Larry Fink,
Larry Fink, CEO da BlackRock (NYSE: BLK), disse na quarta-feira que o Bitcoin (CRYPTO: BTC) está mais estável nos níveis atuais e que o excesso de alavancagem no sistema foi praticamente eliminado.
Fink está apostando na alta do Bitcoin?
Fink está apostando na alta do Bitcoin?
Em uma entrevista à CNBC, Fink afirmou que sempre se preocupou com a “alavancagem excessiva” no mercado de Bitcoin e, de forma mais ampla, no mercado de criptomoedas.
“É por isso que estamos vivenciando essa limpeza. Acho que, nesses níveis atuais, o mercado está mais estável”, disse ele.
No geral, Fink destacou que há menos alavancagem implícita nos mercados de capitais atualmente e acrescentou: “Estou muito otimista com relação aos próximos 12 meses”.
Mercado superaquecido esfria
O mercado superaquecido vai gradualmente esfriando
Depois de atingir uma máxima histórica no início de outubro do ano passado, o Bitcoin despencou, apagando centenas de bilhões de dólares em valor, e desencadeando as maiores liquidações da história das criptomoedas.
Alguns observadores consideram que a venda foi um “reset” necessário, eliminando a alavancagem excessiva e descrita como a fase de “formação de base” antes do próximo ciclo de alta.
Os dados da Coinglass mostram que, desde esse evento, ocorreu uma grande desalavancagem.
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Da hesitação à defesa
A visão de Fink sobre o Bitcoin vem evoluindo ao longo do tempo. Já em 2017, ele fez uma famosa declaração: “O Bitcoin apenas mostra o quanto é grande a demanda do mundo por lavagem de dinheiro”.
As dúvidas dele foram diminuindo com o passar do tempo. No ano passado, ele elogiou o Bitcoin como um antídoto para as incertezas econômicas e políticas, e previu que, se o mundo inteiro aceitasse essa ideia, o preço poderia chegar a US$ 700.000.
Vale notar que a BlackRock recomenda alocar de 1% a 2% de Bitcoin em carteiras tradicionais diversificadas por múltiplos ativos.
Enquanto isso, os resultados do segundo trimestre da BlackRock superaram as expectativas de Wall Street, impulsionados por entradas de capital recordes, receita e lucro, levando o crescimento de 22% ano a ano de seus ativos sob gestão, até um recorde de US$ 15,34 trilhões.