【A 2ª maior banca da Itália age, e ela mesma arranja gente para montar custódia criptografada🏦】

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O banco Intesa, o segundo maior da Itália, está procurando em escala global um parceiro de tecnologia para montar seus negócios de cripto. Segundo fontes, as negociações relevantes ainda estão em estágio inicial, e ainda não está decidido qual empresa ficará responsável por esse sistema. Há variáveis no caminho. A infraestrutura que ele quer não é apenas um canal de transações, mas um sistema completo que abranja custódia, corretagem e produtos de tokenização. No mesmo dia em que a notícia foi divulgada, o Bitcoin subiu exatamente de US$ 77.000 para acima de US$ 79.000, e o sentimento do mercado acabou de se recuperar.

Antes de tudo, é preciso deixar claro: desta vez, o banco não se interessa pela “porta de entrada” do mercado, e sim por todo o pacote de infraestrutura do backend. Questões como: como os ativos serão guardados, como serão transferidos e quem vai registrar o razão/contabilidade, precisam ser respondidas primeiro. Custódia, corretagem, investimentos tokenizados e renda fixa precificada em stablecoins — tudo isso são apenas extensões naturais que crescem ao longo desse processo. No passado, essas atividades eram majoritariamente feitas pelas exchanges e por custodiante especializado, e os bancos, em geral, só podiam ficar do lado de fora, assistindo à movimentação, sem ganhar as receitas intermediárias.

O que realmente vale observar é que o banco quer, na verdade, disputar dois lugares-chave: liquidação e custódia. O dinheiro do cliente não precisa sair do sistema do banco: ele pode comprar diretamente vários tipos de ativos emitidos na cadeia, sem antes trocar por outra carteira. É aí que está o problema: a licença bancária, os requisitos de controle de riscos e de conformidade também vêm junto. Na semana passada, o 5º maior banco dos EUA acabou de testar a primeira remessa de pagamento transfronteiriço usando sua própria stablecoin, e o ritmo ficou claramente mais acelerado.

Para as criptos, ter mais um grande banco como “canal” significa ter mais uma leva de recursos institucionais prontos para entrar. O Standard Chartered já abriu no início deste mês, no Oriente Médio, a negociação à vista de Bitcoin e Ethereum para clientes institucionais — uma ação mais rápida do que o mercado esperava. O maior banco de Israel também encontrou um parceiro externo e planeja colocar os serviços relacionados no início do próximo ano. Mas, ao concentrar novamente a custódia nas mãos dos grandes bancos, a parte descentralizada — na prática — foi devolvida “em silêncio”.

Você acha que, ao entrar com força, o banco está levando as criptos para o mainstream, ou está incorporando-as ao sistema antigo? Vamos conversar na seção de comentários.