No mês passado, meu parceiro de longa data Lao Chen tinha nas mãos duas bitcoins, que valiam mais ou menos 120 mil U. Ele queria deixá-las rendendo juros. Aí ele pesquisou um monte: na AAVE, ao colocar WBTC, tem que se preocupar com problemas de ponte cross-chain; e as rentabilidades de investimentos em exchanges são baixas demais. Ele ficou mexendo por uma semana e, no fim, suspirou: “Esquece, vou continuar deixando na carteira fria — pelo menos dá pra dormir em paz.”
Eu ouvi e ri, porque isso não é exatamente o dilema coletivo de quem é holder de BTC? O dinheiro fica lá, parado, comendo poeira, e ganhar alguma renda passiva é quase mais difícil do que subir ao céu. Mas quando eu olho as rentabilidades de várias outras casas de investimento, fica ainda mais doloroso. USDC com APY de 6,51%, USDT com 4,59% e até SOL com 2,69% — e o BTC só 0,27%.
Onde está o problema? O BTC não consegue fazer staking diretamente para render. Se quiser ganhar rendimento, tem que seguir para WBTC ou para alguma ponte cross-chain. Só que há risco de custódia e casos de hack acontecendo com frequência. Quem vai se atrever a jogar “o pão” pra esse lado?
Foi só no ano passado que a Babylon inventou uma novidade. Ela usa o recurso de time-lock nativo do Bitcoin e scripts Taproot para você conseguir travar BTC no cofre da própria mainnet, sem cross-chain e sem wrap. Os ativos não saem do seu controle durante todo o processo, ficam o tempo todo na sua “casa”. Faz sentido, né? Com o risco diminuído, o dinheiro realmente comprou a ideia. O TVL chegou a disparar até 6 bilhões, e hoje ainda está mais ou menos por volta de 4 bilhões, respondendo por cerca de 80% da fatia do BTC DeFi. Recentemente, ainda foi integrado ao Aave V4, o que mostra que já foi reconhecido pelo mercado mainstream.
Mas, falando a verdade, eu folheei o whitepaper por horas e achei uma coisa meio constrangedora. Os juros ficam o tempo todo abaixo de 1%. Em termos de retorno, isso não tem muita atratividade. O mais importante: o token $BABY participa quase nada do ciclo de funcionamento do negócio para fechar contas. As pessoas que fazem staking e pegam pelos serviços de segurança recebem BTC ou moedas nativas on-chain. O BABY depende mais de governança e de staking misto para sustentar, meio que como uma demanda de “uma vez só”. Se o fluxo de compra vai ser forte o suficiente no longo prazo… eu realmente tenho minhas dúvidas.
A tecnologia é de fato incrível, mas o preço das moedas no fim depende do consumo real. São 1,3 trilhão de BTC; mesmo que consiga “destravar” só 3%, isso dá quase 40 bilhões no mercado. Então, para quem juntou BABY apostando no enredo de “o número 1 do ecossistema de BTC”, a pergunta é: por mais bem que o negócio rode, qual é a relação disso com as moedas que você tem na mão? Já está claro na prática. @BabylonLabs_io #baby
Eu ouvi e ri, porque isso não é exatamente o dilema coletivo de quem é holder de BTC? O dinheiro fica lá, parado, comendo poeira, e ganhar alguma renda passiva é quase mais difícil do que subir ao céu. Mas quando eu olho as rentabilidades de várias outras casas de investimento, fica ainda mais doloroso. USDC com APY de 6,51%, USDT com 4,59% e até SOL com 2,69% — e o BTC só 0,27%.
Onde está o problema? O BTC não consegue fazer staking diretamente para render. Se quiser ganhar rendimento, tem que seguir para WBTC ou para alguma ponte cross-chain. Só que há risco de custódia e casos de hack acontecendo com frequência. Quem vai se atrever a jogar “o pão” pra esse lado?
Foi só no ano passado que a Babylon inventou uma novidade. Ela usa o recurso de time-lock nativo do Bitcoin e scripts Taproot para você conseguir travar BTC no cofre da própria mainnet, sem cross-chain e sem wrap. Os ativos não saem do seu controle durante todo o processo, ficam o tempo todo na sua “casa”. Faz sentido, né? Com o risco diminuído, o dinheiro realmente comprou a ideia. O TVL chegou a disparar até 6 bilhões, e hoje ainda está mais ou menos por volta de 4 bilhões, respondendo por cerca de 80% da fatia do BTC DeFi. Recentemente, ainda foi integrado ao Aave V4, o que mostra que já foi reconhecido pelo mercado mainstream.
Mas, falando a verdade, eu folheei o whitepaper por horas e achei uma coisa meio constrangedora. Os juros ficam o tempo todo abaixo de 1%. Em termos de retorno, isso não tem muita atratividade. O mais importante: o token $BABY participa quase nada do ciclo de funcionamento do negócio para fechar contas. As pessoas que fazem staking e pegam pelos serviços de segurança recebem BTC ou moedas nativas on-chain. O BABY depende mais de governança e de staking misto para sustentar, meio que como uma demanda de “uma vez só”. Se o fluxo de compra vai ser forte o suficiente no longo prazo… eu realmente tenho minhas dúvidas.
A tecnologia é de fato incrível, mas o preço das moedas no fim depende do consumo real. São 1,3 trilhão de BTC; mesmo que consiga “destravar” só 3%, isso dá quase 40 bilhões no mercado. Então, para quem juntou BABY apostando no enredo de “o número 1 do ecossistema de BTC”, a pergunta é: por mais bem que o negócio rode, qual é a relação disso com as moedas que você tem na mão? Já está claro na prática. @BabylonLabs_io #baby