O próximo destino da IA: quando quem vende as picaretas começa a superar os garimpeiros
A febre dos gastos de capital em IA não esfriou, mas o fluxo do dinheiro está mudando.
Nos últimos dois anos, a lógica de precificação do mercado para a IA concentrou-se quase inteiramente nas gigantes de tecnologia dos EUA — Microsoft, Google, Amazon, Meta. Essas empresas de computação em nuvem em escala hyperscale eram vistas como as beneficiárias finais da era da IA. Mas agora, um grupo de investidores institucionais que administra grandes volumes de capital começou a reavaliar esse consenso.
Segundo a Bloomberg, o gestor de fundos da Pimco, Emmanuel Sharef, está fazendo um ajuste claro em sua carteira: aumentando a exposição à Ásia e reduzindo a dos gigantes de tecnologia dos EUA.
O fundo administrado por Sharef tem um patrimônio de cerca de 19 bilhões de dólares e superou, nos últimos três anos, 97% dos produtos similares. Esse histórico de desempenho torna seus movimentos de realocação especialmente dignos de atenção.