A tal da Hyperliquid (HYPE) virou queridinha dos analista em 2026 porque conseguiu juntar três trem que quase nunca anda junto no mundo das cripto: um produto que o povo realmente usa, crescimento forte nas receita e uma tokenomics ajeitadinha, daquelas que faz o uso da plataforma ajudar direto no valor do token.

Com isso, muita gente do mercado já tá olhando pra HYPE como um dos caso mais forte de DeFi desse ciclo.

E o interesse não tá só no preço não, uai. Desde fevereiro, a HYPE aparece em praticamente toda lista de criptomoeda pra ficar de olho feita pelos analista, brigando ali com a Solana pelo posto de terceira mais indicada.

Segundo o CoinGecko, a Hyperliquid já tá entre as maiores criptomoedas do mundo, ocupando a 13ª posição, com valor de mercado na faixa dos US$ 10,2 bilhões. E entre as 20 maiores, foi uma das que mais subiu no ano, acumulando alta perto de 70%.

O que chama atenção é que a Hyperliquid não vive só de conversa bonita ou moda passageira. Ela é uma blockchain de primeira camada criada especialmente pra negociação de ativos financeiros, principalmente contratos perpétuos, tudo funcionando com livro de ordens totalmente on-chain. Em outras palavras: ela tenta entregar a praticidade de uma corretora tradicional, mas com transparência e descentralização.

Uma blockchain pensada pros trader

O grande diferencial da Hyperliquid é que ela já nasceu focada em trading. Diferente de Ethereum ou Solana, que serve pra um tanto de coisa ao mesmo tempo, a Hyperliquid foi montada desde o começo pra atender trader.

Hoje ela trabalha com futuros perpétuos, mercado à vista, empréstimos, ativos do mundo real, HyperEVM e várias aplicação DeFi. Tudo isso usando um sistema chamado HyperBFT, com execução 100% on-chain. Ou seja: ordem, cancelamento, liquidação… tudo acontece às claras dentro da blockchain.

O Rony Szuster, do Mercado Bitcoin, fala que esse é justamente o ponto forte do projeto. Segundo ele, enquanto blockchain genérica precisa fazer concessão pra atender muitos casos diferentes, a Hyperliquid consegue focar no que trader quer de verdade: rapidez, liquidez, eficiência e experiência boa de uso.

Ele até compara com a dYdX, que tentou fazer algo parecido no passado, mas acabou enfrentando problema de infraestrutura e perda de liquidez. A Hyperliquid teria aparecido justamente pra ocupar esse espaço com uma rede própria e mais alinhada ao mercado.

E quem mexe na plataforma entende rapidim o apelo, viu. Segundo ele, “é fácil demais fazer trade lá”. Tem ainda os tais dos Vaults, que deixa o usuário colocar dinheiro em estratégias de trading ou market making, até criando estratégia própria. Isso aproxima a plataforma daquele modelo de copy trading, onde o povo replica operação de trader experiente.

Tokenomics que anima o mercado

Outro trem que tá ajudando no otimismo é a estrutura econômica do token HYPE.

O André Franco, da Boost Research, resume a ideia assim: quanto mais gente usa a plataforma, mais valor o token tende a capturar. Isso porque as taxas arrecadadas ajudam na recompra de HYPE, criando pressão compradora no mercado.

Dados da Artemis mostram que cerca de 97% da receita do protocolo vai pro Assistance Fund, usado justamente pra recomprar token HYPE. O restante vai pro Hyperliquidity Provider.

Traduzindo pro português claro: se a plataforma cresce e gera mais taxa, aumenta também a recompra de token. E isso é diferente de muito projeto DeFi por aí que vive só de promessa ou governança sem receita de verdade.

Essa ligação entre uso real, receita entrando e valorização do token fez bastante nome grande do mercado começar a defender a HYPE.

Um deles é Arthur Hayes, fundador da BitMEX. Ele chegou a dizer que a Hyperliquid domina em geração de receita dentro das cripto e até apostou US$ 100 mil no desempenho do token. Depois, também comentou que a plataforma pode crescer forte em mercados de previsão, graças à base grande de usuários, taxas mais baratas e tecnologia robusta.

Crescimento além das criptos

Outro motivo pro mercado tá de olho na Hyperliquid é que ela tá indo além das criptomoedas tradicionais.

Hoje já dá pra negociar contratos ligados a commodities, ações, câmbio e outros ativos. No começo do ano, o HYPE disparou 24% num único dia depois do aumento na negociação de ouro e prata dentro da plataforma.

O próprio Rony Szuster comenta que gente do mercado financeiro tradicional começou a prestar atenção nisso, principalmente quando os mercados normais estavam fechados mas ainda existia demanda pra negociar ativos ligados a eventos globais, tipo petróleo em meio a tensão geopolítica.

A ideia de negociar ativos tokenizados 24 horas por dia, sete dias por semana, pode acabar atraindo tanto o público cripto quanto parte do pessoal do mercado tradicional.

Além disso, existe uma narrativa forte de que muito volume que hoje fica nas corretoras centralizadas pode migrar pras plataformas descentralizadas mais eficientes. Depois da quebra da FTX, muita gente passou a desconfiar mais das corretoras tradicionais, e a Hyperliquid tenta justamente ocupar esse espaço oferecendo autocustódia, transparência e experiência parecida com exchange profissional.

Mas nem tudo são flor

Claro que risco ainda existe, né.

O próprio Rony lembra que o mercado de trading é disputado demais, cheio de concorrente oferecendo produto parecido. Então a Hyperliquid precisa continuar evoluindo, melhorando a chain e mantendo uma experiência boa pros usuários.

Além disso, como todo projeto DeFi, ainda existe risco de hack, exploit e falha técnica em contrato inteligente.

Mesmo assim, a visão de boa parte dos analista é que a Hyperliquid entrega fundamento mais sólido do que muita altcoin por aí. Tem produto funcionando, receita entrando, recompra de token, crescimento entre trader e expansão pra fora do mercado cripto.

Por isso, muita gente já deixou de ver a HYPE só como aposta especulativa e passou a enxergar ela como uma das principais candidatas a puxar a próxima fase das finanças descentralizadas.