A oferta global de dinheiro acaba de atingir US$ 150 trilhões — alta de US$ 10,7 trilhões ano contra ano. Isso representa um salto de 7,7%.

Nove meses consecutivos de crescimento acima de 7%. Não víamos uma sequência assim desde 2021. O pico foi em fevereiro, com 11,9%.

Desde 2000, adicionamos US$ 124 trilhões ao montante global de dinheiro. Isso equivale a 6,9% de capitalização anual.

Mas aqui está o ponto decisivo: US$ 50 trilhões disso — metade de todo o ganho acumulado em 24 anos — aconteceu apenas desde 2020. Estamos falando de US$ 7,5 trilhões por ano, em média.

A criação de dinheiro nessa escala não fica parada. Ela vai para ativos. Ações, imóveis, commodities, cripto. Quando bancos centrais e governos inundam o sistema, essa liquidez encontra um destino.

Isso não é algum conceito macro abstrato. É o pano de fundo de tudo o que está acontecendo nos mercados agora. Avaliações que parecem esticadas, ralis que desafiam os fundamentos, moedas perdendo poder de compra.

A oferta de dinheiro é a maré. Todo o resto é só o que flutua por cima dela.