O que vale acompanhar não é quanto subiu de novo, e sim que o $BTC voltou a se mover na mesma direção do ouro.

Dados da Bitwise até 31 de agosto: a correlação de 90 dias foi levada para perto de +0,5, a segunda vez na história registrada que toca essa faixa; a última foi na onda de estímulos de 2020. No mesmo período, a correlação com o Nasdaq 100 caiu para perto da mínima de um ano (cerca de 0,3).

O pano de fundo também é duro: o tamanho da dívida dos EUA ultrapassou cerca de 40 trilhões de dólares; em 19 de agosto, o Tesouro anunciou que, a partir de 9 de setembro, o repo de liquidez para títulos de 10 a 30 anos passaria de cerca de 2 bilhões por operação para pelo menos 4 bilhões. A lógica de negociação de ativos duros foi reaberta — não é "$BTC virou ouro", e sim, sob a narrativa de desdolarização/pressão fiscal, os dois passaram a ser usados juntos como hedge.

Minha leitura: a alta na correlação sugere que a âncora de preço está se deslocando; não trate isso diretamente como «a proteção já se consolidou». A volatilidade do $BTC ainda é muito maior que a do ouro; a Glassnode também lembra que, historicamente, o desacoplamento repentino das ações costuma durar pouco. Primeiro, vamos ver se a correlação consegue se manter estável; depois, falamos da narrativa.

Fonte: compilação de tópicos em alta no X; a verificação dos fatos pode ser encontrada em reportagens públicas da Bitwise / Bitcoin.com News e outros veículos.

Não constitui सलाह de investimento.

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