Dizem @HertzFlow_xyz, mas não falam de alavancagem, nem de como abrir o mercado.
Quero ver um papel mais “nos bastidores”:
Depois que o capital entra, quem vai ajudar a alocá-lo.
Quanto mais mercados abertos, mais complexos ficam os problemas que os LPs enfrentam.
Qual mercado vale a entrada, qual mercado não tem profundidade suficiente, qual retorno parece alto — na verdade, o risco está pesado na cauda.
Nem todo mundo consegue avaliar um a um.
De acordo com a divulgação do projeto, na arquitetura da HertzFlow há uma camada de Vault e uma de Curator.
Entendo que o Curator é mais como um administrador do risco do capital.
O valor disso não está apenas em ajudar o capital a encontrar um destino, mas principalmente em mudar a forma como os LPs tomam decisões.
Antes, os LPs escolhiam um único mercado.
No futuro, talvez escolhamos um conjunto de estratégias:
Quem consegue fazer rebalanceamentos com mais estabilidade.
Quem controla melhor os recuos.
Quem entende melhor os limites de risco de mercados diferentes.
Isso é crucial para a HertzFlow.
O mercado pode ser aberto, mas o capital não pode avançar de forma aleatória.
Ativos populares atraem fluxo, mas também podem ficar congestionados.
Ativos menos populares podem ter oportunidades, mas também podem não suportar a volatilidade.
Se o Curator conseguir organizar a liquidez dispersa em estratégias de capital que sejam compreensíveis e comparáveis, a HertzFlow não será apenas um mercado de negociação — ela ganhará também uma camada de capacidade de gestão de capital.
Uma frase:
Antes disso, a HertzFlow precisa resolver como abrir o mercado.
O Curator precisa resolver em que conjunto de estratégias o dinheiro deve confiar.
Quando esse papel surge, a profundidade do projeto sai do nível de negociação e avança mais um passo para o nível de gestão de capital.
