🇺🇸🇮🇷 Trump ameaçou “desencadear as portas do inferno” contra o Irã, depois recuou — o que, em Washington, pode ter sido visto como contenção.

Segundo o analista geopolítico Pepe Escobar, Teerã interpretou isso de forma muito diferente.

Eles viram isso como uma prova de que a dissuasão do Irã funcionou, de que as opções militares da América estavam se estreitando e de que, quanto mais tempo o Irã resistir, mais vantagem ele ganha.

Pepe diz que isso transformou os objetivos do Irã.

Agora, o Irã não está pensando apenas em sobreviver à guerra, levantar sanções ou assegurar o controle sobre o Estreito de Ormuz.

De acordo com suas fontes, obrigar os EUA a recuar da Ásia Ocidental tornou-se, agora, um objetivo estratégico central.

O Irã começou esse conflito tentando impedir que a América impusesse sua vontade.

Pepe acredita que agora enxerga uma oportunidade de desmontar o sistema militar que permitiu que Washington o ameaçasse em primeiro lugar.

E, segundo relatos, Teerã acredita ter encontrado o mecanismo.

Ele diz que o Irã substituiu sua política anterior de retaliação proporcional por um novo aviso:

Ataque um alvo de energia iraniano, e o Irã atacará dez alvos na rede regional dos EUA.

A mensagem aos governos do Golfo é brutal.

Se ajudarem Trump a atacar o Irã, suas refinarias, oleodutos e instalações de exportação pagarão o preço.

Pepe diz que essa ameaça é uma das razões pelas quais líderes regionais pressionaram Trump a recuar.

A Arábia Saudita, em particular, entende que outra grande escalada poderia devastar a infraestrutura da qual ela depende para exportar petróleo.

Por décadas, as bases americanas deveriam proteger aliados do Golfo do Irã, mas agora essas bases estão colocando em risco os países que as hospedam.

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