões de USDT em profundidade spot de BTC e quase 29,8 milhões de USDT em liquidez de ETH, mantendo slippage em 0,03% em uma simulação de compra de mercado de 10 BTC. No segmento de futuros, a Zoomex apresentou tempo de reação de 17 segundos em testes de execução de BTC, superando outras exchanges de maior porte analisadas. A plataforma afirmou que esses números refletem o foco crescente da indústria em consistência de execução, estabilidade de liquidez e desempenho efetivo, em vez de considerar apenas a profundidade teórica do mercado. Negociação com IA exige precisão em nível de infraestrutura A crescente atuação da Inteligência Artificial nas negociações acelera essa transformação. Estratégias automatizadas dependem de execução precisa, baixa latência e fluxos consistentes de dados, tornando fundamental o desempenho da infraestrutura. Pequenos atrasos ou inconsistências podem afetar a rentabilidade, especialmente em estratégias de alta frequência ou sensíveis ao tempo. A Zoomex declarou que sua infraestrutura foi projetada para atender a essas exigências, dispondo de um motor de correspondência com latência inferior a 10 milissegundos e estabilidade durante períodos de maior atividade no mercado. Por exemplo, em momentos de forte volatilidade, a confiabilidade na execução se torna um diferencial, visto que investidores e sistemas automatizados dependem de preenchimentos consistentes em vez de liquidez apenas teórica. Desempenho de execução é diferencial competitivo Com a ampliação da presença da IA, a qualidade de execução está se tornando fator-chave na disputa entre exchanges. Investidores passaram a valorizar o grau de confiabilidade no preenchimento de ordens, a proximidade entre o preço de execução e o esperado, além da estabilidade da liquidez sob pressão. A Zoomex indicou que foca sua infraestrutura na redução da diferença entre a liquidez exibida e a executável, viabilizando tanto operações manuais quanto ambientes algorítmicos. … A qualidade de execução deixou de ser recurso premium e passa a ser uma expectativa básica, acrescentou o representante. Plataformas incapazes de entregar execução consistente enfrentarão dificuldades em mercados conduzidos por IA. Da observação de mercado ao posicionamento da infraestrutura Essa transição para métricas de liquidez baseadas em execução também é observada em análises independentes do mercado, que direcionam atenção ao slippage, consistência no preenchimento e execução em tempo real, mais do que a dados estáticos do livro de ordens. Especialistas do setor destacam que, conforme a negociação algorítmica se expande, indicadores tradicionais de liquidez têm cada vez menos eficácia para refletir as condições reais das operações. Um analista de mercados de ativos digitais avaliou: … O setor caminha para métricas baseadas em execução, pois é isso que realmente impacta o resultado das negociações. O que parece líquido na tela muitas vezes é muito diferente do que pode ser executado, especialmente em ambientes de alta velocidade. Sobre a Zoomex Fundada em 2021, a Zoomex é uma plataforma global de negociação de criptomoedas, atendendo mais de 3 milhões de usuários em mais de 35 países e regiões. A exchange oferece mais de 700 pares de negociação e mais de 590 contratos perpétuos, apoiados por um motor de correspondência de alta performance, com latência de interface inferior a 10 milissegundos. Guiada pelos valores centrais “Simples × Amigável × Rápida”, a Zoomex busca entregar um ambiente transparente e eficiente de negociação. A plataforma prioriza a equidade, execução de ordens rastreável e clareza na visualização de ativos, reduzindo a assimetria de informações para os usuários. A Zoomex possui registros regulatórios, incluindo Canadá MSB, EUA MSB, EUA NFA e Austrália AUSTRAC, e foi auditada em segurança pela empresa de blockchain Hacken. A proteção dos ativos é feita por meio de estrutura de carteiras frias e quentes com múltiplas assinaturas. O artigo Zoomex alerta que métricas tradicionais de liquidez estão falhando na era do trading com IA foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Pesquisa do Mercado Bitcoin revela paradoxo do investidor brasileiro com criptomoedas
O Mercado Bitcoin (MB), em parceria técnica com a Opinion Box, divulgou nesta quarta-feira (13) a primeira edição da pesquisa “Panorama do Investidor Brasileiro: ativos digitais e o futuro dos investimentos”. O estudo aponta um paradoxo central: o brasileiro é conservador na hora de investir, mas demonstra apetite crescente por criptoativos, sobretudo entre as gerações mais jovens. A pesquisa ouviu 1.009 investidores entre 10 e 15 de abril de 2026, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O recorte abrangeu homens e mulheres acima de 18 anos das classes A, B e C de todas as regiões do Brasil, todos com algum tipo de investimento ativo. Brasil é o 5º maior mercado cripto do mundo O cenário do levantamento se desenha sobre um mercado global de criptoativos avaliado em mais de US$ 2,59 trilhões, segundo o TradingView. De acordo com a Triple-A, cerca de 25 milhões de brasileiros já tiveram algum investimento em cripto, número cinco vezes maior do que o de investidores na Bolsa. O Brasil ocupa a quinta posição no Q1 2026 Global Crypto Adoption Index da TRM Labs, atrás de Estados Unidos, Coreia do Sul, Rússia e Índia, e à frente da Turquia. A evolução regulatória ajudou a consolidar o ambiente: em 2023, o país aprovou o Marco Legal dos Criptoativos. Em 2025, foram criadas as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), categoria regulatória que define empresas autorizadas a operar com ativos digitais no país. Segurança vence a rentabilidade na decisão do investidor brasileiro O perfil conservador domina as escolhas financeiras no Brasil. No recorte geral, 68% dos entrevistados priorizam segurança ao escolher um investimento, contra 53% que buscam rentabilidade. Entre investidores de cripto, a lógica de proteção se traduz em diversificação. Nesse grupo, 70% citam diversificar a carteira como motivação principal, enquanto 68% buscam rentabilidade. A diversificação é uma estratégia financeira que consiste em distribuir o capital entre diferentes ativos para reduzir o risco total da carteira. Os produtos financeiros mais utilizados pelos brasileiros reforçam o perfil conservador. CDB (Certificado de Depósito Bancário) lidera com 56%, seguido por poupança (49%) e Tesouro Direto (30%). Entre investidores de cripto, a adesão a produtos mais sofisticados é maior: 51% têm ações, 46% mantêm fundos imobiliários e 45% investem em fundos de investimento. Mesmo entre os investidores cripto, quase metade (46%) mantém recursos na poupança, indicando que esse perfil não é radical e preserva a relação com produtos tradicionais. Bitcoin na carteira eleva retorno em 33% em 10 anos Estudo da MB Asset com base em dados da ComDinheiro mostra que, entre janeiro de 2014 e março de 2026, uma carteira tradicional 60/40 (60% CDI e 40% Ibovespa) entregou retorno acumulado de 259,6%. Ao acrescentar 5% de Bitcoin à mesma composição, o retorno saltou para 421,5%, alta de 33% na rentabilidade com pouco aumento de volatilidade. O Sharpe ratio, indicador que mede o retorno obtido por unidade de risco assumida, passou de 0,13 para 0,52 com a inclusão de 5% de Bitcoin. Já o máximo drawdown, que representa a maior queda do topo ao fundo no período, recuou de 14,9% para 12,8%. Apetite por cripto avança com força entre os jovens As criptomoedas já fazem parte da carteira de 16% dos investidores brasileiros. Entre quem nunca investiu na categoria, 56% afirmam ter interesse em entrar no futuro. Outros 70% conhecem o produto, mas ainda não investiram, e 14% não conhecem nem possuem cripto. O recorte por idade evidencia o avanço geracional. Entre brasileiros de 18 a 29 anos que ainda não investiram em cripto, 52% pretendem investir no futuro. No grupo de 30 a 49 anos, o percentual é de 44%, e entre os de 50 anos ou mais, 41%. O Bank of America observa movimento semelhante nos Estados Unidos. Entre investidores de 21 a 43 anos, criptoativos aparecem em segundo lugar entre as maiores oportunidades de crescimento, com 28%. No grupo de 44 anos ou mais, a categoria cai para o penúltimo lugar, com 4%. Ações americanas, por outro lado, lideram entre os mais velhos (41%) e ocupam o nono lugar entre os mais jovens (14%). A base do Mercado Bitcoin reflete o mesmo movimento: em maio de 2026, 12% dos novos clientes têm menos de 18 anos e 23% têm até 28 anos. Quem entra em cripto não quer sair A pesquisa mostra que 8 em cada 10 brasileiros que investiram em cripto não se arrependem da decisão. Mais relevante: 44% dos investidores cripto se arrependem de não terem começado antes. Para o MB, a barreira não está na experiência com o produto, mas na entrada. No ranking de satisfação com investimentos, criptomoedas aparecem com 82% de felicidade declarada, à frente de ações (79%), fundos de investimento (76%) e poupança (58%). O CDB lidera a lista, com 86%. Linguagem técnica é a maior barreira à adoção cripto A pesquisa identificou três obstáculos principais para a adoção de criptoativos no Brasil. Sobre linguagem, 62% concordam que é muito difícil entender termos técnicos do universo cripto, e apenas 11% discordam. Na percepção de complexidade, 76% acreditam ser necessário muito conhecimento para investir em produtos de alta volatilidade. Apenas 7% discordam. O medo aparece de forma desigual: 48% de quem nunca investiu em cripto declaram receio do produto, contra 19% dos que já investiram. O dado sugere que o medo é consequência da falta de experiência, não a causa da resistência. Termos como blockchain, halving, DeFi, Web3, smart contracts, stablecoin, RWA e cold wallet aparecem entre os mais citados como barreira de entendimento. Bitcoin lidera preferência de quem quer começar a investir em cripto Entre os brasileiros que pretendem entrar no mercado cripto, o Bitcoin é a escolha de 56% dos entrevistados, seguido por Ethereum (21%), ouro digital ou dólar digital (6%) e Solana (5%). A comparação com 2024 mostra continuidade na liderança de Bitcoin e Ethereum, mas a entrada das stablecoins no top 3 representa uma mudança relevante. Em 2024, Solana e XRP ocupavam o terceiro e o quarto lugares, segundo relatório da CryptoQuant. Stablecoins são criptomoedas com valor atrelado a moedas tradicionais, como dólar ou euro, criadas para reduzir a volatilidade típica do mercado cripto. Segundo a Receita Federal, cerca de 90% das movimentações cripto no Brasil envolvem stablecoins. Bitcoin foi o ativo mais rentável da última década A pesquisa também testou o conhecimento dos brasileiros sobre desempenho histórico. Cerca de 8 em cada 10 entrevistados erram ao apontar o ativo mais rentável da década, deixando o Bitcoin fora do radar. Apenas 22% do público geral coloca o Bitcoin em primeiro lugar no ranking de rentabilidade dos últimos 10 anos. Entre quem possui cripto, o percentual sobe para 37%. Dados de 30 de abril de 2026 mostram que o Bitcoin acumulou alta de 10.728,9% entre 2016 e 2026, com retorno anualizado de 46,2%. Em segundo lugar aparece o S&P 500 (índice das maiores empresas listadas nos Estados Unidos), com retorno acumulado de 839,5% e anualizado de 19,9%. O ouro acumulou 285,3% (11,5% anualizado) e o Ibovespa, 263,6% (11% anualizado). Stablecoins e empréstimo com cripto seguem desconhecidos A maior parte dos investidores desconhece produtos cripto que poderiam trazer vantagens financeiras. Sobre stablecoins em remessas internacionais sem cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), 64% dos entrevistados afirmam desconhecer o uso. Esses ativos permitem transações 24 horas por dia, liquidação rápida em transferências internacionais e custos reduzidos. Já o uso de criptomoedas como garantia em empréstimos é desconhecido por 67% dos investidores. O modelo permite acesso a crédito sem análise de score, com liberação rápida e taxas mais acessíveis que o crédito pessoal tradicional, em um cenário de juros elevados no Brasil. Metade dos investidores trocaria Pix por cashback em Bitcoin Apesar do desconhecimento sobre alguns produtos, o brasileiro se mostra aberto a mudar hábitos financeiros. Metade dos entrevistados (50%) disse que trocaria o Pix tradicional por um cartão de débito que oferece 1% de cashback em Bitcoin em todas as compras. Outros 31% responderam “talvez” e 19% rejeitaram a troca. Entre os que já investem em cripto, a disposição para migrar do Pix sobe para 60%. Queda do Bitcoin é vista como oportunidade pela maioria A pesquisa também avaliou a percepção sobre o atual momento de baixa do Bitcoin. No público geral, 61% enxergam o cenário como oportunidade de investimento, enquanto 39% veem como risco de perder dinheiro. Entre investidores cripto, a leitura otimista chega a 79%, contra 21% que avaliam como risco. A frequência e a consistência dos aportes também diferenciam os perfis. Entre investidores de cripto, 68% fazem contribuições semanais, quinzenais ou mensais. No público geral, o percentual é de 56%. Regulamentação é o principal critério na escolha da plataforma de cripto A confiança aparece como fator decisivo na escolha da plataforma para investir em cripto. Para 55% dos entrevistados, o principal atributo é ser uma plataforma regulamentada. Em seguida vêm mecanismos de segurança (48%) e sites e aplicativos com linguagem clara (45%). A lista de critérios se completa com atendimento personalizado (36%), atendimento em português (34%) e proximidade com o cliente (33%). O artigo Pesquisa do Mercado Bitcoin revela paradoxo do investidor brasileiro com criptomoedas foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
JPMorgan escolhe Ethereum novamente em novo pedido de fundo de mercado monetário
O JPMorgan protocolou pedido para lançar o JPMorgan OnChain Liquidity-Token Money Market Fund (JLTXX), um veículo tokenizado de Treasuries dos EUA na rede Ethereum desenvolvido pela Kinexys Digital Assets. Segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), em condições normais, o fundo investe exclusivamente em títulos do Tesouro dos EUA e acordos de recompra overnight com lastro nesses títulos. JPMorgan protocola pedido para lançar um segundo fundo tokenizado de Treasuries na Ethereum O prospecto informa ainda que o fundo investirá de forma a cumprir exigências de reservas elegíveis previstas na GENIUS Act, a legislação dos EUA sobre stablecoins aprovada em julho de 2025. “… O Fundo investe com o objetivo de cumprir os requisitos de ativos de reserva elegíveis que emissores de stablecoins são obrigados a manter sob a Lei de Orientação e Estabelecimento da Inovação Nacional para Stablecoins dos EUA (também chamada de GENIUS Act) e regulamentações associadas, para permitir investimento no Fundo por emissores de stablecoins que buscam atender a essas exigências”, diz o documento. O prospecto do JPMorgan indica que o JLTXX começará na Ethereum, mas poderá ser expandido para outras redes. O lançamento reforça a estratégia de tokenização da instituição, além de iniciativas similares realizadas por grupos institucionais como a BlackRock. O JLTXX será o segundo fundo tokenizado de mercado monetário do JPMorgan na Ethereum após o My OnChain Net Yield Fund (MONY). O banco lançou esse produto em dezembro de 2025, com investimento inicial de US$ 100 milhões. Por que Ethereum novamente? A Ethereum concentra a maior parte do valor de ativos reais tokenizados (RWA) distribuídos, conforme dados da RWA.xyz. A rede responde atualmente por mais de 53,99% da fatia de mercado de RWAs distribuídos e sustenta cerca de 846 projetos de tokenização, A blockchain se tornou a principal camada de liquidação para emissões institucionais, incluindo fundos da BlackRock e Franklin Templeton. Informações do Expert Council do BeInCrypto apontaram que a preferência institucional pela Ethereum está menos relacionada à ideologia e mais à gestão de riscos, familiaridade e defesa institucional. “… Acredito que a Ethereum deverá se destacar nos próximos anos graças à entrada do TradFi. Bancos e outras instituições ao desenvolverem soluções em blockchain devem priorizar a Ethereum nesse período”, afirmou Geoff Kendrick, chefe global de Pesquisa em Ativos Digitais do Standard Chartered, ao BeInCrypto. Kendrick prevê que a Ethereum concentrará a maior parte dos fluxos de capital institucional do TradFi nos próximos anos. O artigo JPMorgan escolhe Ethereum novamente em novo pedido de fundo de mercado monetário foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Pi Network compartilha atualização sobre KYC, mas comunidade reage com críticas
A atualização de progresso da Pi Network de abril de 2026 revelou que a rede superou 18,1 milhões de usuários totalmente verificados e concluiu mais de 16,72 milhões de migrações para a mainnet. De acordo com a atualização, apenas em abril foram mais de 100 mil aprovações de KYC e 30 mil migrações para a mainnet. Here is last month's Network Update! Over 100,000 Pioneers have been KYC'd and over 30,000 migrated to Mainnet. pic.twitter.com/vaxgJjfGM2 — Pi Network (@PiCoreTeam) May 11, 2026 Atualização de KYC da Pi Network gera reação de Pioneers Os números mais recentes vieram após a Pi Core Team explicar que o sistema de KYC dentro do aplicativo combina revisores humanos com detecção de fraudes baseada em IA. A rede informou que mais de 1 milhão de pessoas já executaram cerca de 526 milhões de tarefas de verificação, ajudando a confirmar aproximadamente 18 milhões de identidades únicas. Cada solicitação passa, em média, por cerca de 30 etapas de verificação antes da aprovação, visando reduzir o número de contas duplicadas ou fraudulentas. Ainda assim, Pioneers inundaram o anúncio com reclamações. Comentários apontaram que aprovações provisórias seguem pendentes há longos períodos. “… A @PiCoreTeam prometeu uma revolução descentralizada, mas para milhões de Pioneers, a única coisa ‘descentralizada’ é a esperança de passar no KYC. Já são 7 anos de espera sem perspectiva de avanço”, escreveu um usuário no X. Pioneers exigindo soluções para pendências na aprovação de KYC da Pi Network. Fonte: X Pi Core Team responde a preocupações de Pioneers sobre KYC A Pi Core Team afirmou ao BeInCrypto que o processo de análise de KYC da Pi é deliberadamente conservador. A equipe explicou que o KYC eficiente não deve permitir a aprovação fácil de todas as contas, e esse é justamente o objetivo de manter um processo rigoroso. A equipe acrescentou que, caso as solicitações fossem aprovadas sem verificação suficiente, ocorreria: • Contas duplicadas poderiam migrar para a mainnet, causando prejuízos ao ecossistema • Recompensas e participação ficariam distorcidas, criando desigualdade • Aplicativos e serviços não teriam base para confiar na autenticidade dos usuários, prejudicando o recurso Pi. “A manutenção da estrutura de uma conta verificada por pessoa garante que a Pi Network permaneça justa, segura e funcional. Desde a atualização do sistema lançada em outubro de 2025, mais de 3,36 milhões de Pioneers passaram do status provisório para KYC totalmente aprovado”, disse a equipe. A equipe destacou que solucionar os questionamentos dos usuários segue “prioridade”. Foram apresentados três passos para Pioneers ainda em status provisório: • Realizar os testes de liveness disponíveis no aplicativo Pi • Conferir se todas as informações enviadas estão corretas e legíveis • Continuar minerando ativamente, o que pode acionar novas verificações do sistema A Pi explicou que Pioneers travados enfrentam diferentes situações técnicas, cada uma exigindo solução personalizada para liberação daquele grupo. “… De modo geral, estar com status ‘KYC provisório’ não equivale a rejeição. Isso indica que ainda é necessária verificação extra antes da aprovação final. O status provisório ajuda a preservar a integridade da rede, permitindo que o maior número possível de pessoas reais passe pelo KYC, ao mesmo tempo que restringe contas falsas e bots”, informou a Pi Core Team ao BeInCrypto. Pi Coin (PI) enfrenta desafios em maio Enquanto aumentam as reclamações dos usuários, a Pi Network também sofre pressão em relação ao preço. Embora diversas altcoins tenham apresentado altas de dois dígitos em maio, a Pi Coin está atrás. O preço do ativo caiu 2,6% neste mês. PI era negociada a US$ 0,17 no momento desta reportagem, uma alta de 1,3% nas últimas 24 horas. Desempenho de preço da Pi Coin (PI). Fonte: BeInCrypto Markets Um possível catalisador está previsto para os próximos dias. A Pi Network definiu 15 de maio como prazo para os nodes da mainnet realizarem a atualização para o Protocolo 23. Antes disso, o Protocolo 22 impulsionou a PI em cerca de 9%, antes do movimento perder força. Resta acompanhar se o Protocolo 23 trará impacto consistente ao preço. Aproximadamente 174,2 milhões de tokens PI entrarão em circulação nos próximos 30 dias, o que pode limitar possíveis altas. O artigo Pi Network compartilha atualização sobre KYC, mas comunidade reage com críticas foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ethereum Foundation lança padrão para acabar com aprovações cegas em wallets cripto
A Ethereum Foundation apresentou o Clear Signing, um padrão aberto que torna as aprovações de transações compreensíveis para seres humanos. O lançamento visa combater o blind signing, uma vulnerabilidade que, segundo a fundação, provocou perdas de bilhões para usuários. Baseado no ERC-7730, o framework permite que as wallets exibam descrições em linguagem simples de cada transação antes da aprovação pelo usuário. A One Trillion Dollar Security Initiative da Ethereum Foundation será responsável pela infraestrutura, atuando como hospedeiro neutro e confiável. Por que o blind signing se tornou um padrão oneroso? Em muitos casos de exploração no setor de cripto, o último passo não é uma falha de software, mas sim o próprio usuário aprovando a transação. O comunicado da Fundação apresentou essa brecha na aprovação como o problema central. Mesmo após ataques de phishing ou comprometimento da infraestrutura no início de um incidente, normalmente a ação final cabe ao investidor da wallet. O Clear Signing busca fortalecer essa linha de defesa. 0/ Clear signing is now live. An open standard to end blind signing, making human-readable transactions default. This effort brings a major UX and Security upgrade to transaction signing on Ethereum. pic.twitter.com/nIGRCBQh6G — Ethereum Foundation (@ethereumfndn) May 12, 2026 Atualmente, as aprovações costumam ser apresentadas em códigos de máquina complexos que exigem conhecimento técnico para interpretação. Alguns recorrem a dispositivos auxiliares para conferir detalhes da transação quando há suspeita de comprometimento da aplicação. A fundação citou o caso Bybit entre os recentes episódios em que transações assinadas esvaziaram wallets de usuários. Como funciona o Clear Signing? O ERC-7730 estabelece um formato conjunto que transforma dados de transação em descrições objetivas e acessíveis. Em vez de ficarem armazenadas on-chain, essas informações permanecem em um registro descentralizado fora da blockchain e são distribuídas às wallets. Outro padrão, o ERC-8176, permite que auditores independentes verifiquem e confirmem criptograficamente a precisão dessas descrições. Com base nessas verificações, as wallets podem decidir quais fontes merecem confiança. Como o sistema opera fora da blockchain, aplicações já existentes não precisam alterar seus smart contracts para adotar o Clear Signing. Segundo a Ethereum Foundation, essa abordagem se alinha ao plano mais amplo de elevar a privacidade e a segurança em toda a rede. Fornecedores de wallets terão autonomia para decidir quais fontes de descritores exibir, apoiando-se em reputação e análises de auditoria. Avanço conjunto enquanto instituições ampliam a exposição ao Ethereum A Ledger foi a idealizadora do ERC-7730. O grupo de trabalho agora inclui MetaMask, Trezor, Fireblocks, WalletConnect, Cyfrin, Sourcify, Zama e colaboradores independentes. Bibliotecas em Rust e TypeScript, financiadas pelo programa 1TS, estão disponíveis no clearsigning.org. O lançamento acontece em meio à ampliação da presença de instituições no Ethereum, como o recente anúncio do JPMorgan sobre o JLTXX, um produto de tesouraria tokenizado. Vitalik Buterin já destacou anteriormente a transparência em transações como ponto crítico para a próxima etapa da adoção da rede. Desenvolvedores afirmam que o projeto segue em desenvolvimento. Os envolvidos buscam expandir a compatibilidade com wallets, aprimorar ferramentas de auditoria e incentivar a adoção em aplicações descentralizadas. A definição de descritores compartilhados entre emissores, custodiantes e provedores de wallets será fundamental para determinar a velocidade com que o Clear Signing se tornará padrão no DeFi e no segmento institucional. O artigo Ethereum Foundation lança padrão para acabar com aprovações cegas em wallets cripto foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
A Binance anunciou a exclusão de cinco altcoins para 27 de maio de 2026. Os preços de ATA, FARM, MLN, PHB e SYS estão registrando queda expressiva após a decisão da principal exchange de criptomoedas por volume negociado. A medida confirma o direcionamento da nova política de revisão periódica da exchange. Um delisting é quando uma exchange decide remover um token de seus pares de negociação. Isso significa que os usuários não poderão mais comprar ou vender esse ativo na plataforma a partir da implementação da decisão. A Binance confirmou a exclusão de cinco tokens. A partir de 27 de maio de 2026 às 0h (horário de Brasília), Automata (ATA), Harvest Finance (FARM), Enzyme (MLN), Phoenix (PHB) e Syscoin (SYS) deixarão de ser negociadas em todos os pares spot. A decisão não foi inesperada. Três dos cinco tokens —FARM, MLN, SYS— já estavam sob Monitoramento desde 14 de abril de 2026, antecipando uma possível exclusão em poucas semanas. A exchange analisa periodicamente vários critérios, como o engajamento da equipe, a qualidade de desenvolvimento, volume negociado, liquidez, estabilidade da rede, comunicação pública, conduta ética e requisitos regulatórios atualizados. O impacto sobre as tokens é imediato e previsível. Traders vendem em massa para evitar manter ativos que perderão liquidez em breve. Essa pressão vendedora costuma provocar quedas expressivas em poucas horas após a divulgação. Os cinco projetos agora enfrentam perdas próximas de 30% após o anúncio oficial. Os traders buscam outros pares em diferentes exchanges, mas a saída do principal mercado spot reduz consideravelmente a liquidez global e o apelo institucional de cada ativo. Desempenho das 5 altcoins excluídas da Binance nas últimas 24 horas. Fonte: CoinGecko Historicamente, tokens removidas da Binance levam meses para recuperar valor, se chegarem a recuperar. Perder a maior exchange como suporte de negociação envia sinal negativo ao ecossistema, afastando recursos institucionais e de investidores de varejo nos ciclos seguintes do mercado. O que os usuários afetados devem fazer? Os prazos são rígidos, por isso é recomendável agir rapidamente. Depósitos não serão mais creditados após 28 de maio às 0h (horário de Brasília). Saques ficarão disponíveis até 27 de julho de 2026 no mesmo horário. A Binance também irá adotar outras medidas. Trading Bots serão desativados junto com o fim das negociações spot, enquanto posições em margem serão encerradas em 19 de maio; contratos futuros serão liquidados automaticamente nesta mesma data. Usuários devem revisar seus investimentos e decidir se convertem os tokens antes da exclusão, transferem para outras exchanges ou optam por retirar para suas próprias wallets. O mais seguro é agir nos próximos dias para evitar problemas operacionais. A Binance pode ainda converter os tokens restantes em stablecoins após 28 de julho. No entanto, essa conversão não é garantida, dependendo da disponibilidade da rede e das condições do mercado para cada ativo excluído. O artigo Binance remove 5 altcoins e preços despencam foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Funcionários da Meta protestam contra ferramenta que rastreia mouse para treinar IA
Funcionários da Meta em diversos escritórios nos Estados Unidos distribuíram panfletos de protesto. A ação é direcionada a uma ferramenta interna que monitora movimentos do mouse e pressionamento de teclas para treinar os modelos de IA da Meta. Os panfletos foram colocados em salas de reunião, máquinas de venda automática e sobre dispensadores de papel higiênico. Eles orientam os colaboradores a assinarem um abaixo-assinado exigindo que a Meta retire a ferramenta, chamada Model Capability Initiative. Ferramenta de rastreamento do mouse coleta dados em centenas de sites A Meta instalou a Model Capability Initiative nos computadores de trabalho dos funcionários nos Estados Unidos. O software registra cliques, pressionamento de teclas e faz capturas de tela periódicas. Ele opera em centenas de aplicativos, incluindo Google, LinkedIn e Wikipedia. A Meta afirma que os dados são usados para treinar agentes de IA a imitarem comportamentos humanos reais na internet. Segundo um porta-voz, os modelos precisam de exemplos autênticos de como pessoas utilizam softwares. A empresa citou cliques em botões e seleções em menus suspensos como insumos essenciais. Diversos funcionários da Meta classificaram o programa como “distópico” em entrevistas no mês passado. Colaboradores temem que a ferramenta possa expor senhas e detalhes de produtos não lançados. Também alertaram para riscos envolvendo dados pessoais, incluindo situação migratória, informações de saúde e familiares. Abaixo-assinado é lançado dias antes de corte de 8 mil postos O abaixo-assinado reforça a oposição interna que cresceu desde a implementação em abril. A campanha de panfletos em 12 de maio marcou a primeira ação pública coordenada dos funcionários nos Estados Unidos contra o programa. Abaixo-assinado contra a Model Capability Initiative, Fonte: mcipetition.com A pressão sobre a equipe da Meta segue aumentando. A diretora de recursos humanos, Janelle Gale, informou no fim de abril que a empresa irá eliminar 8 mil cargos em 20 de maio. A medida integra um esforço por eficiência relacionado a investimentos em IA. Outros 6 mil postos abertos não serão preenchidos. No Reino Unido, funcionários da Meta anunciaram nesta semana uma mobilização paralela. Eles atuam em conjunto com o sindicato United Tech and Allied Workers. Privacidade está em jogo no avanço do treinamento de IA A Meta declara que existem proteções para evitar a captura de determinados conteúdos sensíveis. No entanto, não detalhou o alcance técnico desses filtros. Os funcionários afetados afirmam que os termos de consentimento geram pressão, diante das demissões iminentes. A controvérsia evidencia um desafio ampliado enfrentado por empresas de IA de grande porte. Dados comportamentais humanos de qualidade tornam-se cada vez mais raros, levando companhias a utilizarem sua própria força de trabalho para suprir essa lacuna. Ainda não está claro se o protesto de 12 de maio levará a Meta a modificar o programa. O desfecho pode indicar até que ponto os funcionários mantêm influência em um ciclo de cortes de custos impulsionado pela inteligência artificial. O artigo Funcionários da Meta protestam contra ferramenta que rastreia mouse para treinar IA foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Mercado Bitcoin lança cashback em Bitcoin para investimento em cripto e Renda Fixa Digital
O Mercado Bitcoin (MB), plataforma de ativos digitais com atuação na América Latina, anunciou nesta terça-feira (12) uma nova edição da campanha Super Quarta. A iniciativa oferece cashback de até 5% em Bitcoin para investidores que aplicarem em ativos selecionados entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15) de maio. A ação é realizada em parceria com a Tether, emissora global de stablecoins. Stablecoins são criptoativos cujo valor é atrelado a referências externas, como moedas fiduciárias ou commodities, com o objetivo de reduzir a volatilidade típica de outros criptoativos. Entre os ativos contemplados estão Bitcoin (BTC), dólar digital (USDT) e ouro digital (XAUT). A campanha também inclui produtos de Renda Fixa Digital com rendimentos de até 20% ao ano. O XAUT e o USDT são emitidos pela Tether. Cashback em Bitcoin chega a 3% no ouro digital A parceria entre MB e Tether marca a maior oferta de cashback em Bitcoin já aplicada pela plataforma a esses dois ativos. O XAUT terá retorno de 3%, enquanto o USDT terá 2%. O Bitcoin entra na campanha com cashback de 0,5%. Os benefícios podem ser somados a outros incentivos da plataforma. Um deles é a taxa zero para novos investidores durante as primeiras 48 horas após a criação da conta. “A iniciativa da Super Quarta tem como objetivo ampliar o acesso dos investidores e incentivar a diversificação de portfólio, ao oferecer benefícios adicionais em Bitcoin para a alocação em ativos selecionados”, afirmou Guilherme Pimentel, Diretor de Produtos Exchange do Mercado Bitcoin. Segundo o executivo, a parceria com a Tether permite criar incentivos específicos para ativos com alta demanda na plataforma. “Buscamos não apenas estimular a participação, mas também apoiar decisões de investimento mais eficientes e alinhadas às oportunidades atuais”, completou. Demanda por ouro digital e dólar digital cresce no Mercado Bitcoin A campanha acompanha o aumento da procura por ativos vistos como reserva de valor. Esse movimento é impulsionado por incertezas globais e oscilações recentes no câmbio. Dados do Mercado Bitcoin mostram que o volume negociado de ouro digital (XAUT) cresceu 139% em abril. Já o dólar digital (USDT) avançou 32,5% em março na comparação com fevereiro. O cenário atual mostra fortalecimento do real frente ao dólar. Desde janeiro de 2024, a moeda norte-americana não era negociada abaixo de R$ 4,91. Apesar do movimento favorável, incertezas permanecem no radar, como o cenário eleitoral e o ambiente global. “Com o USDT, o investidor consegue construir exposição ao dólar de forma gradual, aproveitando momentos mais favoráveis e reduzindo o impacto da volatilidade”, explicou Pimentel. Ouro digital atinge pico histórico em 2026 O ouro digital (XAUT) tem se destacado como proteção em períodos de tensões geopolíticas. A cotação do ativo atingiu pico histórico de US$ 5.500 em janeiro de 2026 e está atualmente em US$ 4.600 por onça. A versão digital do ouro oferece exposição direta ao lastro físico do metal. As negociações funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana, e o investidor não precisa lidar com questões de custódia e segurança da reserva física. Renda Fixa Digital tem isenção de Imposto de Renda Além dos criptoativos, a Super Quarta contempla uma seleção de ativos de Renda Fixa Digital com cashback em Bitcoin de até 5%. Esses produtos têm isenção de Imposto de Renda para investimentos de até R$ 35 mil. Renda Fixa Digital é a versão tokenizada de produtos tradicionais de renda fixa, registrada em blockchain, que mantém as características do investimento original com mais agilidade de negociação. As operações da campanha podem ser realizadas pelo aplicativo ou pelo site da plataforma. O artigo Mercado Bitcoin lança cashback em Bitcoin para investimento em cripto e Renda Fixa Digital foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
BC multa Banco Topázio em R$ 16,28 milhões e veta câmbio para cripto por dois anos
O Banco Central (BC) puniu o Banco Topázio S.A. em R$ 16,280 milhões e proibiu a instituição de realizar operações de câmbio para a compra de criptoativos no mercado de balcão pelo prazo de dois anos, segundo informações apuradas pelo Times Brasil. A decisão foi do Comitê de Decisão de Processo Administrativo Sancionador (Copas), ontem (11). O Copas é o colegiado do BC responsável por julgar processos administrativos contra instituições financeiras. A sessão de julgamento foi a 47ª do comitê e tratou do processo nº 266470, conforme a pauta oficial publicada pela autoridade monetária. Banco Topázio movimentou US$ 1,7 bilhão em operações de cripto O colegiado entendeu que o Banco Topázio operou de forma irregular entre outubro de 2020 e setembro de 2021. No período, a instituição movimentou US$ 1,7 bilhão em operações de câmbio para a compra de ativos virtuais com 15 pessoas jurídicas. Esse volume representou 63% das transferências para o exterior contratadas pelo banco no intervalo. As mesmas operações corresponderam a 47% do chamado mercado primário da instituição. Mercado primário, no jargão do câmbio, é o segmento em que a instituição negocia diretamente com o cliente final. É a etapa inicial da operação cambial, antes que o valor seja levado ao mercado interbancário. Falhas em PLD e KYC pesaram na decisão do Copas O Copas concentrou a punição em três frentes de falhas. A primeira foi a avaliação da capacidade financeira dos clientes. A segunda envolveu os procedimentos cadastrais adotados pelo banco. A terceira tratou da gestão de risco de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, conhecida pela sigla PLD/FT. Esses procedimentos integram o que o mercado chama de KYC, sigla para Know Your Customer, ou “Conheça Seu Cliente”. O KYC é o conjunto de regras que obriga bancos e corretoras a verificar a identidade e a origem dos recursos de cada cliente antes de prestar serviços. O comitê também identificou falhas nas comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Coaf é o órgão público responsável por receber e analisar relatos de operações financeiras atípicas com potencial relação a crimes como lavagem de dinheiro. Para o Copas, a conduta foi enquadrada como grave nos termos do artigo 4º, inciso IV, da Lei 13.506. O dispositivo trata de situações capazes de afetar severamente a continuidade das operações no Sistema Financeiro Nacional. Diretor do BC diz que medida pode atingir outras instituições Em declaração de voto na sessão, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, afirmou que a restrição comercial pode servir de modelo para casos futuros. Aquino preside o Copas. “Essa medida poderia e deverá ser também utilizada, como necessária, como medida cautelar, sem a necessidade inicialmente de um processo administrativo sancionador instaurado, quando avaliarmos que estão presentes os fundamentos da aplicação da Lei 13.506”, disse o diretor. Aquino também sinalizou aperto na fiscalização do segmento. “Diante da relevância que o mercado de ativos virtuais vem ganhando na economia nacional e de seus diversos impactos, importante se faz alertar e deixar claro para todos os agentes que atuam neste mercado que o supervisor bancário está atento e vigilante sobre os comportamentos desviantes que possam conduzir a modelos de negócio capazes de viabilizar operações facilitadoras de lavagem de dinheiro”, afirmou. A decisão chega em um momento de aperto regulatório. Em novembro de 2025, o BC editou normas que equipararam parte das operações com criptoativos a operações de câmbio e de capitais internacionais. As novas regras também passaram a regular as sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs). Três administradores do Banco Topázio também foram punidos O Copas também condenou três administradores do banco. Ademir Júlio Schenatto, servidor aposentado do BC, recebeu inabilitação de cinco anos para exercer cargos em instituições supervisionadas pela autoridade monetária. Ele também foi multado em R$ 732 mil. Alisson Forgiarini Ferreira foi multado em R$ 471 mil. Haroldo Pimentel Stumpf recebeu multa de R$ 358 mil. O artigo BC multa Banco Topázio em R$ 16,28 milhões e veta câmbio para cripto por dois anos foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Preço do petróleo Brent pode subir 32% e o motivo não é o Irã desta vez
O preço do Brent tem formado um padrão de ombro-cabeça-ombro invertido desde o fim de março de 2026. Uma confirmação da quebra acima do pescoço projeta uma alta de 32%. O cenário altista já não depende mais da guerra no Irã, que originalmente impulsionou os preços. O Irã recuou. O cessar-fogo firmado em 8 de abril permanece frágil, mas vigente. Trump não voltou a escalar ações militares mesmo após rejeitar a última proposta de Teerã. O tráfego em Hormuz começa a ser retomado parcialmente. No entanto, três sinais independentes do ciclo iraniano seguem apontando para alta do Brent. Brent apresenta configuração de ombro-cabeça-ombro invertido expressivamente altista O gráfico do Brent exibe um padrão de ombro-cabeça-ombro invertido desde o final de março. Essa estrutura é um clássico de reversão de tendência, formada por três fundos, sendo o central (a cabeça) abaixo dos dois extremos (os ombros). Um fechamento diário confirmado acima da linha do pescoço tradicionalmente aponta para um movimento equivalente à altura do padrão. No Brent, essa projeção indica atualmente uma alta de 32% a partir do ponto de rompimento. Ombro-cabeça-ombro invertido: TradingView O gráfico isolado não antecipa se haverá de fato rompimento. Para isso, é preciso analisar o próximo sinal, presente na curva de futuros. Backwardation do petróleo resiste à normalização apesar do avanço nas negociações de paz O sinal da curva de futuros está no spread entre os contratos de Brent do primeiro e segundo meses. Este diferencial, acompanhado como BRN1 menos BRN2, é monitorado por traders. Esse diferencial é chamado de backwardation de calendário. Quando o contrato do mês vigente está acima do próximo, o mercado sinaliza escassez física imediata. O contrário recebe o nome de contango, indicando maior oferta futura. No início de 2026, antes do conflito iraniano, o spread média era de US$ 0,24. O mercado tinha oferta suficiente. Em abril, após o fechamento do Estreito de Hormuz, o spread ultrapassou US$ 10, refletindo pânico generalizado. Spread BRN1-BRN2: TradingView No momento desta reportagem, o spread está em US$ 3,85, cerca de oito vezes acima do patamar pré-guerra. Esse fator passa despercebido. Durante a queda de 14 de abril, quando surgiram expectativas de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, o spread deveria ter recuado para patamares próximos de US$ 0,50. Isso não ocorreu. O diferencial consolidou-se próximo ao nível atual e permaneceu alto. O mercado físico evidencia escassez independente do noticiário iraniano. Mesmo com avanço nas negociações de paz, refinarias seguem pagando ágio por barris imediatos. Isso demonstra aperto estrutural, não consequência apenas da guerra. Enquanto o spread permanecer acima de US$ 2,66, o padrão de ombro-cabeça-ombro invertido mantém suporte fundamental. Caso a backwardation de calendário caia abaixo de US$ 2,66, a hipótese de alta perde força considerável. Posição em opções de petróleo segue altista enquanto China intensifica compras Investidores dos Estados Unidos negociando o ETF United States Brent Oil Fund (BNO) têm se posicionado discretamente para cenários de valorização. A relação put-call indica quantas opções de venda (put) estão abertas em relação às de compra (call). Leitura abaixo de 0,5 sugere forte posicionamento altista. O open interest do BNO apresenta relação put-call de 0,16. O índice de volume está em 0,30. Ambos os números demonstram predomínio de calls. O volume ligeiramente maior em comparação ao início de maio, quando estava em 0,17, demonstra que operações recentes incluíram alguma compra de puts. Isso indica prováveis investidores comprados em calls buscando proteção, e não nova postura baixista. O ranking de volatilidade implícita reforça o segundo sinal. No BNO, essa volatilidade encontra-se no percentil 90 dos últimos doze meses. O mercado de opções precifica as maiores oscilações esperadas do ano. Relação Put-Call do BNO: Barchart O catalisador por trás desse posicionamento não é a guerra do Irã, mas o principal importador de petróleo do mundo. A China importou volume recorde de 11,99 milhões de barris por dia no início de 2026, aproximadamente 16% acima do registrado no ano anterior. O país acrescenta em torno de um milhão de barris por dia aos estoques estratégicos e comerciais desde março de 2025. A China constrói 169 milhões de barris em novas instalações de armazenamento até 2026. From Doric's monthly #China Barometer: • China purchased #crudeoil at a daily rate of 11.99 mil barrels or a total of 96.93 mil tonnes in the first two months of the year. That stood 16% higher than in the year earlier period. • Seaborne crude imports reached 10.88 mil bpd in… pic.twitter.com/EVc3WD8enG — BreakWave (@DryBulkETF) April 1, 2026 Essa demanda existe independentemente do Irã. A China iniciou sua campanha de estocagem antes do início da guerra, manteve essa estratégia durante o conflito e não há sinais de que vá interrompê-la após um cessar-fogo. O maior importador mundial de petróleo está retirando oferta do mercado global em ritmo recorde, constituindo a principal força estrutural em torno da qual o mercado de opções se posiciona. Preço do petróleo Brent se mantém acima de todas as principais médias móveis O preço do Brent é negociado em US$ 104,93. O mercado permanece acima das quatro principais médias móveis diárias. A média móvel exponencial (EMA) de 20 dias está em US$ 103,46. A de 50 dias está em US$ 97,65. Uma média móvel exponencial suaviza a ação do preço ao longo de um período determinado, com maior peso para os dados recentes. A de 100 dias está em US$ 88,63 e a de 200 dias em US$ 80,36. Em todos os prazos, o cenário é positivo. Abaixo do valor atual, há diversos níveis de suporte. O primeiro é a zona de Fibonacci 0,236 em US$ 102,72, coincidindo com a EMA de 20 dias. Um fechamento diário abaixo desse patamar enfraqueceria a configuração positiva de curto prazo. Abaixo disso, US$ 95,78 representa o ponto mais baixo do ombro direito. Uma queda abaixo de US$ 95,78 comprometeria de forma relevante o padrão de cabeça e ombros invertido. O suporte que define a tendência está em US$ 86,02, que corresponde à cabeça do padrão. Somente uma queda abaixo de US$ 86,02 invalidaria a estrutura otimista mais ampla. Análise do preço do petróleo Brent: TradingView No movimento de alta, uma retomada dos US$ 113,95 projeta US$ 118,90. Um rompimento confirmado acima da linha de pescoço leva a uma projeção de US$ 154,26, alvo de valorização de 32% a partir do padrão invertido de cabeça e ombros. Esse aumento de preço também pode impactar as principais ações do setor de petróleo. Atualmente, o preço do Brent está entre o suporte de US$ 102,72 e a resistência de rompimento em US$ 113,95. Um fechamento diário acima de US$ 113,95 confirma a reversão positiva em direção aos US$ 154,26. Já um fechamento abaixo de US$ 95,78 debilita todo o cenário montado. O artigo Preço do petróleo Brent pode subir 32% e o motivo não é o Irã desta vez foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Memecoin dispara 55% em 24 horas, US$ 0,74 é o próximo alvo?
A BUILDon (B) disparou cerca de 55% ontem (11), ultrapassou o nível 0,786 de Fibonacci em US$ 0,60 e reacendeu projeções de alta até o topo de abertura em US$ 0,74. O Índice de Força Relativa (RSI) diário retornou para território positivo, enquanto o gráfico de 4 horas estruturou um canal ascendente bem definido. Ambos os períodos agora levantam a mesma questão: até onde o próximo movimento pode se estender. Gráfico diário do BUILDon confirma rompimento de alta O gráfico diário B/USD na MEXC mostra o BUILDon superando o nível 0,5 de retração de Fibonacci em US$ 0,40 e avançando acima do nível 0,786 em US$ 0,60. O forte movimento em um único pregão elevou o ativo para aproximadamente US$ 0,63 no momento desta reportagem. O próximo alvo de valorização situa-se próximo ao topo de abertura em US$ 0,74, que corresponde também à extensão 1,0 de Fibonacci. Caso ocorra um recuo, o nível 0,618 de Fibonacci em US$ 0,48 surge como primeiro grande suporte. Gráfico diário B / Fonte: Tradingview Os dados do RSI voltaram para a zona otimista e ainda não apresentam divergência negativa. Por outro lado, a volatilidade segue próxima de seu limite superior, enquanto o volume do rompimento permanece relativamente contido, um ponto que compradores devem acompanhar de perto. Canal de 4 horas indica possível ajuste de curto prazo No gráfico de 4 horas, o BUILDon estabelece topos e fundos ascendentes dentro de um canal paralelo. O preço alcançou a faixa superior próxima de US$ 0,68 antes de recuar para US$ 0,62. Um novo teste da linha central do canal, em torno de US$ 0,55, seria saudável para consolidar a tendência. Já a banda inferior coincide com o suporte de 0,5 de Fibonacci em US$ 0,40, zona que compradores esperam manter. Gráfico B 4 horas / Fonte: Tradingview O RSI permanece em território positivo, mas já são visíveis sinais iniciais de divergência de baixa ao comparar com os extremos registrados no início de maio. Enquanto isso, o histograma MACD aumentou com barras verdes mais altas, antes que o ímpeto começasse a estabilizar. Diante disso, uma leve correção é possível antes de uma tentativa de buscar US$ 0,74. Esse ajuste pode preparar o terreno para que a memecoin da BNB Chain avance em novo movimento de alta. Analista Hami aponta caminho livre para novas máximas O trader independente Hami também identificou o mesmo padrão no X, destacando um rompimento clássico após acumulação e apoiado pelo aumento de volume. Ele avaliou o BUILDon como pronto para mais um giro positivo, com antigas resistências convertidas em suporte. … B parece pronto para um novo movimento de alta. Rompimento limpo após acumulação mais confirmação de volume. Toda resistência sendo convertida em suporte. Se o momentum persistir, esse movimento pode levar rapidamente a novas máximas. Gráfico diário B / Fonte: X A análise coincide com a estrutura gráfica de longo prazo, em que compradores absorveram cada recuo desde o início da subida. Um fechamento diário acima de US$ 0,74 abriria espaço para descoberta de preço, enquanto uma rejeição nessa faixa tende a levar o ativo de volta para a zona de US$ 0,48. Assim, as próximas 24 a 48 horas são determinantes. O BUILDon pode transformar o rompimento em nova arrancada para recordes, ou o canal ascendente serve como preparação para mais um ajuste antes de os compradores retomarem o movimento. O artigo Memecoin dispara 55% em 24 horas, US$ 0,74 é o próximo alvo? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Crise no YouTube cripto: “Mesmo no bear market de 2018, eu tinha o dobro de visualizações”
Carl Runefelt lembra de um YouTube diferente. O criador sueco, conhecido por seus 650 mil inscritos como Carl Moon, produz vídeos sobre cripto desde 2017 e afirma que este mercado de baixa resultou em uma queda de audiência que ele não previa. Em entrevista ao BeInCrypto, Runefelt relatou o momento de forma objetiva. “Mesmo lá em 2018, no mercado de baixa, ali no fundo do ciclo, eu tinha mais do que o dobro de visualizações do que tenho agora…” Essa frase traduz uma realidade estrutural que toda a economia dos criadores de conteúdo em cripto enfrenta atualmente. O YouTube de cripto, que já foi o principal canal de descoberta para o varejo no segmento, passa por sua pior crise até agora. Os dados, o comportamento da plataforma, as demissões no setor e as tendências de buscas apontam na mesma direção. A plataforma se tornando hostil Em abril de 2026, o YouTube removeu diversos canais de cripto em uma ação que a empresa justificou como combate a conteúdo “nocivo e perigoso”. A exclusão levou ao fim de cerca de 35 milhões de inscritos somados entre os canais impactados, incluindo o principal canal do Bitcoin.com, ativo desde 2015. Para os grandes criadores que permaneceram, a plataforma que construiu o universo cripto no YouTube já não é mais um espaço confiável. Runefelt explicou esse movimento geral. “Consultei outros canais e o cenário é parecido em todos. São poucos os canais no YouTube que ainda conseguem boas visualizações…” Ele destacou que a restrição não se limita ao canal dele, observando que faz vídeos na plataforma desde 2017 em diversos ciclos. Nenhum mercado de baixa anterior gerou uma queda de audiência desse porte. A queda da audiência, em números Em outra participação, no podcast Matt Haycox Show no fim de 2025, Runefelt detalhou a dimensão da queda. No auge do ciclo em 2021, seus vídeos alcançavam rotineiramente entre 100 mil e 200 mil visualizações cada. No início de 2026, com o Bitcoin negociado próximo a US$ 76.500, essa faixa caiu para cerca de 15 mil a 20 mil visualizações por vídeo. Para contextualizar, na baixa do mercado em 2018, seu conteúdo recebia mais do que o dobro das visualizações atuais, mesmo após sete anos de crescimento e mais inscritos no canal. Esse movimento não corresponde a uma retração típica de mercado de baixa e representa um novo patamar estrutural. Canal The Moon Show no YouTube / Fonte: Social Blade A diversificação de Carl Diante desse cenário, Runefelt passou a direcionar abertamente seu foco profissional. Ele contou ao BeInCrypto que agora dedica mais energia ao automobilismo e à música. “Também estou direcionando minha energia para outros projetos fora do universo cripto… atualmente, no automobilismo. E também foco na música, porque gosto muito de criar músicas.” O tom não é de desespero. É avaliação racional. “A vida é curta demais para ficar enfrentando mercados de baixa o tempo todo. Já passei por alguns desses e quero também curtir antes de envelhecer demais.” Runefelt não está saindo da cripto. Ele segue publicando com regularidade e investe em startups por meio do TheMoon Group, que já apoiou mais de 350 iniciativas. Porém, após sete anos e meio de crescimento seguido de retração do canal, a sua decisão de expandir a atuação para além do universo de criador de conteúdo cripto acaba sendo o retrato mais preciso de toda a entrevista. Apatia como métrica A queda da audiência vai além da percepção subjetiva. Ela já pode ser mensurada e Benjamin Cowen, fundador do Into The Cryptoverse, tem sido a principal voz discutindo esses dados. O gráfico de Social Risk do Bitcoin criado por Cowen, divulgado em sua conta no X, colore historicamente o preço do ativo conforme a intensidade do engajamento nas redes sociais. Nos topos dos ciclos de 2017 e 2021, o gráfico apresenta tons vermelhos e alaranjados, indicando alto engajamento do público. O pico de 2025, mesmo com preços mais elevados do Bitcoin, aparece em azul frio, sinalizando baixo envolvimento. Métrica Social de Risco / Fonte: YouTube Como Cowen analisou em sua cobertura para o BeInCrypto, este ciclo atingiu o topo devido à apatia, e não à euforia. A consequência para quem produz conteúdo é direta. Não houve um pico eufórico de audiência neste ciclo, o que significa que o número de visualizações que sustentou planejamentos de negócios em 2021 talvez tenha sido uma exceção histórica, e não apenas uma pausa de mercado de baixa. When will this Bitcoin bear market end?@benjamincowen joins @JakubDziadkowie to break down why Bitcoin’s 4-year cycle may still be intact, why October 2026 is his base-case bottom, and why most altcoins keep bleeding against $BTC over time. Is Bitcoin still the only crypto… pic.twitter.com/mJf1GgwtJY — BeInCrypto (@beincrypto) May 11, 2026 Dados do Google Trends reforçam a mesma conclusão. O interesse global de buscas por “Bitcoin” permaneceu próximo das mínimas de um ano durante boa parte do início de 2026, mesmo com o preço à vista bem acima de US$ 70.000. Busca global por “Bitcoin” / Fonte: Google Trends A retração do setor Runefelt apontou, durante a entrevista, um padrão amplo que depois se confirmou em notícias concretas. “… Até as exchanges, normalmente elas são as únicas que lucram, mas vi diversas exchanges enfrentando dificuldades, promovendo demissões em massa e até algumas declarando falência.” Os dados rapidamente passaram a refletir essa percepção. Em maio de 2026, a Coinbase anunciou o corte de aproximadamente 700 vagas, o equivalente a 14% da equipe, após um prejuízo líquido de US$ 667 milhões no quarto trimestre de 2025 e uma queda de 21,6% na receita em relação ao ano anterior. A Crypto.com anunciou sua própria redução de 12% do quadro de funcionários em março de 2026, eliminando cerca de 180 posições. A exchange de menor porte, Bit.com, confirmou encerramento gradual das operações entre dezembro de 2025 e março de 2026. Além das plataformas de negociação, a retração se espalhou por todo o mercado de trabalho cripto. Anúncios de vagas na área cripto caíram cerca de 80% em comparação anual, com cortes relevantes em empresas como Gemini, Algorand, Block, MARA Holdings, OKX, MANTRA, Polygon Labs e Messari, ampliando o impacto iniciado nas exchanges. A queda tem natureza estrutural, não sazonal. A visão oposta de David Wulschner David Wulschner, apresentador do canal Crypto Familie em alemão, enxerga as mesmas condições por outra ótica. Ele lançou seu canal em meados de 2022, próximo ao fundo do ciclo anterior. “… Iniciei meu canal em meados de 2022, quando de fato estávamos no pior momento do ciclo, e aquilo foi muito divertido.” O maior desafio para novos criadores durante este mercado de baixa não tem sido a redução de visualizações, mas a pressão emocional vinda da comunidade. “… O que pesou para mim, como novo produtor de conteúdo neste mercado de baixa, foram as emoções, as reações recebidas, e tudo que a comunidade te direciona.” Para Wulschner, o período de mercado em baixa é o momento de trabalho, não de promoção. “… O lucro não vem no mercado de alta. Você define metas, constrói sua base e estabelece posições sólidas no portfólio justamente durante o período de baixa.” Essa interpretação não entra em contradição com a de Runefelt. Ambos chegaram à mesma conclusão por caminhos distintos, tratando o cenário atual como um reinício, não um encerramento. O filtro do setor Durante a entrevista, Runefelt não classificou a redução de canais sobre cripto no YouTube como tragédia, mas como um ajuste estrutural. “… Esse tipo de movimento é necessário para eliminar os problemas, os golpes e todos que não compartilham da visão. Muitos estão aqui apenas pelo dinheiro rápido. Então, se livrar disso antes do próximo ciclo é apenas parte do processo.” Os criadores que conseguirem sobreviver a este ciclo provavelmente serão aqueles capazes de adaptar o modelo de negócios para níveis de audiência abaixo dos de 2018, diversificar o conteúdo para além de previsões de preço e especulação, ou, como faz Runefelt, ampliar a identidade para muito além do rótulo de criador cripto. O YouTube cripto não está desaparecendo, mas passando por uma redução. O novo perfil que resultar desse movimento se diferenciará bastante do que construiu negócios há quatro anos. Carl Moon, responsável por transformar um trabalho em supermercado em Estocolmo em um dos canal cripto mais assistidos do mundo, provavelmente continuará presente, mas agora com música e automobilismo como atividades paralelas. O artigo Crise no YouTube cripto: “Mesmo no bear market de 2018, eu tinha o dobro de visualizações” foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.