Durante os anos mais severos da crise econômica e da hiperinflação na Venezuela (especialmente entre 2017 e 2020), o videogame multijogador massivo online Old School RuneScape (OSRS) deixou de ser apenas um passatempo para se tornar uma inesperada ferramenta de sobrevivência econômica e uma fonte de sustento para milhares de famílias.
O fenômeno, conhecido popularmente como gold farming (cultivo de ouro virtual), redefiniu o papel do jogo no país por meio dos seguintes aspectos-chave:
Uma alternativa superior ao emprego formal: Devido à destruição do poder de compra do bolívar e à desvalorização do salário mínimo, muitos venezuelanos descobriram que dedicar horas a farmar ouro dentro do RuneScape e vendê-lo no mercado negro por dólares digitais gerava mais renda do que um trabalho formal no país. Trabalhar dentro do jogo podia render entre 100 e 200 dólares mensais, um valor vital em meio à crise.
O impacto na economia do videogame: A entrada maciça de jogadores venezuelanos alterou a economia interna do RuneScape. Ao se dedicar de forma intensiva à coleta de recursos e moedas virtuais, os preços de alguns itens dentro do jogo sofreram variações e a comunidade global de jogadores reagiu de diversas maneiras.
Conflitos e tensões internacionais: Foram registrados confrontos virtuais notáveis e “guerras de clãs” dentro do jogo — como nas famosas Revenant Caves — entre jogadores locais que defendiam seu espaço de trabalho virtual e clãs de jogadores internacionais que tentavam expulsá-los.
Repercussão global: O fenômeno foi tão massivo que ultrapassou a indústria de videogames, tornando-se objeto de estudo sociológico e econômico em nível mundial. Inclusive, eventos externos como os apagões nacionais maciços na Venezuela chegavam a se refletir nas estatísticas de conectividade e na economia virtual dos servidores do RuneScape. #venezuela
O fenômeno, conhecido popularmente como gold farming (cultivo de ouro virtual), redefiniu o papel do jogo no país por meio dos seguintes aspectos-chave:
Uma alternativa superior ao emprego formal: Devido à destruição do poder de compra do bolívar e à desvalorização do salário mínimo, muitos venezuelanos descobriram que dedicar horas a farmar ouro dentro do RuneScape e vendê-lo no mercado negro por dólares digitais gerava mais renda do que um trabalho formal no país. Trabalhar dentro do jogo podia render entre 100 e 200 dólares mensais, um valor vital em meio à crise.
O impacto na economia do videogame: A entrada maciça de jogadores venezuelanos alterou a economia interna do RuneScape. Ao se dedicar de forma intensiva à coleta de recursos e moedas virtuais, os preços de alguns itens dentro do jogo sofreram variações e a comunidade global de jogadores reagiu de diversas maneiras.
Conflitos e tensões internacionais: Foram registrados confrontos virtuais notáveis e “guerras de clãs” dentro do jogo — como nas famosas Revenant Caves — entre jogadores locais que defendiam seu espaço de trabalho virtual e clãs de jogadores internacionais que tentavam expulsá-los.
Repercussão global: O fenômeno foi tão massivo que ultrapassou a indústria de videogames, tornando-se objeto de estudo sociológico e econômico em nível mundial. Inclusive, eventos externos como os apagões nacionais maciços na Venezuela chegavam a se refletir nas estatísticas de conectividade e na economia virtual dos servidores do RuneScape. #venezuela