【Instituto de Pesquisa de Criptomoedas】WLFI: o império DeFi da família Trump — você ousa entrar no trem?

Cara, imagina só: você abre a Binance e vê que, no par de negociação USDT, entrou mais um WLFI. Subiu 9% e o volume negociado nas últimas 24 horas deu 230 milhões de dólares. Que conceito é esse? Está em 36º no ranking do mercado e com market cap de 1,8 bilhão de dólares.

Isso não é um projeto de “lixo”. É uma plataforma DeFi criada por Donald Trump — o presidente dos EUA — junto com seus três filhos: World Liberty Financial.

Não ria, é verdade.

A lógica central do WLFI é, na verdade, bem simples: dois tokens — um stablecoin USD1 (análogo ao USDT/USDC, com reservas transparentes; atualmente é a 6ª maior stablecoin do mundo, com market cap de 2,94 bilhões) — e um token de governança WLFI, que permite que você vote e decida para onde o protocolo deve caminhar.

O objetivo é “levar bancos tradicionais para a blockchain e, ao mesmo tempo, fazer com que o dólar continue sendo o chefe na era digital”. Esse slogan é o oficial — não é invenção minha.

Sobre a equipe, eu fui atrás com foco. À primeira vista, os fundadores colocaram quatro pessoas da família Trump. Mas quem realmente está tocando o trabalho é um duo: CEO Zach Witkoff (o pai, Steve Witkoff, é o enviado especial de Trump para o Oriente Médio) e COO Zak Folkman. Além disso, Justin Sun (sim, aquele da TRON — Sun Yuchen) investiu 30 milhões de dólares como patrocinador.

Só que aí vem o problema: a DT Marks DEFI LLC (uma entidade ligada ao Trump) fica com 75% da receita líquida do protocolo. O dinheiro realmente vai para a família Trump.

Vamos falar das controvérsias. A CoinDesk já reportou que o WLFI usa seus próprios tokens WLFI como colateral e tomou emprestado 75 milhões de dólares em stablecoins na plataforma de empréstimos Dolomite. Resultado: o pool de liquidez ficou com taxa de utilização perto de 100%, e outros depositantes não conseguem sacar.

Depois, Justin Sun chamou isso de “armadilha com fachada” e entrou com processo contra o projeto. O Senado dos EUA também está investigando um suposto acordo secreto no qual a UAE investiu 2 bilhões de dólares via WLFI para comprar USD1 e obter 49% de participação — logo em seguida, o governo Trump aprovou o envio de chips de IA escassos para a UAE.

Na questão de preço: hoje o WLFI está a US$ 0,0576; o volume negociado em 24h no CMC é de US$ 238 milhões. Em relação ao topo histórico de US$ 0,18, já caiu 68%.

Mas atenção: a atividade de airdrop do USD1 na Binance ainda está em andamento — são 8,4 milhões de tokens WLFI para serem distribuídos por airdrop, com valor estimado de 1,2 bilhão de dólares. Essa rodada de estímulo de liquidez certamente traz impulso no curto prazo.

Minha leitura: o WLFI é um híbrido típico de “política + meme + DeFi”. O efeito da marca Trump é realmente forte — na época em que foi lançado no começo de 2024, ninguém comprava; quando Trump venceu a eleição, disparou. Porém, ele também é um dos projetos mais polêmicos que eu já vi: estrutura de governança extremamente centralizada, e a confiança entre a equipe e quem controla o “trade” básicamente desabou.

Se você quer usar como tema de curto prazo e fazer swing trade, eu não vou te impedir — o volume está aí, a volatilidade dá para comer.

Mas para segurar por muito tempo? Espere eles esclarecerem todo aquele monte de brigas internas e tempestades regulatórias primeiro.

Resumo em uma frase: é uma máquina de moer “ovelhas” ou um precursor de revolução? Provavelmente os dois. DYOR.