O Bitcoin não é um mercado de lançamento de moeda aleatório.
Ele se comporta mais como um sistema estocástico não linear, dependente de trajetória e com mudanças de regime, com restrições estruturais, onde pequenas entradas podem desencadear movimentos desproporcionalmente grandes, mesmo que os resultados permaneçam probabilísticos.
Restrições estruturais:
Decaimento programático da oferta (codificado de forma rígida)
Efeitos de rede (Lei de Metcalfe)
Economia da escassez (oferta fixa + utilidade crescente = valor convexo)
Alavancagem reflexiva (cria overshoots e reversão à média)
Ser otimista não significa “só para cima.”
Significa que a formação de preço não é puro ruído.
Evidência:
Expoente de Hurst: H ≈ 0,88 (caminhada aleatória = 0,50) → forte persistência
Testes de razão de variância em diferentes horizontes rejeitam o comportamento de caminhada aleatória (p<0,001)
Testes de autocorrelação/corridas rejeitam a independência
A adequação de escala log-log a longo prazo é alta (R² ~0,96 em janelas de história real)
Para um processo de lançamento de moeda/aleatório, espera-se que a adequação de tendência baseada no tempo seja instável e ~0%
O que isso implica:
Curto prazo: brutal, reflexivo, impulsionado por alavancagem
Longo prazo: estruturado, dependente de trajetória, com tendência
Portanto, o caso otimista é simples:
Se um processo tem memória e escala com o tempo, grandes quedas não são automaticamente uma falha da tese.
Eles são frequentemente eventos de estresse de reversão à média dentro de um regime de crescimento persistente.
Rejeitar a caminhada aleatória não garante ganhos.
Isso diz que a formação de preço tem estrutura e memória. Tratar o Bitcoin como pura aleatoriedade ignora o sinal mais forte nos dados.
Por que isso importa:
Quando um processo tem memória como o Bitcoin, a paciência não é passiva.
É uma vantagem estatística ativa.
#dyor