XRP se prepara para rompimento com padrão de xícara e alça apontando para US$ 1,70
O XRP (XRP) está cotado próximo de US$ 1,43 enquanto diferentes períodos gráficos apontam para um movimento direcional iminente. O padrão de “xícara com alça” no gráfico de 4 horas projeta o alvo em US$ 1,70 e o cruzamento dourado confirmado no semanal reforça uma tese de alta para o longo prazo.
A volatilidade diária está comprimida e se aproxima de mínimas históricas, enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) se ajusta em um triângulo desde meados de 2025. O cenário lembra uma fase de acumulação clássica anterior a um forte movimento de expansão.
Canal semanal do XRP e cruzamento dourado fortalecem tese de alta no longo prazo
O gráfico semanal do XRP mostra o preço na faixa inferior de um canal paralelo ascendente traçado em escala logarítmica. A recuperação atual marca o terceiro teste desse suporte. Em ciclos anteriores, como em 2017 e meados de 2024, esse padrão antecedeu fortes valorizações.
O cruzamento dourado confirmado confere ainda mais relevância à estrutura. Esses cruzamentos semanais são raros e têm sinalizado início de tendências de alta nos ciclos anteriores. O analista de cripto XrpUdate projeta um movimento do XRP em direção à linha central do canal, que está atualmente na faixa de US$ 30.
Por outro lado, uma perda clara do suporte do canal invalidaria a perspectiva otimista. Esse rompimento poderia abrir espaço para o retorno às mínimas do ciclo.
“O XRP ACABA DE CONFIRMAR UM CRUZAMENTO DOURADO. Anos de consolidação → pronto para expansão. A estrutura indica continuação. Este é o momento em que investidores institucionais acumulam …”
Gráfico de longo prazo do XRP / Fonte: X
Queda da volatilidade diária e triângulo do RSI indicam expansão
No gráfico diário, o XRP está estável sobre o nível de retração de Fibonacci de 0,236 em US$ 1,42. O suporte está em US$ 1,30 e a resistência em US$ 1,53. A estrutura de Fibonacci tem como base o topo do rali de janeiro em US$ 2,42.
Abaixo do painel de preços, o percentual de largura das Bandas de Bollinger (BBWP) colapsou próximo de zero, apresentando coloração azul. Movimentos assim comprimidos geralmente antecedem deslocamentos acentuados na volatilidade em ambas as direções.
O volume decrescente ao longo de abril reforça a tese de acumulação. Investidores de longo prazo costumam absorver oferta discretamente nessas etapas antes da entrada de varejistas.
Gráfico diário do XRP / Fonte: Tradingview
Completando o cenário, o RSI diário apresenta um triângulo de contração desde julho de 2025. A resistência desce a partir do pico em 88 do último verão, enquanto o suporte sobe a partir da mínima de fevereiro de 2026, próximo de 18.
O indicador está atualmente em torno de 55, quase centralizado no ápice do triângulo. Uma superação de 60 sinalizaria início de impulso de alta. Por outro lado, queda abaixo de 45 sugeriria potencial recuo.
Gráfico RSI diário do XRP / Fonte: Tradingview
Projeção de preço do XRP e alvo de US$ 1,70 pelo padrão de “xícara com alça”
O gráfico de 4 horas do par XRP/USDT na Binance apresenta formação de xícara com alça. A estrutura da xícara se estende do fundo de março, em US$ 1,30, até o topo de abril, em US$ 1,50. A alça se desenvolve exatamente sobre a linha de Fibonacci de 0,236, em US$ 1,42.
Um rompimento acima da linha de pescoço em US$ 1,50 projeta alvo em US$ 1,6933. Esse patamar está entre as retrações de 0,382 e 0,5 de Fibonacci da última correção. O movimento representa cerca de 18% de potencial de alta em relação ao nível atual.
O RSI de 4 horas permanece próximo de 50, indicando uma dinâmica neutra também presente em períodos mais longos. Esse resultado é compatível com um padrão de acumulação avançada, não de exaustão.
Gráfico de 4 horas do XRP / Fonte: Tradingview
Se US$ 1,30 for rompido antes do avanço de alta, o padrão de xícara com alça será invalidado. A manutenção do suporte em US$ 1,30, por sua vez, reforça a convergência otimista nos gráficos semanal, diário e de 4 horas, favorecendo um rompimento.
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Base inaugura primeiro hub da América Latina em Florianópolis
A Base, blockchain de segunda camada incubada pela Coinbase, abriu seu primeiro hub na América Latina. O espaço, batizado de “Base Node”, fica em Florianópolis.
A iniciativa marca a chegada oficial da rede ao continente. Atualmente, mais de 50 startups brasileiras já operam sobre a Base, que funciona como uma camada de escalabilidade para reduzir custos e acelerar transações no ecossistema Ethereum.
Base Node reforça posição do Brasil no ecossistema cripto
O hub está instalado dentro do Ethereum Hub, em Florianópolis. O objetivo é apoiar fundadores, desenvolvedores e contribuidores individuais que atuam com blockchain no país.
Base hub
O espaço foi concebido como ponto de encontro para colaboração e desenvolvimento de projetos. A programação prevista inclui eventos, sessões de trabalho e iniciativas de compartilhamento de conhecimento. O local também conta com estrutura completa para produção de podcasts e vídeos.
Segundo a empresa, o foco está em conectar talentos locais a oportunidades em trading, stablecoins e no Base App. Stablecoins são criptomoedas atreladas ao valor de moedas tradicionais, como o dólar, usadas para reduzir a volatilidade típica do mercado cripto.
Florianópolis vira vitrine da Base na América Latina
A escolha da capital catarinense reflete o peso crescente do Brasil no mapa global de ativos digitais. Guilherme Bettanin, Latam Lead da Base, afirmou que a região tem se destacado pela qualidade dos desenvolvedores e pela velocidade de adoção de soluções baseadas em blockchain.
O executivo destacou que o novo espaço busca liderar essa onda de inovação e conectar players locais a uma rede global. O acesso ao Base Node será por convite, com abertura inicial para as startups brasileiras que já operam na rede.
Builders que atuam fora do ecossistema da Base e queiram se conectar à comunidade também poderão participar. A proposta é apoiar a próxima geração de projetos voltados ao dia a dia da chamada economia onchain, termo que descreve atividades financeiras executadas diretamente em redes blockchain.
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Departamento de Justiça dos EUA encerra investigação sobre Powell
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos encerrou a investigação criminal sobre Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, finalizando um processo que havia paralisado as atividades do Senado em relação ao indicado de Trump para substituí-lo.
A procuradora Jeanine Pirro anunciou a decisão na sexta-feira no X. Trata-se de uma mudança em relação à sua posição pública de dois dias antes, quando prometera recorrer da decisão de um juiz que bloqueou as intimações do seu gabinete ao grande júri.
Reversão rápida após resistência judicial
A investigação teve início em janeiro. O gabinete de Pirro abriu um inquérito junto ao grande júri a respeito do depoimento de Powell ao Senado em junho de 2025 sobre a reforma da sede do Fed.
Os promotores questionaram se Powell teria induzido os senadores ao erro sobre o escopo das obras nos edifícios Eccles e East, em Washington. Os custos divulgados do projeto aumentaram para cerca de US$ 2,5 bilhões, superiores à autorização inicial, próxima de US$ 1,9 bilhão. O impacto da inflação, a necessidade de remoção de amianto e chumbo e exigências de conservação histórica responderam pela maior parte do orçamento excedente. Nenhuma acusação foi apresentada.
O juiz James Boasberg, chefe da Corte Distrital dos EUA, anulou as intimações do Departamento de Justiça em 13 de março e confirmou a decisão em 3 de abril. Ele registrou que os promotores apresentaram “essencialmente nenhuma evidência” de crime.
O magistrado afirmou ainda que as intimações tinham finalidade “pretextual”, com o objetivo de pressionar Powell sobre decisões de juros. Pirro refutou essa interpretação e afirmou em 22 de abril que recorreria.
Dois dias depois, seu gabinete encaminhou o caso do estouro de custos para o inspetor-geral do Fed, responsável pela auditoria interna com acesso aos registros de compras públicas.
“Determinei o arquivamento da investigação enquanto o IG conduz esta apuração…Não hesitarei em reabrir um inquérito criminal caso os fatos assim exijam.”
Pirro divulgou o comunicado no X na tarde de sexta-feira.
Ultimato de Tillis libera caminho para Warsh
O encerramento retira um obstáculo político ao nome de Kevin Warsh, indicado por Trump para substituir Powell ao fim de seu mandato em 15 de maio. O senador Thom Tillis, da Carolina do Norte, republicano do Comitê Bancário do Senado, havia condicionado seu voto à retirada da ação pelos promotores.
Tillis classificou a investigação como “infundada” e “improcedente” durante a sabatina de Warsh em 21 de abril. Ele declarou que o arquivamento poderia ser realizado “em cinco minutos”.
“Se queremos confirmar o sr. Warsh, precisamos encerrar a investigação.”
Tillis fez o comentário durante a audiência de Warsh.
Warsh, ex-diretor do Fed sob George W. Bush, afirmou aos senadores que não atuaria como “marionete” de Trump. A confirmação colocaria um aliado do ex-presidente à frente do banco central poucas semanas antes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, em junho.
Powell declarou publicamente que a investigação era uma retaliação à política de juros do Fed. Seu mandato na presidência termina no próximo mês, mas ele pode permanecer como diretor até 2028. Ex-dirigentes do Fed e analistas de mercado trataram o caso como um teste à autonomia do BC norte-americano.
O cruzamento com o CLARITY Act
A decisão altera o calendário do Comitê Bancário do Senado para as próximas semanas. Tillis também é o principal negociador republicano da redação sobre rendimento em stablecoins no Digital Asset Market CLARITY Act, aprovado pela Câmara e que aguarda deliberação no Senado.
Ele pressionou o comitê a adiar o debate do CLARITY Act de abril para maio, alegando necessidade de maior participação dos bancos. A Associação de Banqueiros da Carolina do Norte pediu que os associados pressionassem seu gabinete por regras mais rígidas sobre recompensas atreladas a saldos em stablecoins.
Os bancos defendem o banimento completo de rendimentos passivos. Empresas de cripto defendem a manutenção de incentivos baseados em atividade. Um acordo parcial permitindo recompensas vinculadas ao uso de plataformas terceirizadas está em discussão, mas não foi consolidado.
Com a confirmação de Warsh deixando de depender da investigação no Departamento de Justiça, o comitê ganha espaço na agenda para a semana de 11 de maio, primeira janela possível para a deliberação sobre cripto. Entidades do setor alertam que novos adiamentos podem empurrar reformas estruturais de mercado para 2027.
A análise do inspetor-geral do Fed e a votação de Warsh no comitê são os próximos pontos de pressão. O eventual retorno do caso Powell dependerá dos achados do órgão de controle nos registros das obras.
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Contratos inteligentes da Pi Network entram em operação na testnet
A Pi Network ativou seu primeiro smart contract em Testnet, trazendo a funcionalidade de assinaturas para a blockchain. A atualização ocorre enquanto a PI é negociada próximo de US$ 0,17, ainda bem abaixo da resistência de Fibonacci considerada essencial para os compradores no curto prazo.
O lançamento introduz lógica de pagamentos recorrentes para plataformas de e-commerce, streaming e outros serviços. O sentimento da comunidade tornou-se cautelosamente otimista, mas o gráfico diário segue com uma configuração neutra após meses de queda.
Smart contracts de assinaturas criam novo patamar de utilidade para a Pi
Em 17 de abril de 2026, a Pi Network anunciou sua primeira funcionalidade de smart contract em Testnet. O lançamento é focado em suporte a assinaturas, um modelo no qual a maioria das blockchains ainda encontra dificuldades de implementar de forma eficiente.
Os assinantes podem aprovar um orçamento definido, do qual o contrato desconta valores ao longo de um período pré-estabelecido. Os fundos permanecem na carteira até que seja processada cada cobrança.
A proposta evita o pré-financiamento completo exigido por padrões como ERC-4337, baseado em abstração de contas. Também elimina a necessidade de assinaturas repetidas presentes em versões anteriores do Ethereum, como a EIP-1337. A Pi apresenta essa arquitetura como um caminho mais simples para pagamentos recorrentes on-chain.
O Pi Request for Comment 2 (PiRC2) já está aberto para revisões por desenvolvedores no GitHub. Auditores externos também analisam o contrato antes de qualquer lançamento em Mainnet.
Integrantes da comunidade relacionaram o recurso a casos de uso práticos. Uma publicação listou streaming, ferramentas de IA, assinaturas digitais, e-commerce e comércio local como potenciais beneficiados. Essa lista representa a tentativa de vincular a demanda por Picoin a serviços recorrentes do mundo real, não apenas a movimentos especulativos.
A apresentação dirigida a desenvolvedores destaca o potencial de escala. A Pi afirma ter mais de 18 milhões de usuários validados em KYC, número apresentado como uma base de clientes existente.
O Dr. Vincent McPhillip avaliou que o suporte a smart contracts aproxima a Pi das funcionalidades do Ethereum. Ele sugeriu que o lançamento pode abrir caminho para avanço consistente. Segundo McPhillip, o mercado está atento às novidades.
Esse otimismo, contudo, vem acompanhado de alertas sobre riscos em staking, DeFi e dApps em ecossistemas jovens. Educação e auditorias externas são apontadas como determinantes para a segurança da implementação.
O contrato ainda segue em Testnet. O lançamento em Mainnet dependerá da conclusão das auditorias e do retorno obtido via PiRC2, o que delimita as expectativas para o curto prazo.
Novas utilidades da Pi Network / Fonte: X
Preço da PI testa resistência de Fibonacci em US$ 0,18
A PI é negociada por US$ 0,1699 na Bitget, logo abaixo do nível de retração de Fibonacci 0,236 situado em US$ 0,1823. A ferramenta de Fibonacci tem como ponto inicial o topo registrado em 22 de setembro de 2025, em US$ 0,3527. O ponto inferior é o registrado em 6 de fevereiro de 2026, com mínima de US$ 0,1297.
O nível 0,236 é a primeira barreira que a PI precisa superar. Um fechamento diário acima de US$ 0,1823 abriria caminho para a próxima retração, 0,382, localizada em US$ 0,2149.
A partir desse ponto, o alvo é a retração 0,618 em US$ 0,2675, uma região de oferta expressiva delimitada por topos anteriores. Recuperar esse nível indicaria a primeira reversão importante do movimento de queda iniciado há vários meses.
Pelo lado da baixa, o suporte horizontal está próximo de US$ 0,15. Perder esse patamar expõe a mínima de fevereiro, em US$ 0,1297, e confirmaria continuação da tendência negativa.
Gráfico diário da PI / Fonte: Tradingview
O Índice de Força Relativa (RSI) permanece na faixa dos 40 pontos, sinalizando momento neutro, sem pressão de compra ou venda em formação.
Em abril, o volume de transações caiu de forma perceptível. Baixa liquidez durante uma queda prolongada muitas vezes indica acúmulo, embora também possa apontar para perda de interesse. Um evento relevante, como o anúncio da data do Mainnet, seria o fator mais determinante para novo aumento no volume.
O lançamento do smart contract de assinaturas é considerado o principal catalisador fundamental e já está sendo precificado pelos traders. Se isso vai impulsionar a entrada de recursos na PI dependerá do cronograma do Mainnet e da participação dos pioneiros na análise em Testnet.
Uma alta acima de US$ 0,27 inverteria a tendência para positiva e invalidaria a estrutura descendente que limitou todos os ralis desde o final de 2025. Um fechamento abaixo de US$ 0,15 indicaria domínio dos vendedores sobre o mercado.
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Kraken avança além da cripto com futuros, ações tokenizadas e pagamentos
A Kraken está no mercado há tempo suficiente para acompanhar de perto praticamente todas as fases do setor de cripto.
Fundada em 2011, a empresa presenciou a forte volatilidade inicial do Bitcoin, a era das primeiras grandes exchanges, o boom das ICOs, longos períodos de baixa, a ascensão do interesse institucional em cripto e, mais recentemente, o avanço para negociação tokenizada e multiativos.
Nesses diferentes ciclos, a Kraken manteve o foco em lançar novos produtos, ampliar sua atuação e identificar formas de se manter relevante à medida em que o segmento evoluía.
Em março de 2025, a Kraken concordou em comprar a NinjaTrader por US$ 1,5 bilhão. Em abril de 2025, iniciou a negociação de mais de 11 mil ações e ETFs listados nos Estados Unidos para alguns clientes do país. Já em junho, lançou o xStocks para clientes não americanos elegíveis, começando com 60 ações tokenizadas dos EUA. Também lançou o Krak, aplicativo de pagamentos que permite transferências em mais de 160 países e suporte a mais de 300 ativos.
A empresa seguiu em expansão na segunda metade de 2025, com aquisições de Capitalise.ai, Breakout, Small Exchange e Backed; em fevereiro de 2026, integrou a Magna e, logo depois, concluiu a compra da Bitnomial. No início de 2026, a Kraken intensificou sua atuação em ativos tokenizados, aumentando de 60 para 100 o número de ações e ETFs dos EUA disponíveis no xStocks.
A seguir, confira como a Kraken vem estruturando sua atuação nesta fase mais recente do setor.
NinjaTrader e finanças reguladas
A aquisição da NinjaTrader em março de 2025 proporcionou à Kraken uma posição relevante em futuros regulados nos Estados Unidos.
A Kraken avaliou a transação em US$ 1,5 bilhão e descreveu a NinjaTrader como a principal plataforma americana de futuros para investidores de varejo.
Meses depois, a Kraken aproveitou essa base para lançar futuros de cripto regulados no país e afirmou que planeja ofertar futuramente contratos futuros de commodities, renda fixa, câmbio e ações ainda em 2025.
Com isso, a Kraken passou a ter acesso direto a um dos principais mercados de cobertura e de operações direcionais para traders ativos.
Small Exchange deu à Kraken uma base nos EUA
A Kraken avançou em outubro de 2025 ao comprar a Small Exchange do IG Group por US$ 100 milhões. O diferencial é que a Small Exchange detinha licença de mercado de contratos designados aprovada pela CFTC.
Segundo a Kraken, a aquisição deve possibilitar o lançamento de uma oferta totalmente nativa de derivativos para o mercado dos EUA. A Reuters também destacou que o negócio fortalecia as operações da Kraken em derivativos americanos para investidores de diferentes perfis.
A medida levou a Kraken a ficar mais próxima do núcleo do mercado de futuros nos Estados Unidos.
Backed e ações tokenizadas
O movimento da Kraken em direção a ações tokenizadas ganhou ritmo em 2025.
Como destacou a Reuters em 22 de maio de 2025, a Kraken pretendia oferecer para clientes não americanos a negociação de versões tokenizadas de mais de 50 ações e ETFs dos EUA, incluindo Apple, Tesla e Nvidia.
A Kraken oficializou a oferta de ações tokenizadas dos Estados Unidos em 30 de junho de 2025, com 60 ativos disponíveis na plataforma.
Em 2 de dezembro de 2025, anunciou a aquisição da Backed, empresa responsável pelo xStocks, reforçando que a transação uniria processos de emissão, negociação e liquidação.
Já em 18 de março de 2026, a Kraken informou que o xStocks alcançara 100 ações e ETFs dos EUA tokenizados e superara US$ 25 bilhões em volume negociado acumulado desde o lançamento. Esse crescimento fomentou uma parceria com a Nasdaq, anunciada por meio da controladora Payward, com foco no desenvolvimento de um gateway de transformação de ações para ativos tokenizados, fortalecendo o elo entre a estrutura regulada do mercado e a distribuição on-chain.
Magna levou a Kraken para operações com tokens
Em fevereiro de 2026, a Payward, empresa responsável pela Kraken, adquiriu a Magna.
A Kraken descreveu a Magna como uma plataforma de gerenciamento de tokens usada para processos de vesting, solicitações, distribuições e fluxos relacionados.
A Magna continuará funcionando como produto independente, embora a Kraken destaque que a integração será profunda.
Assim, a Kraken passa a participar diretamente da rotina de equipes que operam tokens, não apenas como plataforma de negociação dos ativos após o lançamento.
Capitalise.ai e Breakout
A Kraken utilizou também aquisições para ampliar o perfil dos traders atendidos.
Em agosto de 2025, comprou a Capitalise.ai, uma plataforma de automação sem código que transforma comandos em linguagem natural em estratégias de negociação e backtests.
Em setembro do mesmo ano, adquiriu a Breakout, plataforma de prop trading que oferece até US$ 200 mil em capital para negociação, com usuários podendo ficar com até 90% dos lucros, segundo materiais da Kraken.
Essas novidades reforçam a proposta da plataforma de concentrar toda a dinâmica operacional do trader em uma única conta, desde a geração de ideias até a automação e execução financiada.
Pagamentos integrados Krak
O Krak ilustra como a Kraken busca integrar o mercado à movimentação financeira cotidiana.
A Reuters informou em 26 de junho de 2025 que o aplicativo foi lançado em mais de 100 países, permitindo transferências em cripto e moedas fiduciárias.
As páginas de produtos da Kraken mais tarde informaram que a empresa atua em mais de 160 países e permite transações com mais de 300 ativos. A companhia também anunciou planos para lançar cartões físicos e virtuais.
Assim, a Kraken oferece uma solução de pagamentos ao consumidor integrada à negociação, ações tokenizadas e derivativos, e não separada dessas operações.
Bitnomial adiciona mais uma layer de derivativos nos EUA
Em abril de 2026, a controladora da Kraken, Payward, anunciou a aquisição da Bitnomial, uma exchange de derivativos e câmara de compensação regulada pela CFTC. O acordo amplia o portfólio de futuros regulados nos Estados Unidos da Kraken e fortalece a capacidade de atender investidores que buscam acesso a futuros dentro da estrutura normativa norte-americana.
Um negócio financeiro em uma só plataforma
Vamos revisar a lista novamente.
A NinjaTrader abriu o caminho para futuros regulados nos EUA.
A Small Exchange agregou um espaço licenciado.
A Backed incorporou a xStocks internamente.
A Magna trouxe ferramentas de administração de tokens.
A Capitalise.ai e a Breakout atenderam investidores mais ativos.
A Krak integrou pagamentos à mesma linha de produtos.
A Bitnomial adicionou mais um espaço regulado de derivativos nos EUA, além de ampliar a capacidade de compensação.
A Kraken também lançou negociação de ações e ETFs listados nos EUA em abril de 2025, permitindo que usuários selecionados no país acessem mais de 11 mil títulos pela mesma plataforma.
O aspecto regulatório também merece destaque. Na Europa, a Kraken atua agora por meio de entidades reguladas pela MiCA e ainda possui licença MiFID II. Essas aprovações dão base sólida para expansão dos serviços de negociação, pagamentos, ações tokenizadas e operações semelhantes em todo o Espaço Econômico Europeu.
Nos Estados Unidos, a regulação também avançou. A Kraken anunciou, em março de 2026, que se tornou a primeira empresa de ativos digitais com uma conta principal junto ao Federal Reserve. O acesso direto ao sistema de pagamentos norte-americano consolida mais uma etapa relevante na ampliação dos serviços financeiros da companhia.
A incorporação de empresas pode oferecer soluções rapidamente, mas a avaliação de investidores e instituições dependerá do desempenho dessas operações de forma integrada. Atualmente, a Kraken reúne negociação, pagamentos, administração de tokens, ações tokenizadas e diversos ativos de derivativos regulados. O próximo desafio será demonstrar que o grupo realmente funciona como uma única plataforma.
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Passagens mais caras, menos voos: como a guerra entre EUA e Irã está mudando as viagens
A guerra no Oriente Médio provocou uma explosão dentro da indústria da aviação. Quase oito semanas após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel no Irã terem levado ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, os preços do combustível de aviação mais que dobraram.
Com a alta temporada de viagens de verão a pouco mais de um mês, as consequências já começam a aparecer.
Por dentro do choque do combustível de aviação que abala o verão de 2026 da Europa?
Companhias ao redor do mundo estão reduzindo suas operações em ação coordenada para tentar conter os custos do combustível, cujo aumento atinge principalmente o mercado europeu e asiático.
Nesta quinta-feira, o Grupo Lufthansa foi mais uma a aderir aos cortes, anunciando planos para cancelar 20 mil voos regionais até outubro. A retração se espalha pelos principais mercados de aviação:
A companhia holandesa KLM está cortando 80 voos de sua malha, atribuídos à elevação dos preços do combustível de aviação.
A escandinava SAS informou que vai cancelar cerca de mil voos neste mês.
A Cathay Pacific reduzirá cerca de 2% das operações de passageiros entre 16 de maio e 30 de junho.
A HK Express, subsidiária da Cathay de baixo custo, cortará aproximadamente 6% das viagens a partir de 11 de maio.
A WestJet está realizando uma redução gradativa de oferta, diminuindo a capacidade em 1% em abril, 3% em maio e atingindo 6% em junho.
A Vietnam Airlines alertou para possíveis cortes de até 18% em sua malha internacional e até 26% nos voos domésticos.
O impacto financeiro já aparece nos balanços das empresas aéreas. Segundo reportagem da Forbes, as quatro maiores companhias americanas — American, Delta, United e Southwest — alcançaram receita recorde no primeiro trimestre. Por outro lado, as despesas infladas com combustível anularam boa parte dos resultados, provocando prejuízos para a American e a Delta no período.
Diante da pressão, United e American revisaram para baixo suas projeções para 2026 nesta semana, citando a disparada dos preços do combustível de aviação. Já a Southwest optou por não atualizar seu guidance anual. A American alertou investidores que seus custos com combustível podem crescer US$ 4 bilhões ao longo de 2026, enquanto a Delta sinalizou um impacto adicional de US$ 2 bilhões apenas no segundo trimestre.
Alta das viagens de verão em risco com escassez de combustível afetando setor aéreo
O problema não atinge só as empresas. Com menos assentos ofertados e contas de combustível em elevação, os passageiros sentem o reflexo no aumento expressivo das tarifas.
The surging price of jet fuel due to the war with Iran has driven domestic airfare up about 18% compared to last year – costing travelers around $55 more per trip. Experts are urging people to book their summer travel plans sooner rather than later as prices are expected to… pic.twitter.com/uGkPQKrdgm
— CBS Evening News with Tony Dokoupil (@CBSEveningNews) April 23, 2026
Segundo Fatih Birol, diretor da IEA, restam à Europa cerca de seis semanas de estoques de combustível de aviação. Para ele, trata-se da maior crise energética enfrentada pela economia mundial. Além disso, o analista Matt Smith, da Kpler, avalia que empresas aéreas e passageiros não devem esperar alívio rápido.
“Vai demorar pelo menos até julho. E mesmo isso pode ser uma estimativa otimista neste momento”, avaliou Smith ao comentar.
Em muitos países europeus, o pico das viagens de verão é decisivo para a economia. Dados da ACI Europe apontam que a aviação movimenta 851 bilhões de euros — quase US$ 1 trilhão — em PIB e mantém 14 milhões de empregos na região.
Caso os cortes persistam durante o auge da temporada, o efeito sobre o turismo pode ultrapassar as finanças das companhias, colocando em risco economias dependentes do fluxo intenso nos céus de verão.
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A Tron de Justin Sun está comprando seu próprio token e ele diz que não vai parar
A Tron Inc, empresa de tesouraria listada na Nasdaq e baseada na Tron (TRX), adquiriu mais 152.162 tokens TRX nesta sexta-feira, a um valor médio de US$ 0,3286, elevando suas reservas corporativas para mais de 693 milhões de unidades.
O fundador Justin Sun indicou que a campanha de acumulação está longe do fim e incentivou seguidores a continuarem comprando, publicando um breve recado de duas palavras no X, poucas horas após a transação.
Tron Inc. amplia sua posição em TRX
A Tron Inc. divulgou a aquisição em seu perfil oficial no X. Os tokens estão armazenados em uma carteira pública e auditável na blockchain da Tron. Investidores e analistas podem acompanhar o saldo pelo Tronscan em tempo real, sem necessidade de esperar pelos balanços trimestrais.
Pelo preço médio de US$ 0,3286 registrado na sexta-feira, a empresa adicionou cerca de US$ 50 mil em TRX à posição, que vem crescendo de forma consistente até o início de 2026. A Tron Inc. declarou que pretende seguir ampliando seu Tron DAT, tesouraria de ativos digitais, para valorizar seus acionistas no longo prazo.
A companhia já é a maior investidora listada publicamente detendo TRX, marca atingida em março após superar 686 milhões de tokens. O projeto de acumulação ocorre por meio de compras quase diárias, evitando grandes loteamentos únicos.
Keep going https://t.co/YbElYW03cT
— H.E. Justin Sun 👨🚀 🌞 (@justinsuntron) April 24, 2026
Aposta inspirada em Saylor adaptada para Tron
O modelo de tesouraria da Tron Inc. busca referências diretas no manual de estratégias que Michael Saylor apresentou ao mercado corporativo norte-americano em 2020. Uma empresa listada lança ações e dívidas para acumular um ativo digital e, depois, promove seu papel na bolsa como uma opção alavancada dependente do preço desse ativo.
Esse formato atraiu várias empresas pelo setor de cripto. Companhias de tesouraria de altcoin focadas em Ethereum, Solana e Tron levantaram bilhões de dólares desde 2025. Algumas tiveram dificuldades diante da variação dos preços dos tokens e pela compressão dos prêmios das ações.
A própria Tron Inc. nasceu de uma fusão reversa que levantou cerca de US$ 210 milhões ao ser anunciada, em 2025. A empresa se chamava SRM Entertainment antes de adotar o nome Tron e o código na Nasdaq em julho daquele ano.
Transparência na blockchain e desafios do mercado
Ao direcionar cada compra para uma única carteira pública, a Tron Inc. aposta na transparência da blockchain para atrair investidores institucionais. A prática difere de empresas com tesouraria em Bitcoin, que normalmente recorrem a custodiante e atestados periódicos.
O modelo DAT ainda envolve riscos já conhecidos. Uma queda no valor do TRX pode reduzir o patrimônio contábil e pressionar o preço das ações. O monitoramento constante da Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos sobre Sun amplia o foco regulatório, o que não ocorre em tesourarias corporativas tradicionais.
No momento do anúncio de sexta-feira, o TRX era negociado em torno de US$ 0,33, poucos centavos acima do patamar de compras da Tron Inc. neste trimestre. Diversas empresas de tesouraria de altcoin enfrentaram dificuldades em 2026, à medida que a diferença entre o prêmio das ações e os tokens diminuiu.
O próximo desafio será saber se o incentivo das duas palavras vai se manter efetivo caso o TRX se estabilize ou apresente baixa. A carteira pública da Tron Inc. permite que o mercado acompanhe essa movimentação em tempo real.
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Bitcoin e Ethereum: vencimento mensal de opções de US$ 9,5 bilhões testa o mercado
Hoje, opções de Bitcoin e Ethereum avaliadas em cerca de US$ 9,5 bilhões expiram, marcando o maior evento mensal de abril, com ambos os ativos próximos a níveis técnicos decisivos.
A estrutura do vencimento revela o posicionamento institucional e pode definir a volatilidade das criptos nos próximos dias.
O que está acontecendo com o vencimento de opções de hoje?
O vencimento de opções é o momento em que contratos derivativos chegam à data final e precisam ser liquidados. Hoje expiram 105 mil contratos de Bitcoin, somando o valor de US$ 8,19 bilhões, e 566 mil contratos de Ethereum, avaliados em US$ 1,31 bilhão.
O Bitcoin está sendo negociado por US$ 77.683, bem acima do nível de max pain estabelecido em US$ 73 mil. Esse distanciamento indica espaço para movimentos corretivos durante a liquidação na plataforma Deribit.
A relação Put/Call do Bitcoin está em 1, refletindo um equilíbrio quase perfeito entre posições compradas e vendidas, com 52.546 calls e 52.792 puts registrados na principal mesa de negociação.
Opções de Bitcoin que expiram hoje. Fonte: Deribit
A situação do Ethereum é um pouco diferente. O seu max pain está em US$ 2.200, praticamente no preço atual de mercado. A relação Put/Call de 0,76 indica maior inclinação para alta, com 321.585 calls e 244.724 puts em aberto.
Opções de Ethereum que expiram hoje. Fonte: Deribit
O que significa o max pain para Bitcoin e Ethereum?
Max pain é o preço em que a maioria das opções expira sem valor, reduzindo ao mínimo o pagamento ao comprador. Os market makers usualmente buscam direcionar o preço para esse patamar por meio de hedge dinâmico nas horas finais antes do fechamento do vencimento.
No caso do Bitcoin, a diferença entre o valor atual e o max pain em US$ 72 mil corresponde a uma distância aproximada de 5%. Se os agentes aproximarem a cotação dessa região antes do fechamento, os investidores que detêm calls acima de US$ 73 mil podem enfrentar perdas parciais relevantes.
O Ethereum traz um cenário mais ajustado. A cotação orbita em US$ 2.300, pouco acima do max pain em US$ 2.200. Essa proximidade costuma comprimir a volatilidade até o vencimento, já que ambos os lados da negociação mantêm diferentes interesses em equilíbrio.
Retorno dos preços de Bitcoin e Ethereum. Fonte: CoinGecko
Analistas da Greeks.Live frequentemente alertam sobre interpretações precipitadas de fluxos anteriores ao vencimento como sinais de tendência. Hedges institucionais e rolagens geram ruídos estatísticos que podem distorcer a leitura do sentimento do mercado.
“… o movimento consistente de alta deste mês reflete fluxos de capital. Caso as pressões macroeconômicas toquem o fundo ao longo do meio do ano, o patamar mínimo do Bitcoin também será confirmado”, destacaram analistas da Greeks.Live no X.
A volatilidade normalmente diminui antes do vencimento e retorna logo após. Quando os hedges são desfeitos, os preços costumam se mover com mais liberdade direcional, especialmente se coincidirem com divulgações macroeconômicas ou fluxos de ETFs.
Despite the price rally, Skew metrics have pulled back, indicating that the market is not driven by FOMO.
In the second quarter of this year, Bitcoin has performed significantly better than in the first quarter in terms of both price and market sentiment.
— Greeks.live (@GreeksLive) April 23, 2026
A reconfiguração dos portfólios institucionais dará o tom para o encerramento de abril e o início de maio no mercado cripto.
Em resumo
Opções de Bitcoin e Ethereum expiram hoje com valor combinado de quase US$ 9,5 bilhões.
O Bitcoin possui 105 mil contratos com max pain em US$ 73 mil e relação Put/Call equilibrada em 1 ponto.
O Ethereum soma 566 mil contratos com max pain em US$ 2.200, muito próximo à cotação atual de mercado.
A tendência de alta no Ethereum contrasta com o equilíbrio do Bitcoin, indicando possíveis reações distintas quando os hedges dos dealers forem desmontados.
A volatilidade tende a comprimir antes do vencimento e voltar depois, definindo o rumo de curto prazo.
O artigo Bitcoin e Ethereum: vencimento mensal de opções de US$ 9,5 bilhões testa o mercado foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Dominância do Bitcoin dispara para 60,66% e enterra expectativas de altseason
A Dominância do Bitcoin (BTC) superou os 60% nesta semana, encerrando uma fase de acumulação de oito meses e mirando o pico de 66% alcançado em junho de 2025. O movimento indica que o capital está retornando para o Bitcoin e deixando as altcoins.
Indicadores de momentum nos gráficos semanal e diário confirmam o avanço, enquanto o Índice de Temporada das Altcoins permanece em 37. Esses sinais, em conjunto, sugerem que uma altseason dificilmente ocorrerá antes do fim de 2026.
Gráficos semanais e diários da Dominância do Bitcoin confirmam avanço consistente
O gráfico semanal da Dominância do Bitcoin fechou em 60,66%, ultrapassando a zona de acumulação que manteve o preço entre agosto de 2025 e abril de 2026. Esse intervalo seguiu o pico de junho de 2025, quando a BTC.D atingiu 66,06% e foi rejeitada pelo canal ascendente de vários anos.
Antes desse período de acumulação, a Dominância do Bitcoin respeitou tanto o canal ascendente quanto sua linha média por mais de dois anos. A estrutura permanece otimista e o recente rompimento acima do nível de Fibonacci de 0,236 em 59,63% reabre espaço até o nível 0 em 66,06%.
Gráfico semanal da BTC.D / Fonte: Tradingview
No gráfico diário, a Dominância do Bitcoin apresentou o primeiro movimento claro acima da faixa entre 58% e 60%, que persistiu por quase oito meses. Agora, o preço testa a zona de resistência próxima a 61%, com RSI entrando em área de sobrecompra pela primeira vez desde outubro de 2025. O MACD também aponta para alta, com barras crescentes indicando força no avanço.
Um fechamento acima de 61% eliminaria a última barreira antes do objetivo em 66,06%. Esse avanço adicionaria mais 5 pontos percentuais à Dominância do Bitcoin e retiraria capital das altcoins. Uma análise anterior do BeInCrypto destacou esse nível como a linha decisiva do ciclo.
Gráfico diário da BTC.D / Fonte: Tradingview
Gráfico ETH/BTC mantém expectativas para altseason, mas Kaleo faz ressalva
O analista Crypto Kaleo divulgou um gráfico de longo prazo de ETH/BTC mostrando o par pressionando uma linha de tendência descendente que limitou todas as altas desde 2017. O valor em 0,02980 está ligeiramente acima dessa linha, e Kaleo projeta um avanço em direção à zona verde 0,055 e além.
“Em mercados de alta anteriores, as altcoins só realmente se destacaram depois que o Bitcoin recuperou e renovou máximas históricas. Com os efeitos do setor de defi ainda sendo absorvidos, acredito que esse padrão deve se repetir. Continua sendo um bom momento para se posicionar em apostas de alta convicção, mas provavelmente será necessário mais paciência para uma verdadeira ‘altseason’.”
Gráfico semanal ETH/BTC / Fonte: X
O próprio contexto da análise traz a ressalva que limita a tese positiva. Historicamente, as altcoins só ganham fôlego quando o Bitcoin atinge novas máximas, e o BTC opera bem distante de seu pico de ciclo, com parte do mercado projetando mais queda até o fim de 2026. Sem uma nova alta do Bitcoin, o suporte do ETH/BTC permanece travado.
Ben Cowen também expôs uma visão semelhante em uma análise recente do BeInCrypto, afirmando que 2026 reflete o padrão de 2019, onde as altcoins perderam valor gradualmente frente ao Bitcoin.
Índice de Temporada das Altcoins em 37 encerra possibilidade de rotação no curto prazo
O Índice de Temporada das Altcoins está em 37, reforçando o domínio do Bitcoin. Considera-se altseason quando o índice atinge 75 ou mais, então a leitura atual corresponde a cerca da metade desse patamar. Esse quadro confirma o que a Dominância do Bitcoin já indica, já que as altcoins vêm apresentando desempenho inferior ao do Bitcoin nos últimos 90 dias.
Índice de Temporada das Altcoins / Fonte: BlockchainCenter
O histórico do índice desde julho de 2022 evidencia esse cenário: altseasons sustentadas foram raras e breves, geralmente com picos curtos acima de 75, enquanto a maior parte dos últimos quatro anos foi marcada por tendência neutra ou favorável ao Bitcoin.
Esse padrão estrutural corresponde ao cenário atual. Com a Dominância do Bitcoin em alta, ETH/BTC limitado por uma linha de tendência descendente e o Índice de Temporada de Altcoins próximo das mínimas de vários meses, a chance de uma ampla altseason antes do final de 2026 parece pequena. Uma queda no preço do Bitcoin até o fim de 2026, que vários analistas já preveem, agravaria as perdas para investidores de altcoins, que acumulam desvalorização em relação ao BTC e ao dólar.
Gráfico do Índice de Temporada de Altcoins / Fonte: BlockchainCenter
Esse cenário muda apenas se a Dominância do Bitcoin não conseguir superar a zona de resistência de 61% e encerrar a semana abaixo dos 59,63%, o que poderia trazer nova movimentação do mercado no fim do ano.
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Os grandes investidores de Bitcoin são oportunistas? Dados on-chain revelam a verdade
Grandes investidores de Bitcoin compram na recuperação. Os hodlers não acompanham. A divisão entre estes dois grupos revela uma dinâmica muito diferente daquela sugerida pela recente alta do preço do Bitcoin.
O Bitcoin (BTC) é negociado a US$ 77.670 em 24 de abril, dentro de um canal ascendente que predomina no gráfico desde 24 de fevereiro. O retorno acima de US$ 77 mil aparenta solidez à primeira vista. Entretanto, duas métricas on-chain seguem caminhos opostos por trás desse movimento, revelando as reais estratégias das maiores carteiras.
Grandes investidores de Bitcoin compram em todas as recuperações, e o cruzamento de 22 de abril foi o gatilho
O grupo que mantém entre 10 mil e 100 mil BTC segue um padrão claro. Eles adquirem nos fundos locais, aproveitam a remontada e depois recuam. Dados da Santiment apontam que essa faixa aumentou suas reservas de 2,26 milhões para 2,27 milhões de BTC em quatro dias após a mínima do Bitcoin em 6 de fevereiro abaixo de US$ 62 mil. O mesmo grupo ampliou de 2,23 milhões para 2,26 milhões de BTC entre 23 de março e o início de abril, quando o preço alcançou o fundo em torno de US$ 67.700. Agora, voltaram a comprar, a partir de 22 de abril.
Acumulação de Bitcoin por grandes investidores: Santiment
O movimento de compra em 22 de abril teve um gatilho técnico. No gráfico de 12 horas, a Média Móvel Exponencial (EMA) de 20 períodos, que pondera mais os preços recentes, cruzou acima da EMA de 200 períodos. Esse cruzamento de alta ocorreu no exato dia em que as grandes carteiras retomaram as compras. Isso sugere uma operação oportunista de timing, e não um posicionamento de longo prazo.
Cruzamento de EMAs: TradingView
O relatório trimestral Q1 2026 da ARK Invest sobre Bitcoin adiciona contexto. Os grandes compradores ampliaram suas posições em 69%, passando de 2,13 milhões para 3,60 milhões de BTC durante a queda de 22% do início do ano, indicando o ritmo de acumulação mais acelerado desde o ciclo de 2020. Contudo, o preço já se recuperou dessas mínimas.
Atualmente, a recompra das grandes carteiras ocorre a US$ 77 mil, e não nos patamares de US$ 68.200, onde os dados de convicção da ARK foram registrados. Estes são investidores de recuperação, não de fundo.
Hodlers não aderem à valorização, reforçando que o fundo ainda não foi atingido
Se este movimento fosse o início de uma tendência sustentável, investidores intermediários estariam aumentando suas posições. Isso não acontece. O indicador Hodler Net Position Change da Glassnode, que mostra se esses investidores estão acumulando ou distribuindo BTC, atingiu 38.401 BTC em 21 de abril, quando o preço ficou em US$ 76.470. Em 24 de abril, caiu para cerca de 32.303, uma redução de 16% em três dias. Os investidores de convicção não acompanham a recuperação.
Mudança na posição líquida dos hodlers de Bitcoin: Glassnode
As carteiras de maior convicção também se mantêm fora. Isso pode estar relacionado à ausência de sinais claros de fundo no mercado, como destacou a reportagem anterior sobre análise do preço do Bitcoin neste link.
Preço do Bitcoin encontra resistência em US$ 79.528, topo do canal limita recuperação
O Bitcoin avançou até o topo do canal em US$ 79.528 no dia 22 de abril antes de recuar. Esse movimento está alinhado ao padrão das grandes carteiras. O trade de recuperação atingiu o limite superior da tendência que bloqueia todas as altas desde fevereiro e, sem suporte dos hodlers, perdeu força.
Um fechamento diário acima de US$ 79.528 mudaria o cenário e abriria caminho para o teto do canal próximo de US$ 80 mil, com provável adesão dos investidores de convicção. Por outro lado, a rejeição neste ponto expõe o nível de retração de Fibonacci de 0,236 em US$ 75.523 como primeiro teste para baixo.
Análise do preço do Bitcoin: TradingView
Uma quebra abaixo de US$ 75.523 abre espaço para US$ 73.046 e US$ 71.043. Uma queda até a retração de Fibonacci de 0,786 em US$ 66.190 liberaria o piso do canal em torno de US$ 62.559. A alta de 10% registrada em janeiro pode se desfazer rapidamente caso as grandes carteiras avaliem que a recuperação perdeu força. Por ora, US$ 79.528 separa uma confirmação de alta de mais uma movimentação liderada pelas grandes carteiras, que pode retornar aos níveis anteriores do canal.
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OpenAI lança GPT-5,5 para competir com Claude Opus 4,7 da Anthropic
A OpenAI lançou o GPT-5.5 hoje (23), sob o codinome “Spud”, apresentando o modelo como seu sistema mais avançado para trabalhos autônomos e de múltiplas etapas.
O lançamento ocorreu uma semana após a Anthropic apresentar o Claude Opus 4.7, estabelecendo uma comparação direta entre os dois modelos de fronteira.
GPT-5.5 foca em trabalho autônomo e programação
O GPT-5.5 foi desenvolvido para planejar, executar, verificar e iterar entre ferramentas sem supervisão humana constante. A OpenAI define o modelo como “uma nova classe de inteligência para trabalho real e para impulsionar agentes”.
Introducing GPT-5.5
A new class of intelligence for real work and powering agents, built to understand complex goals, use tools, check its work, and carry more tasks through to completion. It marks a new way of getting computer work done.
Now available in ChatGPT and Codex. pic.twitter.com/rPLTk99ZH5
— OpenAI (@OpenAI) April 23, 2026
“… Acreditamos em implantação iterativa; embora o GPT-5.5 já seja um modelo avançado, esperamos melhorias rápidas. Essa distribuição gradual é parte central da nossa estratégia de segurança; estamos convencidos de que, dessa forma, o mundo estará melhor preparado para lidar coletivamente com a resiliência frente à Inteligência artificial”, escreveu Sam Altman, CEO da OpenAI, em publicação no X.
O modelo já está disponível para usuários do ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise. Também há uma versão Pro ainda mais potente. O preço da API parte de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, considerando uma janela de contexto de um milhão de tokens.
Benchmarks da OpenAI indicam que o GPT-5.5 supera o Claude Opus 4.7 em diversas tarefas autônomas. O modelo atingiu 82,7% no Terminal-Bench 2.0, ante 69,4% do Opus 4.7.
Nos testes FrontierMath Tiers 1 a 3, o GPT-5.5 alcançou 51,7% ante 43,8%. Avaliações independentes iniciais apontam tendência semelhante nos testes de programação e tarefas de conhecimento.
Onde o Claude Opus 4.7 ainda se destaca?
O modelo da Anthropic mantém vantagens em produção acadêmica, raciocínio jurídico e financeiro, além de maior precisão no seguimento de instruções, segundo avaliações independentes.
O Opus 4.7 também oferece visão computacional com resolução superior de até 3,75 megapixels, mais que o triplo do modelo anterior.
Em tarefas de uso de computadores, a diferença diminuiu. O GPT-5.5 registrou 78,7% no OSWorld-Verified, enquanto o Opus 4.7 atingiu 78,0%.
Em benchmarks de navegação, os modelos alternam liderança, com o GPT-5.5 Pro alcançando 90,1% ante 79,3% do Opus 4.7.
Corrida por IA acelera em 2026
Lançamentos em sequência refletem uma tendência mais ampla. A OpenAI apresentou vários modelos GPT-5.x este ano, enquanto a Anthropic aprimorou o Claude por meio de atualizações sucessivas.
O Gemini 3.1 Pro do Google também disputa o mesmo mercado corporativo.
Para desenvolvedores diante da escolha entre os dois, a decisão pode depender do caso de uso. O GPT-5.5 demonstra maior capacidade em automação autônoma e programação de longo prazo.
O Claude Opus 4.7 pode ser mais eficiente em fluxos analíticos que demandam precisão. Se benchmarks independentes vão confirmar os dados publicados pela OpenAI ficará mais claro nos próximos dias.
O artigo OpenAI lança GPT-5,5 para competir com Claude Opus 4,7 da Anthropic foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ações de petróleo sobem mesmo com redução do prêmio de guerra
As ações de petróleo mantiveram suas valorizações mesmo com o prêmio de guerra do Irã perdendo força no preço do barril. Esse movimento sugere que fatores mais profundos do que apenas manchetes sustentam esses papéis.
O posicionamento em opções do United States Brent Oil Fund (BNO) ficou mais otimista desde a extensão do cessar-fogo em 22 de abril. Três motivos explicam o que de fato os investidores estão considerando.
Por que operadores de opções apostam no petróleo mesmo com o prêmio de guerra em queda
O sinal de otimismo nas ações de petróleo aparece de forma mais clara no posicionamento das opções do United States Brent Oil Fund (BNO), um ETF que acompanha os contratos futuros do Brent.
Em 25 de março, com o Brent acima de US$ 105 no auge do conflito com o Irã, a relação put-call em aberto no BNO estava em 0,24, ou seja, havia aproximadamente quatro calls abertos para cada put. É um comportamento típico de prêmio de guerra e esperado para o contexto.
Visão do Put-Call do BNO em 25 de março: Barchart
Com a extensão do cessar-fogo anunciada em 22 de abril, grande parte do risco de guerra já havia sido retirada dos preços. Caso o interesse dos investidores estivesse restrito ao choque no Estreito de Hormuz, a relação deveria subir, à medida que essas apostas seriam encerradas.
Contudo, o caminho foi o oposto. O índice de contratos em aberto caiu para 0,17, ou seja, quase seis calls abertos para cada put. Nos volumes diários, a proporção caiu ainda mais, para 0,05.
Visão do Put-Call do BNO em 22 de abril: Barchart
Um posicionamento otimista mais intenso após o alívio do risco de guerra não é o comportamento típico de hedge. Esses operadores estão renovando suas apostas e pagando mais por isso, já que os preços das opções operam nos 12% mais altos dos registros históricos.
Esse grau de convicção, mesmo com o principal fator de curto prazo perdendo força, mostra que a aposta está em algo que vai além das manchetes. Três razões explicam a resiliência do fluxo nas opções, cada uma ligada a uma ação de petróleo diferente.
Fluxo de capital institucional em ExxonMobil
O sinal observado no BNO também aparece de forma clara em ExxonMobil (XOM).
Com o prêmio de guerra começando a perder força em 17 de abril, logo após o primeiro anúncio de cessar-fogo, as ações da XOM recuaram do topo alcançado no início de abril até a média móvel exponencial de 100 dias, indicador que reflete a média do preço no período. Essa média sustentou os papéis, que voltaram a subir, ultrapassando os US$ 149 em 23 de abril.
O volume de compras permaneceu estável durante o recuo e a recuperação, sem grandes movimentos de vendas ou picos especulativos. Esse padrão indica acúmulo consistente.
O indicador Chaikin Money Flow (CMF), que avalia se o dinheiro institucional está migrando para dentro ou fora do papel, confirma esse cenário.
De 8 a 20 de abril, as ações da XOM recuaram enquanto o CMF avançou, sinal clássico de que fundos e grandes compradores aproveitaram a fraqueza para entrar.
Análise de EMA e CMF de ExxonMobil: TradingView
Wall Street acompanha o mesmo movimento. Em 10 de abril, exatamente quando a desescalada do Irã ganhava corpo e o prêmio para o risco do Estreito de Hormuz já era reduzido, o analista Jason Gabelman, do TD Cowen, reafirmou recomendação de compra para XOM, cortando marginalmente o preço-alvo, de US$ 175 para US$ 172.
O motivo é objetivo. Em 2025, a ExxonMobil devolveu US$ 37,2 bilhões a seus acionistas, sendo US$ 17,2 bilhões em dividendos, além de US$ 20 bilhões em recompra de ações.
A administração já anunciou intenção de recomprar mais US$ 20 bilhões neste ano. Quando uma empresa devolve capital nessa magnitude, suas ações tendem a encontrar suporte, mesmo com a oscilação nos preços do petróleo.
Uma recuperação firme dos US$ 150 e superação dos US$ 155, primeiro nível de Fibonacci observado por analistas, pode abrir caminho até US$ 163.
Análise de preço de ExxonMobil: TradingView
Porém, uma queda abaixo de US$ 141 romperia a média móvel exponencial (EMA) de 100 dias e ampliaria a exposição aos suportes em US$ 131 e US$ 114.
A ação da Valero está configurada como em 3 de fevereiro
A mesma redução do prêmio de guerra também impactou a Valero Energy (VLO), empresa norte-americana cujo único negócio consiste em refinar petróleo bruto para produzir gasolina, diesel e combustível de aviação.
A VLO recuou após o pico registrado no início de abril, mas rapidamente voltou a superar a EMA de 50 dias e, agora, tenta romper a EMA de 20 dias em US$ 235.
O volume de compras permaneceu baixo nesta recuperação. Para confirmar uma nova perna de alta, a VLO precisa romper de forma clara a EMA de 20 dias, com forte volume. Na última vez que isso ocorreu, em 3 de fevereiro, a ação valorizou 41,65%. A tendência de alta permanece desde meados de dezembro, já que o papel segue acima das EMAs de 50, 100 e 200 dias.
O argumento fundamental não depende de alta no preço do petróleo. As refinarias geram receita a partir da diferença entre o custo do petróleo bruto e o valor pelo qual vendem gasolina, diesel e combustível de aviação. Essa diferença é conhecida como crack spread.
No momento, esses spreads estão em níveis recordes.
US gasoline crack spreads (i.e., refining margins) are getting abnormally high. pic.twitter.com/1oOH1pXhOf
— Rory Johnston (@Rory_Johnston) April 22, 2026
Segundo o Relatório de Mercado de Petróleo de abril de 2026 da Agência Internacional de Energia, as refinarias globais processarão um milhão de barris a menos por dia em 2026, o que mantém o mercado de combustíveis restrito mesmo com a estabilização dos preços do petróleo.
O Goldman Sachs reforçou essa leitura em 20 de abril, antes da divulgação dos resultados do primeiro trimestre, indicando a Valero como uma das três ações de energia para receber dividendos, destacando margens de refino robustas e o plano de devolver cerca de US$ 5 bilhões aos acionistas em 2026.
Um rompimento claro acima de US$ 237 com grande volume pode abrir caminho para US$ 252 e US$ 263, níveis de Fibonacci acompanhados por investidores.
Análise de preço da Valero Energy: TradingView
No entanto, um movimento abaixo de US$ 214 invalida a configuração, levando a EMA de 100 dias para US$ 208.
ConocoPhillips pode superar US$ 126 antes dos resultados
A terceira análise envolve a ConocoPhillips (COP), companhia de petróleo e gás focada exclusivamente na extração de petróleo bruto, com a maior parte de seus poços na Bacia do Permiano, no Texas, além de expressiva atuação internacional.
A COP recuou para US$ 112 durante o período de redução do prêmio de guerra, depois subiu para acima de US$ 121, primeiro nível relevante. Em 23 de abril, a ação era negociada a US$ 122, alta de 1,95%.
O indicador Chaikin Money Flow marcou 0,09 e voltou ao patamar positivo, sugerindo que investidores institucionais estão ampliando posições, não vendendo.
Análise de preço da ConocoPhillips: TradingView
O índice put-call da COP aponta a mesma direção. Em 6 de abril, a proporção de puts em relação às calls nos contratos em aberto era de 0,75 e a atividade diária, de 0,76.
Em 22 de abril, a atividade diária caiu para 0,36, enquanto os contratos em aberto ficaram em 0,72. Menos investidores estão apostando contra a ação, movimento semelhante ao do BNO.
Relação put-call da COP: Barchart
O argumento fundamental é direto. Empresas de petróleo no mundo todo estão reduzindo gastos em exploração e perfuração de novos poços. Menos perfuração hoje implica oferta mais restrita no futuro.
A ConocoPhillips já opera com baixo custo, mantendo geração de caixa mesmo com o petróleo próximo de US$ 70, enquanto o restante do setor precisa diminuir a atividade.
A empresa divulga os resultados do primeiro trimestre de 2026 em 30 de abril, antes da abertura do mercado. A Zacks Investment Research atribuiu a ação à sua classificação máxima, Rank #1 Strong Buy, e o modelo de surpresa aponta para um resultado positivo de cerca de 16%, sugerindo que a companhia deve superar as estimativas dos analistas. A Zacks também projeta crescimento de 17,5% no lucro em 2026.
Uma alta consolidada acima de US$ 126, próximo nível relevante de Fibonacci, pode abrir caminho para US$ 135 ou mais. Porém, uma desvalorização abaixo de US$ 112 invalida a configuração e expõe a ação a suportes mais baixos.
O artigo Ações de petróleo sobem mesmo com redução do prêmio de guerra foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Brasil é o 5º maior mercado de cripto do varejo no mundo, aponta TRM Labs
O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 como o quinto maior mercado global de criptomoedas no varejo, com US$ 40,4 bilhões em volume transacionado. Os dados são do Q1 2026 Global Crypto Adoption Index, relatório publicado pela TRM Labs nesta quinta-feira (23).
O país aparece atrás apenas de Estados Unidos, Coreia do Sul, Rússia e Índia no ranking que cobre mais de 200 jurisdições. O Brasil ultrapassou a Turquia e o Reino Unido, que haviam ficado à frente no levantamento anterior.
Apesar da boa colocação, o volume brasileiro recuou 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando o país movimentou US$ 45,7 bilhões no varejo cripto. A queda acompanha a contração global do setor.
Queda no varejo cripto brasileiro acompanha tendência global
O mercado global de criptoativos no varejo movimentou US$ 979 bilhões no primeiro trimestre, baixa de 11% na comparação anual. Esse é o segundo trimestre consecutivo de retração, a sequência mais longa desde o mercado de baixa de 2022.
Para a TRM Labs, a queda tem causas majoritariamente macroeconômicas. O trimestre foi marcado por um cenário global de aversão a risco, influenciado pela incerteza sobre a política tarifária dos Estados Unidos, pelo dólar forte e por juros reais elevados.
O Bitcoin caiu 22% no trimestre e encerrou o período próximo de US$ 68 mil. O comportamento do ativo reforça a correlação entre o varejo cripto e as condições macroeconômicas globais.
Top 5 do ranking concentra atividade do varejo cripto
Os Estados Unidos mantiveram a liderança com US$ 213,3 bilhões em volume, quase três vezes o valor do segundo colocado. A Coreia do Sul ficou em segundo, com US$ 66,6 bilhões, seguida pela Rússia (US$ 47,5 bilhões) e Índia (US$ 46,2 bilhões).
O Brasil aparece logo depois, com seus US$ 40,4 bilhões. A Turquia, que ocupava a sétima posição no ranking anterior, subiu para o sexto lugar com US$ 34,9 bilhões, após crescimento de 7% ano contra ano. Foi o único grande mercado em expansão no período.
Reino Unido (US$ 34,6 bilhões), Vietnã (US$ 31,6 bilhões), Ucrânia (US$ 29 bilhões) e Alemanha (US$ 25,3 bilhões) completam o top 10.
Mercados desenvolvidos sentem mais a contração
O relatório destaca uma divergência entre economias desenvolvidas e emergentes. Mercados com moeda estável e capital doméstico competitivo registraram as maiores quedas. Os Estados Unidos caíram 11%, a Coreia do Sul recuou 28%, o Reino Unido cedeu 17% e a Alemanha caiu 25%.
Já as economias emergentes mostraram mais resiliência. A Índia teve queda de apenas 6%, enquanto Turquia, América Latina e sul asiático mantiveram volumes firmes quando ajustados pelo poder de compra.
Segundo a TRM Labs, essa diferença reflete perfis distintos de demanda. Em países com política monetária restrita ou controles de capital, o cripto funciona como reserva de valor e “dólar paralelo”. É um uso por necessidade, e não especulativo, portanto menos sensível ao ciclo global de liquidez.
Venezuela mostra força das stablecoins na América Latina
A Venezuela ocupou o 17º lugar no ranking global, com US$ 17,9 bilhões em volume atribuído ao varejo. O país subiu cinco posições em relação ao primeiro trimestre de 2025.
As stablecoins, criptomoedas atreladas a moedas fiduciárias como o dólar, dominam a atividade cripto venezuelana. O livro de ordens P2P da Binance mostra 2.565 anúncios ativos em bolívares (VES) em abril de 2026, sendo 90,2% denominados em USDT. O modelo P2P (peer to peer) conecta diretamente comprador e vendedor, sem intermediário institucional.
Três fatores estruturais sustentam esse padrão: a desvalorização persistente do bolívar, controles de capital que limitam o acesso a moeda estrangeira e a existência consolidada de mercados paralelos informais.
Stablecoins em euro crescem 12 vezes sob regulação do MiCA
O relatório também aponta a expansão acelerada das stablecoins denominadas em euro. O volume mensal saltou de US$ 69 milhões em janeiro de 2025 para US$ 777 milhões em março de 2026, crescimento de 12 vezes em 15 meses.
As stablecoins em dólar ainda dominam o mercado, com US$ 274 bilhões processados em março de 2026 por prestadores de serviços de ativos virtuais (VASPs) voltados ao varejo. Mesmo assim, as versões em euro vêm ganhando tração.
A TRM Labs atribui o crescimento à clareza regulatória proporcionada pelo MiCA (Markets in Crypto-Assets), marco regulatório europeu para criptoativos. O movimento também reflete demanda por trilhos de liquidação em moedas não dolarizadas, diante da incerteza sobre a política comercial dos Estados Unidos.
Irã sofre com sanções e queda de 59% no volume
O Irã registrou queda de 59% no volume cripto atribuído desde o primeiro trimestre de 2024. O fluxo mensal para corretoras iranianas caiu do pico de US$ 2,1 bilhões no último trimestre de 2024 para US$ 510 milhões no início de 2026.
A contração reflete o aperto das sanções norte-americanas. Em janeiro, o Tesouro dos Estados Unidos sancionou pela primeira vez duas corretoras de criptoativos, Zedcex e Zedxion, por operações ligadas à Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC).
Metodologia do índice de adoção cripto
A TRM Labs calcula o volume atribuído a cada país aplicando os dados mensais de tráfego web da SimilarWeb sobre as transações on-chain dos VASPs. O levantamento aplica filtro de varejo, excluindo fluxos institucionais, serviços de custódia, mineração e OTCs.
Essa filtragem removeu cerca de US$ 267 bilhões em volume do total do trimestre. A análise cobre aproximadamente 432 entidades VASP com dados de tráfego disponíveis.
O artigo Brasil é o 5º maior mercado de cripto do varejo no mundo, aponta TRM Labs foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Ataque na cadeia de fornecimento do Bitwarden CLI expõe chaves de wallets de cripto a risco
Atacantes sequestraram a versão CLI do gerenciador de senhas Bitwarden, edição 2026.4.0, por meio de uma GitHub Action comprometida, publicando um pacote npm malicioso que rouba dados de carteiras cripto e credenciais de desenvolvedores.
A empresa de segurança Socket identificou a violação em 23 de abril e a vinculou à campanha de cadeia de suprimentos TeamPCP, em andamento. A versão nociva no npm já foi removida.
Malware mira carteiras cripto e segredos de CI/CD
O código malicioso, inserido em um arquivo chamado bw1.js, executava-se durante a instalação do pacote e buscava arquivos de carteiras de criptomoedas, chaves privadas, frases-semente e dados de extensões de navegador ligados a soluções como a MetaMask. Além disso, coletava tokens do GitHub e npm, chaves SSH, variáveis de ambiente e credenciais de nuvem.
De acordo com a JFrog, as informações obtidas eram transferidas para domínios sob controle dos invasores e também enviadas a repositórios do GitHub como mecanismo de persistência, dificultando a remoção da ameaça.
Diversas equipes do setor cripto utilizam a CLI do Bitwarden em pipelines automatizados de CI/CD para injeção de segredos e implementações. Processos que usaram a versão afetada podem ter exposto chaves de carteiras de alto valor e credenciais de API de exchange.
O pesquisador de segurança Adnan Khan afirmou que este foi o primeiro comprometimento conhecido de um pacote usando o mecanismo seguro de publicação do npm, projetado para eliminar tokens de longa duração.
O que usuários afetados devem fazer
A Socket recomenda que quem instalou o @bitwarden/cli versão 2026.4.0 altere imediatamente todos os segredos expostos. Usuários devem retornar para a edição 2026.3.0 ou migrar para os binários oficiais assinados disponíveis no site da Bitwarden.
O grupo TeamPCP já realizou ataques semelhantes contra Trivy, Checkmarx e LiteLLM desde março de 2026, focando em ferramentas de desenvolvimento cruciais em pipelines de produção. O cofre principal da Bitwarden segue intacto. Apenas o processo de build da CLI foi comprometido.
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Tesla mantém 11.509 BTC intactos enquanto injeta US$ 2 bilhões na SpaceX
A Tesla manteve inalterada sua posição de 11.509 Bitcoins (BTC) durante o primeiro trimestre de 2026, mesmo enquanto a fabricante de veículos elétricos direcionava US$ 2 bilhões em novo capital para a SpaceX.
A empresa permaneceu sem mudanças em um trimestre no qual a queda do Bitcoin de cerca de US$ 90 mil para US$ 68 mil reduziu o valor contábil da posição da Tesla em 22%, caindo para cerca de US$ 786 milhões e levando a uma perda de valor justo de US$ 173 milhões.
Tesla mantém Bitcoin
A Tesla liderada por Elon Musk não altera sua posição em Bitcoin há mais de três anos, estendendo a postura de HODL adotada desde que vendeu três quartos dos 43.200 BTC originais em meados de 2022. Segundo o relatório do primeiro trimestre, a Tesla não comprou nem vendeu BTC no período, repetindo o comportamento do ano anterior.
A movimentação mais expressiva aconteceu no investimento de US$ 2 bilhões na SpaceX. O aporte, autorizado por documentos regulatórios em março após a SpaceX incorporar a xAI, transformou a participação de US$ 2 bilhões da Tesla na xAI em uma fatia inferior a 1% na empresa privada do setor aeroespacial.
Esse movimento compensou o fluxo de caixa livre do primeiro trimestre de US$ 1,4 bilhão e foi acompanhado de US$ 1,2 bilhão em novas dívidas, indicando que as prioridades da Tesla no balanço concentram-se em computação para IA e fornecimento de chips, deixando a acumulação de ativos digitais em segundo plano. O aporte também aprofunda a ligação financeira entre Tesla e SpaceX, enquanto a própria atividade de Bitcoin no caixa da SpaceX tem chamado a atenção do mercado nos últimos meses.
Q1 2026 Shareholder Updatehttps://t.co/Rgk87nXOby
We continued to make meaningful progress on the build out of the infrastructure & AI software that underpins our Robotaxi & future robotics businesses in Q1.
That meant commencing the ramp of new factories across AI compute,… pic.twitter.com/DamNDUmXG3
— Tesla (@Tesla) April 22, 2026
Resultados superam projeções, mas aumentam gastos com IA e Robotáxi
A Tesla divulgou lucro por ação (EPS) de US$ 0,41 ante consenso de US$ 0,36, e receita de US$ 22,38 bilhões. A margem bruta automotiva, excluindo créditos, chegou a 19,2%. Os resultados superaram expectativas e elevaram as ações entre 4% e 5% no pós-mercado. Liberações em provisão de garantia, reembolsos tarifários e adiamentos de pagamentos a fornecedores contribuíram para esse desempenho.
Durante a teleconferência, a gestão destacou o foco em IA. O cluster de treinamento Cortex 2, na Giga Texas, já opera com cerca de 230 mil GPUs equivalentes à H100. O Dojo 3 passou a ser alocado para computação de IA baseada no espaço após uma paralisação anterior. A Tesla confirmou que o chip AI5 foi finalizado em 15 de abril. Reforçou ainda que a joint venture Terafab, com SpaceX, xAI e Intel, garantirá o fornecimento de silício a longo prazo. Esses chips serão utilizados na Cybercab, Optimus e Full Self-Driving. A produção da Cybercab continua prevista para o segundo trimestre de 2026.
Full Self-Driving (FSD) supera 1,28 milhão de assinantes
As assinaturas do FSD atingiram o recorde de 1,28 milhão no trimestre, com testes de autonomia sem supervisão em expansão para mais cidades nos Estados Unidos. Em outro momento, Musk reconheceu que veículos com Hardware 3 não possuem capacidade computacional para recursos autônomos futuros, o que provocou críticas de investidores antigos, apesar do bom desempenho financeiro. A diferença na alocação de capital em relação a concorrentes como Strategy e Metaplanet, que seguem adquirindo Bitcoin de forma expressiva, faz a postura conservadora da Tesla parecer cada vez mais discreta entre companhias de capital aberto.
Investidores ainda avaliam nos próximos dias como ponderar a decisão de priorizar gastos em IA diante da estabilidade em BTC. Também resta saber se outras empresas interpretarão o silêncio da Tesla como um sinal velado no mercado.
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Co-fundador da MetaMask deixa a ConsenSys após 10 anos
Dan Finlay, cofundador e desenvolvedor veterano da MetaMask, anunciou sua saída da ConsenSys, encerrando um ciclo de dez anos dedicado ao desenvolvimento da wallet.
A decisão coincide com o lançamento do Advanced Permissions, recurso considerado essencial que promete transformar a experiência de pagamentos no Ethereum.
Quem é Dan Finlay e por que sua saída da ConsenSys é relevante?
Dan Finlay é cofundador da MetaMask, a wallet baseada em Ethereum criada ao lado de Aaron Davis em 2016 sob o guarda-chuva da ConsenSys. Sua saída representa o encerramento simbólico de uma década de desenvolvimento contínuo.
Em uma publicação no X, Finlay atribuiu sua decisão ao cansaço acumulado após dez anos à frente do projeto e afirmou que irá dedicar mais tempo à família. “Desejo o melhor à equipe, eles têm uma jornada incrível pela frente”, escreveu o desenvolvedor.
Today is my last day at Consensys, where I've been building MetaMask for over ten years. I'm burned out and need to spend time with my family. Wishing the team the best — they have an amazing road ahead of them.
— Dan FinIay (@danfinlay) April 22, 2026
A MetaMask rapidamente se consolidou como a principal porta de entrada para o ecossistema do Ethereum, disponível tanto em navegadores de desktop quanto em dispositivos móveis.
Com o tempo, ampliou o suporte para redes não compatíveis com EVM, como Bitcoin e TRON, passou a integrar mercados de previsão e ações tokenizadas. A empresa também lançou um cartão de pagamentos em parceria com a Mastercard, que oferece cashback em sua stablecoin nativa, mUSD.
“… Obrigado por tudo! É difícil mensurar o quanto a MM impactou o crescimento de todo o setor. Não imagino o peso de mais de dez anos dedicados ao projeto. Fico feliz que agora vai cuidar de si”, comentou Tim Beiko, desenvolvedor do Ethereum, após o anúncio de Finlay.
Em mensagem posterior, Finlay destacou o lançamento do Advanced Permissions (ERC-7715), funcionalidade que permite que aplicativos descentralizados solicitem permissões detalhadas para executar transações automáticas.
O padrão elimina a necessidade de aprovar cada operação manualmente. Um usuário pode autorizar uma dApp a gastar 10 USDC por dia para comprar ETH durante um mês inteiro, sem a necessidade de intervir em cada transação.
“… O Smart Accounts Kit oferece suporte ao Advanced Permissions (ERC-7715), permitindo solicitar permissões detalhadas ao usuário da MetaMask para execução de transações em seu nome. Por exemplo, um usuário pode conceder permissão para sua dApp gastar 10 USDC por dia na compra de ETH durante um mês. Uma vez concedida a permissão, sua dApp pode usar diariamente esses 10 USDC para comprar ETH diretamente da conta MetaMask do usuário”, diz a documentação oficial.
Interface de solicitação para transferência recorrente de token ERC-20 via Advanced Permissions. Fonte: MetaMask
Roman Storm, cofundador da Tornado Cash, classificou o recurso como “extremamente importante” e destacou que o mercado de cripto finalmente será capaz de oferecer pagamentos recorrentes, funcionalidade até então exclusiva de empresas como Visa e Mastercard.
Em resumo
Dan Finlay deixa a ConsenSys após dez anos desenvolvendo a MetaMask, alegando exaustão pessoal e necessidade de passar mais tempo com a família.
A MetaMask foi criada em 2016 como uma wallet de Ethereum e hoje oferece suporte a várias redes blockchain, mercados de previsão e ações tokenizadas.
Advanced Permissions (ERC-7715) permite que aplicações executem transações automáticas sem solicitar aprovações manuais constantes dos usuários.
O recurso viabiliza pagamentos recorrentes em criptoativos, aproximando a experiência de modelos tradicionais globais, como Visa ou Mastercard.
Roman Storm, cofundador da Tornado Cash, elogiou publicamente o lançamento como um avanço significativo para a adoção em massa da cripto.
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Alerta sobre o preço do Ethereum é emitido novamente após queda de 9%
O preço do Ethereum (ETH) apresenta o mesmo alerta de queda que precedeu uma correção de quase 9% na semana passada, com o sinal reaparecendo em 22 de abril.
No entanto, o posicionamento subjacente mudou. Acúmulo por grandes investidores e a reversão na taxa de financiamento indicam que o movimento agora pode ser diferente do ocorrido em 17 de abril, mesmo que a divergência principal continue presente.
Divergência no RSI reaparece enquanto grandes investidores mudam de postura
O preço do Ethereum (ETH) sinaliza uma divergência de baixa regular pela segunda vez em cinco semanas. O Índice de Força Relativa (RSI), indicador de momento, atingiu 66,54 em 16 de março. Quando o preço registrou máxima superior em 22 de abril, o RSI não acompanhou, deixando uma máxima mais baixa no oscilador. Essa leitura aponta para enfraquecimento do momento de alta.
O mesmo padrão ocorreu entre 16 de março e 17 de abril. Naquele período, houve uma correção de 8,88% antes do ETH encontrar suporte em US$ 2.252.
Divergência de preço do Ethereum: TradingView
Agora, o comportamento dos grandes investidores é diferente. Os dados indicam que baleias do Ethereum voltaram a aumentar a oferta, cujas reservas subiram de 123,75 milhões em 19 de abril para 123,91 milhões em 22 de abril.
Na direção oposta, durante os dias 16 a 19 de abril, esse grupo reduziu reservas enquanto o preço caía. Essa reversão sugere um cenário distinto, embora a divergência ainda seja relevante. Investidores devem monitorar movimentações dessas carteiras, pois há tendência de redução repentina das reservas.
Oferta de grandes investidores do Ethereum: Santiment
A confirmação dessa mudança depende da taxa de financiamento e do interesse em aberto, fatores que determinarão se a divergência provocará novo recuo acentuado.
Taxa de financiamento invertida contrasta com cenário da semana passada
O mercado de derivativos apresenta um posicionamento distinto em relação a meados de abril. O interesse em aberto do ETH está próximo de US$ 12,3 bilhões, valor semelhante ao observado quando a divergência de 17 de abril ocorreu. Porém, a taxa de financiamento do Ethereum mudou.
Em 17 de abril, a taxa estava em -0,003%, indicando um mercado inclinado para vendas. Esse viés configurou dinâmica de pressão altista: após o preço se recuperar da mínima de 19 de abril, os investidores vendidos precisaram recomprar, impulsionando a alta. Agora, a taxa de financiamento é levemente positiva, o que indica inclinação compradora dos traders.
Interesse em aberto e taxa de financiamento do Ethereum: Santiment
Essa mudança é relevante. O posicionamento levemente comprador, diante de divergência de baixa, cria cenário oposto ao da última semana. Caso ocorra nova correção, liquidações de posições compradas podem ampliar a queda, em vez de pressionar vendidos a recomprar. Apesar disso, as taxas de financiamento ainda estão distantes de níveis extremos que provocariam liquidações forçadas de imediato.
Com fluxo das baleias favorecendo alta, mas com posições de mercado inclinadas para a compra, o gráfico de preço do Ethereum torna-se decisivo.
Principais níveis de preço do Ethereum definem o próximo movimento
O gráfico de preço do ETH apresenta zonas de decisão. Para invalidar o cenário de baixa, o ETH precisa fechar acima de US$ 2.377, nível de Fibonacci 0,236 que atualmente limita a recuperação.
O cenário de queda depende da manutenção da postura das baleias. Caso o ETH não supere os US$ 2.377 e as reservas dessas carteiras diminuam, o patamar de US$ 2.252 volta ao foco. Esse nível corresponde a uma área de preço de custo concentrada do ETH.
Dados da Glassnode mostram 716.028 ETH mantidos entre US$ 2.231 e US$ 2.250 como preço de custo. Os investidores desse grupo não venderam durante a correção de 17 a 19 de abril. Por isso, US$ 2.252 serviu como suporte naquela ocasião.
Cluster de preço de custo do ETH US$ 2.252: Glassnode
Se US$ 2.252 for perdido, a próxima faixa de demanda relevante está entre US$ 2.067 e US$ 2.085. Nesse intervalo, há 1.417.672 ETH ancorados por preço de custo, quase o dobro do volume registrado em US$ 2.252.
Cluster de Base de Custo do ETH US$ 2.085: Glassnode
Uma queda abaixo desse patamar expõe níveis mais baixos no gráfico de preço do Ethereum, algo em torno de US$ 1.935.
Um detalhe é relevante. A divergência segue ativa, entretanto, o fluxo dos grandes investidores mudou desde 17 de abril. A correção pode não acontecer com tanta intensidade desta vez. Contudo, uma distribuição contínua por parte das baleias eliminaria a principal diferença entre a configuração observada na semana passada e a atual.
Um fechamento diário acima de US$ 2.455, que corresponde ao nível 0,382 de Fibonacci, abre caminho para US$ 2.517. Metas estendidas estão em US$ 2.580, US$ 2.783 e US$ 3.112.
Análise de Preço do Ethereum: TradingView
Porém, caso os US$ 2.252 sejam rompidos, o gráfico apresenta um nível importante em US$ 2.082, que coincide com a maior zona de demanda acima de US$ 2 mil. Portanto, o patamar de US$ 2.252 separa uma correção moderada de uma queda mais acentuada para a zona de custo de 1,4 milhão de ETH.
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Ripple anuncia evento histórico em Las Vegas com união de Swell e Apex para o XRP
A Ripple confirmou que sua principal conferência Swell 2026 voltará a Nova York de 27 a 29 de outubro. Pela primeira vez, a empresa integrará o XRPL Apex, seu evento para desenvolvedores, ao mesmo programa.
A divulgação da Swell 2026 foi rapidamente seguida por uma mensagem enigmática da Ripple, ampliando a atenção sobre o evento XRP Las Vegas.
Next Monday. Las Vegas. 🎰 $XRP
— Ripple (@Ripple) April 22, 2026
Um palco para finanças e desenvolvedores
Desde seu lançamento em 2017, a Swell reuniu bancos, empresas de pagamentos, reguladores e parceiros do setor. Já o XRPL Apex tem funcionado como o evento oficial de desenvolvedores, com debates sobre contratos inteligentes, tokenização e os rumos do XRP Ledger.
A Ripple afirmou que unir os dois eventos reúne todos os segmentos de seu ecossistema em um só local, evitando a divisão do público ao longo do calendário.
As inscrições para palestrantes foram abertas em 14 de abril de 2026. Segundo o site oficial, a companhia retorna a Nova York pelo segundo ano consecutivo.
O evento ocorre enquanto o XRP negocia próximo a US$ 1,42, com valor de mercado aproximado de US$ 87 bilhões, conforme dados do CoinGecko. Isso coloca o ativo como o quarto mais valioso do mundo atualmente. O crescimento tem sido impulsionado pelos programas de financiamento do XRPL da Ripple e pelo interesse crescente em ativos do mundo real tokenizados.
Registration is NOW OPEN for Swell 2026: https://t.co/wqj8bT3dEd
The biggest Swell yet is coming to New York City — October 27–29, 2026.
This year, Swell + Apex are combining into one unified event. Builders, financial leaders, developers, and the $XRP community all under one…
— Ripple (@Ripple) April 22, 2026
A estratégia ampliada da Ripple
Centralizar ambas as conferências sinaliza a intenção da Ripple de apresentar o XRP como infraestrutura financeira, não apenas como ativo focado no varejo. A edição anterior, Swell 2025, contou com executivos da BlackRock e Nasdaq e teve forte ênfase em mercados tokenizados.
A integração do Apex permite à Ripple destacar a atividade dos desenvolvedores junto à sua proposta institucional, incluindo a implementação do sidechain EVM, adoção de contratos inteligentes e as primeiras discussões sobre staking no XRPL.
Essa abrangência pode ajudar investidores a avaliar se os casos de uso do XRP acompanham a narrativa de preço.
Nem todos os integrantes da comunidade veem a união dos eventos como suficiente para todos os públicos. Alguns investidores de XRP no X aprovaram o formato unificado, enquanto outros argumentam que as sessões para desenvolvedores podem ser reduzidas diante da programação corporativa.
A programação completa da Ripple nas próximas semanas mostrará se a aposta terá sucesso. A escolha por Nova York também mantém a cidade no centro do posicionamento financeiro da companhia pelo segundo ano seguido.
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Circle propõe revisão das taxas da Aave para solucionar crise de liquidez da USDC
O economista-chefe da Circle, Gordon Liao, propôs uma grande recalibração do modelo de juros da USD Coin (USDC) da Aave. A iniciativa visa restaurar a liquidez da USDC na Aave sobre a Ethereum após dias de utilização total do ativo.
O CEO da Circle, Jeremy Allaire, apoiou a proposta de governança na X, destacando as mudanças de parâmetros recomendadas por Liao.
Por que a liquidez da USDC na Aave secou?
A USDC no Aave v3 Ethereum Core ficou em 99,87% de utilização durante quatro dias seguidos. A liquidez disponível está abaixo de US$ 3 milhões, enquanto o supply total recuou cerca de US$ 60 milhões em 24 horas.
O congelamento tem origem no exploit do KelpDAO rsETH em 18 de abril, que provocou cerca de US$ 300 milhões em novos empréstimos.
Fornecedores presos começaram a tomar empréstimos de stablecoins usando seus próprios depósitos para sair por meio de exchanges descentralizadas.
Segundo a análise de Liao, esses tomadores são estruturalmente insensíveis à variação das taxas.
A proposal on AAVE USDC market and liquidity parameters from Circle's Chief Economist @gordonliao https://t.co/7wX3TWIHop
— Jeremy Allaire – jerallaire.arc (@jerallaire) April 22, 2026
Com taxa de 14%, uma semana de custo equivale a apenas 27 pontos-base. Isso torna o teto atual insuficiente para frear a tomada de crédito ou atrair novo capital.
Uma solução em dois passos para as taxas
Liao apresentou uma abordagem em duas etapas. O primeiro passo envolve uma ação imediata do Risk Steward para elevar o Slope 2 a 40% e reduzir a utilização ideal a 87%. Depois, em cinco a sete dias, uma votação completa de governança definiria os parâmetros nos alvos finais.
Com o Slope 2 proposto em 50%, a taxa máxima para fornecedores atingiria próximos de 48%. Liao explicou que esse patamar deve atrair capital de alocadores em diferentes plataformas em poucas horas, devolvendo a utilização para abaixo do ponto de inflexão.
Aave busca solução para o impasse
Enquanto isso, o fundador da Aave, Stani Kulechov, afirmou que a equipe atua continuamente em múltiplas alternativas para resolver o caso. Ele salientou que o Conselho de Segurança da Arbitrum recuperou US$ 70 milhões em ETH, o que pode reduzir expressivamente a exposição.
“Cada decisão que tomamos visa o retorno ordenado às condições normais de mercado e o melhor resultado possível para todos os envolvidos”, escreveu Kulechov em uma publicação.
A proposta aguarda agora a avaliação da LlamaRisk, prestadora remanescente de serviços de risco da Aave após a saída da Chaos Labs neste mês.
A implementação dos parâmetros provisórios depende de uma ação multisig do Risk Steward.
Desempenho de preço da AAVE. Fonte: BeInCrypto
Apesar do contexto, o preço do token AAVE subiu quase 5% nas últimas 24 horas e era negociado a US$ 95,21 no momento desta reportagem.
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Coinbase lista primeira stablecoin em libra esterlina enquanto avanço no Reino Unido acelera
A Coinbase listou a Tokenised GBP (tGBP) em 22 de abril, tornando-se a primeira stablecoin lastreada na libra esterlina disponível para usuários de todo o mundo na exchange.
A stablecoin tGBP é emitida pela BCP Technologies, registrada na FCA, e totalmente lastreada em dinheiro e títulos públicos de curto prazo do Reino Unido na proporção de 1:1.
Por que a stablecoin tGBP é relevante para o Reino Unido
A listagem permite que usuários britânicos mantenham e transfiram valores em sua moeda local na exchange Coinbase sem a necessidade de conversão para stablecoins atreladas ao dólar.
We're bringing the UK onchain, and the British Pound to the world.
tGBP is now listed and available to use on Coinbase.
Our first listed GBP-backed stablecoin – ensuring the UK's position in the future of finance.
Find out more ↓ pic.twitter.com/soApIheaQS
— Coinbase UK 🛡️ (@coinbaseuk) April 22, 2026
Isso elimina a fricção cambial para traders e empresas britânicas.
Keith Grose, responsável pela Coinbase no Reino Unido, afirmou que stablecoins denominadas em moeda local são essenciais para o papel do país na economia on-chain.
Agora já é possível comprar, vender, converter, enviar e receber tGBP pelo aplicativo e pela Coinbase Exchange.
O mercado de stablecoins como um todo já ultrapassou US$ 320 bilhões em capitalização total.
Capitalização total do mercado de stablecoins. Fonte: DefiLlama
Somente em 2025, stablecoins liquidaram mais de US$ 30 trilhões em transações, com uso amplamente independente das variações de preço das criptos.
Líderes do setor apoiam a iniciativa
Brian Armstrong, CEO da Coinbase, apoiou o lançamento e classificou as stablecoins como “a melhor forma de dinheiro”.
Sandeep Nailwal, CEO da Polygon Foundation, trouxe um alerta mais amplo sobre os prazos de adoção.
“… Países que demorarem para adotar stablecoins vão enfrentar o mesmo problema de quem aderiu tarde à internet”, ressaltou.
Nailwal destacou que pagamentos internacionais ainda custam 6% e podem demorar dias, enquanto stablecoins permitem liquidação em segundos por uma fração de centavo.
No Reino Unido, as regras para stablecoins ainda estão em elaboração, com implementação total prevista para o final de 2026.
A adoção expressiva da tGBP pode depender da rapidez com que a FCA concluir essas regulamentações.
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