A Breez fez parceria com a Turnkey para permitir que desenvolvedores adicionem bitcoin não custodial a aplicações que executam carteiras a partir dos próprios servidores, conforme as empresas anunciaram.

A parceria aborda um problema estrutural. Muitos apps da corrente principal operam no backend, com um único serviço atendendo milhões de usuários. Adicionar bitcoin nesse design significou manter as chaves dos usuários em servidores da empresa.

Segurar chaves torna uma empresa uma custódia, um status que traz exigências de licenciamento, responsabilidade legal e o ônus de segurança de um grande armazenamento de fundos de usuários. A alternativa tem sido construir uma carteira separada baseada em dispositivo, uma mudança que quebra a arquitetura que esses apps usam para atingir escala.

No novo modelo, cada usuário recebe uma carteira cujas chaves são criadas e armazenadas dentro de enclaves seguros do Turnkey. De acordo com as empresas, essas chaves ficam fora do alcance dos servidores do aplicativo, do Breez e do Turnkey. O back-end da empresa mantém uma credencial que define quais ações ele pode executar, enquanto a autoridade para movimentar fundos permanece com o usuário.

Em outras palavras, essa parceria posiciona alguns dos maiores aplicativos de consumo do mundo para adicionar bitcoin sem custódia sem precisar reconstruir a arquitetura do back-end ou assumir a custódia dos fundos dos usuários.

O Turnkey dá suporte ao Spark, a rede sobre a qual o Breez SDK foi construído. Quando combinado com o modo de servidor da Breez, um único back-end pode gerenciar carteiras para milhões de usuários sem armazenar chaves.

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